A tragédia da Chapecoense e a importância de um seguro de vida bem calculado

Por Diana Dantas

Uma tragédia, como a ocorrida pelo time da Chapecoense, em novembro de 2016, gerou um grande impacto em todos: na família, nos torcedores, na federação e no país. Ninguém passou incólume pelo acidente com a avião da LaMia. Depois de um ano, no entanto, a maior parte das pessoas seguiu em frente. Agora, são os parentes mais próximos, que precisam lidar com dor e, principalmente, com os imbróglios burocráticos e financeiros remanescentes.

Uma reportagem de setembro de 2017, do “Globoesporte.com”, mostrou a história da viúva do preparador físico Anderson Paixão, Ulrike Ohlweiler. Segundo a matéria, ela e os filhos passam por dificuldades, pois os valores da ajuda recebida, pela Associação Brasileira de Vítimas do Acidente com a Chapecoense, e o do seguro não foram suficientes para pagar a prestação de um imóvel comprado nem para manter a educação dos filhos, durante o processo de inventário. Agora, eles cogitam sair de Chapecó.

Casos como a de Ulrike não são únicos. Muitas famílias, que passam por tragédias ou pela perda de um ente querido, encontram-se em circunstâncias semelhantes. A fim de evitar  novas situações como essa, vamos explicar os benefícios gerados por um seguro de vida bem calculado.

 

Como o valor certo do capital segurado pode ajudar?

Muito. Para começar, uma indenização, adequada ao padrão de vida dos beneficiários, pode pagar, por exemplo, todos os gastos com o processo de inventário. Há taxas de cartório, honorários de advogados, imposto de transmissão e um ou outro custo extra, provável de aparecer pelo caminho. Só isso já é capaz de elevar o orçamento doméstico e comprometer, seriamente, as demais despesas.

Um seguro de vida, além de cobrir todos esses gastos, também consegue auxiliar em outros, por alguns anos – dependendo do plano contratado. Entre eles, a quitação de dívidas, o pagamento da educação dos filhos e a manutenção das despesas da casa. Se for preciso, é possível custear até uma ajuda psicológica profissional, para enfrentar o luto.

Por isso, deve-se calcular corretamente o seguro de vida, de acordo com cada caso. Fazer essa conta nem sempre é fácil. Diante disso, separamos algumas dicas para se ter em mente na hora em que for assinar um contrato. Usaremos o exemplo de uma família como a de Ulrike: marido, mulher e dois filhos pequenos. Ele morre. Nessa situação, considere alguns fatores, como:

  • Valor total do processo de inventário
  • Renda da mulher, se houver.
  • Idade das crianças – seguro, em nome de menores, somente é pago depois dos 18 anos completos.
  • Despesa com a educação dos filhos, principalmente, se a escola frequentada for particular.
  • Parcelamentos elevados, como dívidas de empréstimo, financiamento de imóveis ou de carros.
  • Renda, patrimônio e total de despesas, em geral.
  • Quantos anos se deseja receber o benefício.

Essas são apenas algumas das preocupações a se pensar, nesse tipo de família, no momento de se fazer a estimativa. É sempre importante, entretanto, conversar com um especialista ou um corretor antes definir um plano. Dessa forma, assegura-se que todos os familiares terão o conforto necessário para lidar com a perda.

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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