Saiba como manter o padrão de vida após a aposentadoria

Por Diana Dantas

Ir a um restaurante caro, frequentar os melhores clubes, ter o carro do ano, etc. Esse tipo de coisa, quando presente no dia a dia de um indivíduo, podem ser consideradas como parte do padrão de vida dele.

Porém, muitas vezes, esse alto padrão acaba não se alinhando com a renda pessoal, podendo causar problemas de insegurança financeira e endividamentos. 

Em pesquisa realizada pelo SPC Brasil e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), 40% dos brasileiros vivem acima do padrão de vida recomendado para suas condições financeiras, sem qualquer tipo de reserva financeira. Enquanto isso, 7 a cada 10 brasileiros estão endividados, número fortemente relacionado a esse padrão de vida acima do ideal.

Diante dessa realidade, fica difícil estruturar a vida financeira de forma saudável sem muitos percalços pelo caminho. Então, quer saber como manter um bom padrão de vida sem extrapolar o orçamento? Continue lendo e confira algumas dicas!

 Afinal, o que é padrão de vida?

O padrão de vida nada mais é do que o acesso a bens e serviços que uma pessoa contém dentro de determinado grupo social. 

Esse padrão pode ser tanto um padrão modesto, com serviços e despesas básicas quanto um padrão de vida elevado, com direito a luxos e custos bem altos. Podemos separar esse padrão de vida em 3 níveis, sendo eles: 

Padrão de vida baixo

Nesse padrão de vida, podemos considerar as pessoas que vivem com as necessidades básicas, como moradia, alimentação, educação e saneamento básico. 

Padrão de vida médio

O indivíduo que pertence a essa classe possui um padrão de vida mais elevado, contando com benefícios como carros, plano de saúde e bens e serviços de qualidade, mas sem grandes luxos.

Padrão de vida alto

Uma pessoa com padrão de vida alto é aquela com bens e serviços considerados de luxo, com carros de alto padrão, roupas de grife e viagens frequentes, gerando um custo de vida bem elevado. Essa parcela da população representa cerca de 10% de todo o país.

Como um alto padrão de vida pode causar endividamento?

Manter um bom padrão de vida cobra um preço financeiro alto, mas as consequências desse custo quando não há um planejamento financeiro podem ser ainda mais caras. 

O aumento do número de pessoas endividadas e o aumento do uso do crédito, seja ele em forma de cartão ou empréstimos são alguns indicativos de um custo de vida incoerente com a renda de boa parte da população. 

Além das consequências financeiras, esse consumo inadequado para a realidade financeira pode trazer até mesmo problemas para a saúde, como depressão, ansiedade e estresse. 

Segundo a pesquisa  “The Employer ‘s Guide to Financial Wellness”, realizada nos Estados Unidos, pessoas endividadas possuem 4 vezes mais chances de desenvolverem depressão ou ansiedade, além de estarem mais suscetíveis a possíveis ataques de pânico. Além disso, a probabilidade de um inadimplente desenvolver problemas com o sono pode ser 8 vezes maior que a média. 

Ou seja, um gasto acima do ideal pode até melhorar sua qualidade de vida a curto prazo, mas esse custo pode ser alto demais, causando uma piora no próprio padrão, pois a prioridade passa a ser sair do endividamento

Como saber se meu padrão de vida está causando problemas financeiros?

Muitas vezes, buscando qualidade de vida, gastamos mais do que o ideal para o nosso orçamento sem ao menos perceber. Mas, como saber se estou gastando dentro do ideal? Confira os principais sinais:

  • Não sobra dinheiro ao fim do mês: Se, ao fim do mês, você perceber que não possui mais dinheiro, podemos considerar como o primeiro indício de um problema com a saúde financeira.
  • Uso do crédito em despesas básicas: Ter que recorrer ao crédito para despesas básicas como alimentação é mais um sinal de problemas financeiros.
  • Você não saberia lidar com imprevistos: Se você torce para não acontecer imprevistos, pois não poderá arcar possíveis problemas, seu planejamento financeiro pode estar com problemas.
  • Você não consegue manter o que compra: Comprar uma casa ou carro de luxo pode ser um motivo de alegria, mas de nada adianta possuir esses bens e não conseguir arcar com esses gastos.

A importância do planejamento para manter o padrão de vida

Planejamento e responsabilidade são fundamentais para manter o padrão de vida!

Não importa se você quer comprar uma casa, um carro ou simplesmente manter o seu padrão de vida. É necessário se organizar e ter em mente que o planejamento financeiro é quem vai te guiar até a conquista do seu objetivo.

Ao fazer esse planejamento, você pode entender quanto tempo e esforço você precisará dedicar para concretizar seus planos, seja através de um esforço físico quanto financeiro, passando de um simples controle de gastos até investimentos.

Agora que você entendeu a importância do planejamento, confira algumas dicas para o seu sucesso financeiro.

Anote seus gastos

Essa dica é básica, mas representa o primeiro passo para seu planejamento. Basicamente, você deve anotar cada vez que entrar ou sair dinheiro, seja em uma planilha, em um caderno ou em aplicativos de controle financeiro.

Faça um orçamento de gastos

Após anotar seus gastos, você deve entender qual a importância deles para sua vida e o quanto eles impactam seu orçamento. 

Entenda suas dívidas

Se sua situação financeira estiver no vermelho, entenda quais são suas dívidas e quanto dinheiro você precisa para se livrar delas. Evite fazer dívidas para bens de consumo que se esgotam rapidamente, como roupa ou tênis e o mais importante, tome cuidado com o cartão de crédito

Estabeleça metas

Estabelecer metas é fundamental para nossa motivação, facilitando o ato de guardar dinheiro. Então, saiba quais são suas metas e defina como alcançá-las.

Tenha uma reserva de emergência

Estar preparado para possíveis emergências é fundamental. Imprevistos acontecem e ter uma reserva preparada para esse momento pode evitar um impacto nas suas finanças.

Como uma previdência privada pode melhorar meu padrão de vida?

Se você está insatisfeito com seu padrão de vida atual, uma ótima alternativa é realizar investimentos, em especial uma previdência privada.

Repare que os custos de hoje, provavelmente, não serão iguais aos da hora de se aposentar. A educação dos dependentes, por exemplo, será desconsiderada, ao passo que a despesa de saúde aumentará. Outro gasto que pode crescer consideravelmente é o de lazer.

Por isso, um investimento como a previdência privada pode garantir a saúde financeira pessoal e familiar, adicionando beneficiários que podem receber o seu dinheiro caso você venha a falecer.

Ao se aposentar pelo INSS, o contribuidor está sujeito a um teto salarial, que pode ser um grande responsável pela queda no padrão de vida de toda a família. Então, a previdência pode ser um complemento para essa renda, mantendo ou até mesmo expandindo a qualidade de vida familiar. 

Um levantamento feito pela FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), a pedido do Instituto Ipsos, revela que 55% dos brasileiros, dos 60% que consideram uma previdência complementar necessária, não sabem o quanto devem economizar mensalmente para ter uma aposentadoria que assegure o mesmo padrão de vida da fase ativa. As entrevistas foram realizadas em abril, em 72 municípios, com 1.200 pessoas, entre 16 e 60 anos.

Se um simples planejamento financeiro demanda paciência, imagine calcular a aposentadoria? A maioria nem sabe por onde começar.

Caso esteja interessado em investir seu dinheiro, mas não sabe o quanto precisaria aplicar para se manter dentro do planejamento, conheça o  Simulador de Renda da Aposentadoria da Icatu Seguros. A ferramenta oferece três formas distintas de cálculo: pelo valor da contribuição; pelo saldo que se pretende acumular; e pela renda que se deseja receber. Os resultados sairão de acordo com a categoria de renda (vitalícia ou por 15 anos) e com a rentabilidade anual escolhida.

Caso ainda tenha dúvidas sobre por que investir em previdência privada, continue lendo nosso blog, com conteúdos especiais sobre esse tema!

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

Deixe seu comentário