As quatro resoluções financeiras que precisam ser cumpridas até o fim do ano

Por Diana Dantas

O meio do ano já está chegando. Sim, parece que o Réveillon foi ontem. O tempo passa depressa e, na maioria das vezes, 365 dias parecem não ser o suficiente.

Por isso, agora, que o verão, o Carnaval e a safra de feriados de abril acabaram, chegou o momento de sentar, checar as resoluções de ano novo quase esquecidas e começar a colocá-las em prática. Vamos lá, onde está o papelzinho?

Não estamos aqui para lhe incentivar a perder peso, ajudar a ler mais livros, aprender a tocar um instrumento ou parar de fumar – embora não custe dar um incentivo: vá em frente! Se na sua listinha, contudo, tiver itens como “organizar-se financeiramente”, “economizar” e “investir”, pode contar com a gente! A ideia é ajudar a ticar esses tópicos o mais rápido possível. Confira as nossas dicas.

Organizar-se financeiramente

Antes mesmo de economizar, toda pessoa deveria se organizar financeiramente, principalmente, se tiver filhos. Se for esse o caso, um planejamento familiar é essencial. Uma conversa pode ser um importante caminho para alinhar pensamentos, reduzir conflitos e traçar metas e objetivos em comum. Após essa primeira etapa, discrimine em uma planilha ou em um aplicativo de gastos (existem vários gratuitos para download) a renda total do integrantes da casa e as despesas domésticas, divididas entre fixas e variáveis. Cada novo gasto necessita ser contabilizado, com o objetivo de manter os dados atualizados. Na hipótese de querer fazer uma compra muito acima do padrão, recomenda-se discutir entre todos e pesquisar as melhores ofertas antes de efetuá-la. Dessa forma, mantém-se um controle sobre o consumido.

Economizar e investir

Esses passos, atualmente, caminham juntos, porque a maioria das pessoas evita esconder dinheiro debaixo do colchão. Economizar é investir. A questão é: como aplicar da forma certa? Uma etapa de cada vez, no entanto. Guardar dinheiro exige autocontrole para consumir e disciplina para separar todo mês uma parcela do salário. A recomendação tradicional é de 10% da remuneração, mas pode chegar a 20%, de acordo com as pretensões de cada um. O ideal é que assim que o dinheiro entrar na conta, uma parte seja automaticamente reservada. Assim, evita-se gastar de outra forma.

Voltamos à pergunta, onde aplicar essa soma? A maioria dos brasileiros tende a colocar na poupança. Apesar de ser o queridinho dos investimentos, a caderneta rende muito pouco acima da inflação. Há diversas outras aplicações no mercado mais atraentes, como os fundos de renda fixa, por exemplo. Eles são tão seguros quanto a poupança e possuem juros mais altos.

Previdência privada

Outro tipo de investimento que deveria estar na lista de resoluções de ano novo é o de longo prazo, para daqui a 20, 30 anos, visando a aposentadoria. Embora esse período pareça muito distante, planejar-se desde cedo pode ser a melhor maneira de chegar à terceira idade com conforto e segurança. Ao contratar uma previdência privada, por exemplo, o contribuinte receberá um valor complementar ao benefício do INSS.

Há dois planos, o PGBL e o VGBL. O primeiro é adequado a pessoas que declaram o Imposto de Renda pelo formulário completo. Quem optar por esse plano pode deduzir em até 12% a base de cálculo do IR. Na hora do resgate, a taxação recai sobre a renda total da aplicação. Já o segundo plano é apropriado aos declarantes do formulário simples e não tem benefício fiscal. A tributação, no entanto, incide somente sobre o valor do rendimento.

Seguro de Vida

Esse item, provavelmente, não estava na resolução de ano novo, pois não é todo mundo que pensa na própria morte como planejamento do futuro. A questão é, deveria ser. Isso porque, um incidente trágico pode acontecer a qualquer um, e a família ou as pessoas a quem se ama devem estar amparadas financeiramente, caso isso ocorra.

Mesmo que não se tenha dependentes, vale a pena contratar uma apólice. Coberturas como a de Doenças Graves e a de Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente, por exemplo, pagam parte ou o valor completo do capital segurado, dependendo do contrato e do incidente. Assim, a pessoa tem algum recurso com que contar, em caso de ter a atividade profissional interrompida por uma emergência.

As dicas foram dadas, falta apenas cumprí-las. Se ainda restarem dúvidas, procure um especialista na área ou um amigo mais entendido para ajudar a realizar cada uma das tarefas. Quem sabe esse ano você não cumpre todos os seus desejos? E o melhor, antes do Natal!

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Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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