As vantagens de se fazer a portabilidade na previdência privada

Por Diana Dantas


Quando uma pessoa fica insatisfeita com o serviço prestado por uma operadora de celular, ela pede a portabilidade de um número, não é mesmo?

 Apesar de mais conhecida no mercado de telefonia, essa prática também é utilizada em diversos setores. Um deles é a  previdência privada.

Nesse caso, a portabilidade, além de ser uma ferramenta útil quando a prestação do serviço não é boa, também pode ser usada como estratégia na busca de melhores oportunidades de fazer o dinheiro crescer. Até porque, como a previdência privada permite contratos de mais de dez anos, nada mais justo que ter a possibilidade de mudar de instituição (migração externa) ou de fundo (interna) quando não estão rendendo tanto ou quando as taxas administrativas estão excessivas. O que é necessário saber, no entanto, para fazer a portabilidade?

Regras da portabilidade

O mais interessante sobre a portabilidade é que ela pode ser feita de forma gratuita, sem a cobrança do Imposto Renda. A única taxa que, talvez, seja necessário pagar é a de saída, mas nem todas as empresas a cobram. Para melhorar, não é necessário recomeçar a contagem do tempo de contribuição do zero. O montante pago continua com a mesma idade. Isso é especialmente importante para os donos de planos com tabela regressiva, pois a alíquota de IR diminui de acordo com o período de acúmulo.

Por falar em tabela, também há possibilidade de fazer a portabilidade da progressiva para a regressiva – o contrário, contudo, não é possível. Essa hipótese é comum para pessoas que, inicialmente, investem a curto e a médio prazo e depois decidem aplicar no longo.

Outra proibição é a troca de um plano pelo outro. Quem tiver contratado um PGBL originalmente não pode migrar para o VGBL e vice-versa. Deve-se permanecer com o plano inicial. É importante também saber que a portabilidade só é permitida durante o tempo de contribuição. A partir do momento em que se começa a receber o benefício, a mudança não é mais possível.

Se a ideia for trocar de empresa, lembre-se de verificar as taxas oferecidas e quantos fundos a instituição dispõe – quanto mais, melhor. Isso porque, normalmente, a instituição com várias opções oferece fundos de maior rentabilidade, pouco acessíveis a quem investe individualmente. Além disso, a portabilidade entre eles costuma ser facilitada, caso tornem-se desvantajosos no futuro.

Por isso, é sempre bom acompanhar de perto a sua aplicação. Se não estiver satisfeito com algum serviço, o rendimento for baixo ou as taxas muito altas, agora, já sabe: pede a portabilidade! O resultado pode ser mais lucrativo do que a mudança de operadora de celular.

 

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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