Como a previdência pode ajudar a minha família na transmissão de bens?

Por Diana Dantas

Formar uma família e possuir a casa própria é o sonho de diversos brasileiros. O que muitos não pensam, no entanto, é como ficará a situação financeira dos herdeiros, especialmente dos dependentes, em caso de fatalidade. Se o (a) provedor (a) tiver acumulado patrimônio, a sua ausência pode gerar uma complicação maior ainda.

A transmissão de bens costuma ser longa e extremamente cara, pois demanda gastos com impostos, taxas de cartório e honorários de advogados. Os custos têm a capacidade de provocar um rombo no orçamento doméstico – principalmente, das famílias cujas as posses estão imobilizadas – e até mesmo brigas entre parentes.

Não há meios de evitar as chateações burocráticas ocasionadas por um inventário. Existem formas, contudo, de deixar investimentos de maior liquidez, a fim de contribuir com as despesas do processo e proporcionar o bem-estar de todos. Um deles é a previdência privada. Entenda o porquê.

Previdência privada e a transmissão de bens

A previdência privada, além de proporcionar uma aposentadoria mais tranquila, ainda pode colaborar financeiramente com os familiares, em caso de morte prematura do contratante. Isso ocorre porque os planos oferecem a possibilidade de indicar beneficiários, como em uma espécie de testamento. Adicionalmente, é possível decidir qual o percentual da reserva que cabe a cada um. Na hora de assinar o acordo, basta inserir o nome completo e o CPF dos escolhidos.

Para melhorar, o investimento também possui liquidez facilitada. Isto é, transforma-se rapidamente em moeda corrente. O capital é pago aos favorecidos em até 15 dias úteis, após a entrega da documentação. Um tempo bem curto comparado ao que se gasta para vender um apartamento preso em um inventário, por exemplo.

Essas vantagens estão disponíveis a todas às pessoas com uma previdência privada, independente da tabela – a progressiva e a regressiva – e do plano – PGBL ou VGBL – contratados. Portanto, mesmo uma aplicação de curto ou médio prazo proporciona a oportunidade de indicar um beneficiário.

Na hipótese, entretanto, de a pessoa optar pelo resgate de longo prazo, em forma de renda mensal vitalícia, o montante pode ser revertido  à (ao) cônjuge com continuidade aos menores. Isso significa que a parcela mensal será paga até o último dia da vida da esposa (o) e até os filhos alcançarem a maioridade.

Dessa forma, o dinheiro pode ser usado de acordo com a necessidade da família. Seja com as despesas da transmissão de bens ou com a continuidade da educação dos herdeiros ou com o pagamento de dívidas. Assim, proporcionando o conforto necessário, para enfrentar o momento do luto da maneira mais serena possível.

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Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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