Como equilibrar renda pessoal e finanças da empresa?

Por Diana Dantas

Libertar-se do chefe, ganhar mais flexibilidade de horários, encarar novos desafios ou ainda adaptar-se, para não ficar sem trabalho em meio à onda de desemprego. Os motivos são variados, mas o fato é que graças a esses fatores, o empreendedorismo tornou-se um setor em crescimento. Só por conta da crise financeira, por exemplo, surgiram 11,1 milhões de empresas no Brasil, nos 3,5 anos anteriores a agosto de 2017, segundos dados do Sebrae. Já de acordo com o Serasa, no primeiro semestre de 2017 houve um aumento de 10,5% de Microempreendedores Individuais (MEI).

Possuir um negócio, no entanto, não é tarefa fácil. A expectativa pode ser maravilhosa, mas a realidade não tem tanto glamour: responsabilidades, pagamentos de folha, de aluguel, de impostos etc. Além disso, não há ninguém para culpar por eventuais falhas. Todo o risco está nas mãos do dono – uma constante fonte de pressão e dor de cabeça. Por isso, a seguir vamos dar algumas dicas de como manter o negócio vivo por mais tempo.

Desafios e dicas para a manutenção do negócio

Um dos erros mais comuns para quem abriu um negócio sem experiência na área administrativa é confundir a renda pessoal com as finanças da empresa. Essa mistura pode até mesmo levar ao endividamento ou ao fechamento da firma, se for feita sem cautela.

O empresário possui o chamado pró-labore, uma espécie de salário como o de qualquer outro empregado. É somente com esse valor, que os administradores do negócio devem manter o seu orçamento doméstico. Todos na empresa necessitam estar cientes da importância dessa divisão, inclusive a família dos sócios, de forma a não haver prejuízos ou conflitos futuros.

Uma das maneiras de evitar esses reveses é fazer contas regularmente – sempre dividindo os orçamentos domésticos dos empresariais -, mesmo que se disponha de um contador. Recomenda-se levar em consideração no cálculo, as entradas, as saídas e a rentabilidade, com atenção extra aos gastos fixos. Possuir um fluxo de caixa eficiente e ter um capital de giro também são essenciais para preservar as operações funcionando.

Outra dica valiosa é pensar à frente. Uma vez a empresa estabelecida, ou se possível antes disso, vem o momento de investir, a curto, a médio e a longo prazo, visando a aposentadoria. Esse dinheiro permite inovar, conservar o negócio e até, quem sabe, expandi-lo. No orçamento doméstico, deve-se repetir a mesma mentalidade, porém, avaliando quais são os sonhos de cada um dentro da família. A casa própria? O carro? Uma viagem? Com planejamento e poupança, os desejos podem sair do papel.

A última sugestão, mas não menos importante, é voltar a estudar ou pedir ajuda a alguém. Se todas as dicas anteriores pareceram grego, significa que, talvez, necessite-se um auxílio no negócio. Isso não deve ser motivo de vergonha. Ninguém já nasceu sabendo tudo, principalmente, se o foco da área profissional do empresário for confeitaria, por exemplo. Nesse caso, o melhor seria fazer um curso de empreendedorismo ou de gestão empresarial. Na hipótese de não haver tempo ou dinheiro, também pode ser uma boa pedir ajuda a alguém especializado capaz de ensinar os fundamentos básicos de administração.  Ficar entendido do negócio é a melhor forma de ser bem-sucedido.

 

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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