Entenda como investir no exterior!

Por André Iunes

Já pensou alguma vez sobre como investir no exterior? Acha algo muito complexo, ou que, simplesmente, não é o tipo de investimento ideal para você? Pois bem, saiba que aplicar o seu dinheiro fora do país não é tão complicado quanto parece, nem mesmo é preciso realizar transferências para instituições financeiras internacionais.

Mas afinal, por onde começar? Ao longo desse artigo, vamos explicar algumas opções de aplicação e tirar todas as suas dúvidas sobre como investir no exterior. Acompanhe! 

Por que devo investir meu dinheiro?

Antes de mais nada, seja no Brasil, ou no exterior, a proposta principal de aplicar em ativos financeiros é gerar renda, proporcionando maior tranquilidade financeira. Saiba que poupar e investir possibilitam a realização de alguns sonhos: desde a compra de um carro novo, ou a realização daquela viagem tão esperada, à quitação de um imóvel e até mesmo uma aposentadoria mais tranquila.

Independentemente, adquirindo bons hábitos financeiros, uma pessoa pode fazer crescer o seu patrimônio pessoal e familiar, aumentando, assim, as chances de alcançar seus objetivos. 

Como boa prática, diversificar os investimentos, incluindo desde a aplicação no mercado de ações a aportes que visem à tranquilidade no futuro, é um caminho tido como conservador e mais seguro.

E é justamente buscando diversificação e mais estabilidade para dia de amanhã que a previdência privada, por exemplo, se mostra um investimento vantajoso, principalmente se levar em conta que ainda não está claro como ficarão, daqui a algum tempo, as regras da previdência social no Brasil.

Sendo assim, planejar a aposentadoria antes da meia-idade se torna essencial.  

Quais as vantagens de saber como investir no exterior? 

Existem diversas formas de entender como investir no exterior. Antes disso, é importante definir qual o seu perfil de investidor!

É preciso ter em mente que saber como investir no exterior proporciona mais possibilidades de diversificação à carteira de investimentos e isso tem uma explicação.

Na B3, que é a Bolsa de Valores brasileira, as ações negociadas pertencem a um número limitado de empresas, cerca de 1% das que compõem o mercado mundial. Ou seja, aplicar no exterior é uma boa chance de o investidor ampliar as possibilidades do seu portfólio. 

Outra vantagem desse tipo de estratégia é que o investimento fora do país ajuda a balancear os resultados da carteira de investimentos, ainda mais em um cenário no qual o mercado local, incluindo as rendas fixas e variáveis, pode, eventualmente, não ir tão bem, ou sofrer forte variação.

Outro ponto importante: ter o dinheiro investido fora é uma maneira de atrelá-lo ao dólar, permitindo maior proteção em relação a problemas de ordem econômicas que podem afetar o país.  

Principais formas de investimento no exterior 

Se você sentiu atraído por entender como investir no interior, confira a seguir algumas opções viáveis!

 Uma delas é abrindo uma conta no exterior e aplicando diretamente lá fora. Existem muitas instituições financeiras internacionais à sua escolha e é possível abrir uma conta daqui mesmo do país, apenas enviando os documentos necessários. 

Mas atente-se: as remessas de dinheiro que precisará fazer para fora do país serão efetuadas por meio de um banco aqui no Brasil, ou corretora de câmbio credenciada pelo Banco Central.

Além disso, incide sobre esse dinheiro IOF, que é o Imposto sobre Operações Financeiras. Há também de se levar em conta a cotação do dólar, que é feita pelo câmbio comercial. A partir daí, é possível investir no mercado financeiro internacional.  

Por outro lado, há maneiras de investir no exterior que podem ser feitas do Brasil. Vamos a elas: 

Fundos de investimento 

Quem aplica em fundos de investimento não precisa fazer remessa internacional de dinheiro. Por si só, essa já é uma grande vantagem se for levado em conta a burocracia que pode envolver enviar dinheiro para fora do país.

Isso se deve ao fato de que é permitido a esses fundos a destinação de até 20% do patrimônio para ativos financeiros no exterior (essa porcentagem pode variar dependendo da quantia investida).

Uma informação importante: há tributação de 15% de Imposto de Renda relativa aos ganhos (no caso de ações). Se for renda fixa, ou multimercado, segue-se a tabela regressiva (com alíquotas de 22,5% a 15%). 

BDR 

A sigla BDR significa Brazilian Depositary Receipts e é referente a valores mobiliários emitidos no Brasil que possuem como lastro ativos, geralmente ações, emitidos por empresas no exterior, mas que são negociados no pregão da Bolsa de Valores.

É importante enfatizar que ao negociar um BDR, o investimento não é feito diretamente nas ações, mas em títulos representativos (as ações existem e ficam depositadas no exterior).  

Os custos para negociar BDRs equivalem ao de uma transação com ações já usualmente conhecidas do mercado. Ou seja, há a taxa de corretagem, de custódia, além de taxas normais cobradas pela Bolsa de Valores. Sobre o lucro obtido nas negociações, há tributação de 15% no Imposto de Renda. 

COE 

O Certificado de Operações Estruturadas, conhecido pela sigla COE, mescla elementos de renda fixa e renda variável, sendo emitido pelos bancos e registrado na Bolsa de Valores, que é autorizada a fazer, também, o depósito e a liquidação desse ativo.  

Aplicando no COE, é possível diversificar o investimento e ter acesso a novos mercados, incluindo ativos no exterior. A proposta é juntar, em um mesmo pacote, a combinação de títulos com retorno esperado superior ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), taxa que determina o rendimento anual de diversos tipos de investimentos.  

No Brasil, caso o cenário financeiro almejado não se concretize, o COE possui um mecanismo denominado “capital protegido”, que garante retorno ao investidor do valor aplicado.

ETR  

Exchange Traded Fund (ETF) compreende, de forma básica, um fundo de investimentos que contém vários papéis, com cotas que podem ser negociadas na Bolsa de Valores. São conhecidos como “fundos de índices”, pois buscam replicar a carteira de um índice, acompanhando o seu desempenho.  

Os ETFs mais comuns refletem a composição do Ibovespa, entretanto, pode-se investir no ETF do S&P 500, principal índice do mercado americano, representando uma carteira com 500 ações.

É preciso lembrar que a tributação referente à negociação com ETFs é a mesma praticada na compra de ações. Ou seja, o Imposto de Renda é de 15% em relação ao ganho obtido. 

Quais os cuidados necessários para investir no exterior?  

Agora que você já sabe como investir no exterior, atente-se aos cuidados para esse procedimento.

Se após ler este artigo você se sentir interessado em investir no exterior,  ou em rendimentos que sejam compostos por ativos do exterior, saiba que alguns cuidados devem ser tomados.

E um deles é referente ao Imposto de Renda, já que brasileiros que possuem mais de US$100 mil no exterior, constantes no último dia de cada ano, precisarão notificar à Receita Federal sobre a existência desses valores na declaração do ano posterior. Somado a isso, é preciso, também, enviar anualmente, ao Banco Central, uma declaração de bens que possui fora do país. 

Agora, se você não quer  investir no exterior, saiba que no Brasil existem muitas opções interessantes. Pesquise informações em fontes confiáveis e dedique-se a aprender sobre os diferentes tipos de investimentos.

No portal da Icatu Seguros, por exemplo, é possível saber mais sobre os fundos de investimentos  e fundos de Previdência. Cuidar de uma carteira de investimentos não é simples, por isso, uma ajuda profissional é sempre fundamental. Adquirindo conhecimento, você fica cada vez mais seguro para investir. 

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Publicado por André Iunes

André Philippe Iunes é jornalista, especializado em marketing de conteúdo e digital, com mais de 20 anos de experiência. Já atuou em importantes veículos, como os jornais O Globo e Extra, além do portal Globo Cidadania, onde produziu conteúdo para os sites Globo Ciência, Globo Ecologia e Globo Universidade. Trabalhou como diretor de redação da revista Webdesign e editor executivo da revista Áudio, Música & Tecnologia, com várias coberturas internacionais. No mundo corporativo, desenvolve projetos para grandes empresas envolvendo estratégia de conteúdo digital.

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