Como se planejar financeiramente para a morte?

Por Diana Dantas

O final de outubro e o começo de novembro são marcados pela celebração aos mortos em várias culturas e religiões. Alguns países festejam, como no México, o Dia dos Mortos, nos Estados Unidos e Reino Unido, ambos, o Dia das Bruxas.

Já outros, optam por uma forma de homenagear os que já se foram de maneira mais religiosa e introspectiva, como no Brasil, o Dia de Finados, e na Espanha, o Dia de Todos os Santos. E, apesar de as datas terem grande relevância no calendário, pouco se reflete sobre a morte – especialmente aqui.

Na verdade, falar sobre esse tema, ainda é um grande tabu. Apesar de todos saberem que não viveremos para sempre, é muito difícil pensar que quem amamos pode nos deixar a qualquer momento, ou até que nós podemos acabar partindo e os deixando, somente com a saudade.

Diante de toda essa dor que um dia passaremos, podemos tomar algumas medidas no presente para que o futuro seja um pouco menos angustiante. Por isso, vamos dar algumas dicas de como se planejar financeiramente, emocionalmente e burocraticamente para a morte.

Mas, antes disso, através dos dados de uma pesquisa encomendada pelo Sincep, podemos ver a maneira que os cidadãos do Brasil enxergam a morte, acompanhe abaixo os números dessa análise.

O jeito que os brasileiros veem a morte

Uma pesquisa feita pelo Studio Ideas, encomendada pelo Sindicato de Cemitérios e Crematórios Particulares (Sincep), mostra a forma negativa com que os brasileiros se relacionam com a morte .

A grande maioria, cerca de 74%, disse não tratar do assunto no dia a dia. Esse estudo também perguntou quais são os sentimentos envolvidos ao falar sobre morte. Os entrevistados associaram à tristeza (65%), dor (55%), saudade (51%) e ao sofrimento (51%). Uma pequena porcentagem (19%) a relacionou com liberdade.

Esse mal-estar causado pela temática, pode ser um dos fatores pelos quais o seguro de vida tenha uma participação tão baixa no PIB brasileiro. Enquanto Taiwan lidera o ranking com a 17,89%, o Brasil aparece com somente 0,61% – embora esse tipo de seguro tenha crescido 14,8% em 2018, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Como vemos, o brasileiro não gosta do assunto e prefere evitá-lo. Mas, é muito importante abordá-lo e preparar-se para uma situação difícil, como essa. Veja agora alguns dos motivos pelos quais é importante saber como se planejar financeiramente, emocionalmente e outros quesitos para a morte.

A importância em saber como se planejar financeiramente para a morte 

Quebrar o tabu para falar naturalmente desse assunto, não é tão fácil quanto parece. Será que isso, no entanto, prepara de fato para o que a vida reserva? Não se sabe ao certo. Além de falar, talvez, seja importante se preparar  para essas situações que não podemos antecipar. A ideia parece um pouco mórbida, mas pode ter efeitos práticos na forma como você e seus familiares lidam com o tema.

Uma das maneiras de trazer conforto a ideia é se certificar que todos ao seu redor ficariam bem amparados financeiramente, caso algo te aconteça. Afinal, eles já teriam que lidar com a dor e sofrimento por causa da perda de um ente querido, o que não é pouca coisa.

Em vista disso, vamos dar algumas dicas essenciais para você que quer se preparar para isso e reduzir o sofrimento quando esse momento chegar. Confira abaixo!

Cuide das finanças

É necessário manter as finanças em dia para que não ocorra um problema maior, então, essa dica vale para qualquer fase que você esteja vivendo. Mas, ela também é essencial para quem quer saber como se planejar financeiramente para a morte.

Um ótimo primeiro passo para quem quer diminuir as dores de cabeça de seus familiares, caso algo aconteça, é cuidar das finanças. E para que isso ocorra é preciso seguir alguns passos, descubra a seguir quais são eles:

Sanar as  dívidas 

Para que a sua família não tenha problemas financeiros, tente ir quitando as dívidas que mais poderiam dificultar a vida deles, mas se isso não for possível, tente, pelo menos, não ficar pendente com nenhuma delas;

Começar uma poupança

Essa é uma dica importante, pois uma quantia poupada por você poderia auxiliar os seus entes queridos ao lidar com essa situação difícil, afinal, o que não falta nesse momento são cobranças e contas inesperadas;

Investir  dinheiro

É imprescindível investir dinheiro, em qualquer fase da vida, pois situações não esperadas podem ocorrer a qualquer momento e temos que estar preparados para enfrentá-las.

Organize seus documentos

Essa dica é extremamente importante para quem quer saber como se planejar financeiramente para a morte, pois quando um óbito acontece, é necessário que todos os documentos estejam em fácil acesso, para que os familiares os localizem sem muita dificuldade. Os relacionados a bens e patrimônio também são essenciais na hora de resolver todos os trâmites legais, por isso os mantenha sempre organizados.

Contrate um seguro de vida

Além de incluir diversos tipos de cobertura, como a funeral, os seguros de vida podem garantir as despesas dos primeiros meses ou até anos – se bem calculado – após a partida.

Entre elas, contas da casa, educação dos filhos, pagamento de financiamentos e, talvez, o gasto mais pesado de todos: o inventário, que inclui impostos, taxas de cartório e honorários de advogados. O total desses gastos podem chegar até 10% do patrimônio.

Aprender a lidar com a morte é um longo caminho a ser percorrido. Saber, contudo, que seus familiares estarão protegidos financeiramente, ao menos, é um primeiro passo nessa jornada.

Neste período do ano, homenageie e/ou festeje os mortos, mas também aproveite para refletir sobre o tema e começar a pensar em como se planejar financeiramente para essa situação inevitável.

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Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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