Conheça quais as profissões que o seguro de vida não cobre e quais são suas alternativas

Por Diana Dantas

Pilotos de avião, mergulhadores e motoboys são apenas alguns dos profissionais que vivem diariamente sob risco. Para essas pessoas, o friozinho na barriga ao decolar um avião, entrar no fundo do mar ou ziguezaguear pelo trânsito faz parte do cotidiano.

Para os familiares desses trabalhadores, no entanto, tamanha ousadia pode ser motivo de grande ansiedade. Além de não saberem se seus entes queridos chegarão bem em casa, eles ainda precisam lidar com a incerteza financeira que um acidente causaria.

Isso ocorre porque as empresas costumam rejeitar pedidos de seguro de vida de ocupações que envolvam alta periculosidade, como as de policial, montador de andaimes, garimpeiros e etc. Dessa forma, quem exerce essas atividades precisa ser ainda mais cuidadoso com seu planejamento financeiro e encontrar outros meios para prover a família em situação de morte.

Alternativa para profissionais de risco

Uma das opções ao seguro de vida é fazer uma previdência privada, pois o contratante tem a possibilidade de indicar um beneficiário. Ou seja, em caso de ausência, a pessoa pode destinar o dinheiro aplicado a algum parente. O melhor é que o capital não fica preso no inventário, dando liquidez ao herdeiro para arcar com os custos da sucessão patrimonial, que costuma ser altíssimo.

Entre as despesas de um processo de inventário estão os honorários dos advogados; as taxas de cartório; e o pagamento do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), que varia de estado para estado, mas pode chegar até 8% do valor total dos bens. Todos esses gastos são capazes de afundar com o orçamento doméstico de uma família.

Outro destino da quantia poupada, por exemplo, pode ser a continuidade dos estudos dos descendentes, já que esse é um dos legados mais importantes e mais caros a se deixar. Segundo os dados do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (INVENT), os gastos com os filhos das famílias brasileiras de maior poder aquisitivo chegam até R$ 2 milhões, durante os primeiros 23 anos de vida. Desse total, a educação é um dos itens mais pesados, pois engloba escolas caras e atividades extracurriculares. Claro, nem todos têm esse poder econômico. Mesmo assim, os números impressionam e revelam como o ensino de qualidade é dispendioso no Brasil.

Caso nada de ruim aconteça, como é o normal de se esperar, o dinheiro da previdência privada ainda pode ser utilizado para garantir uma aposentadoria complementar antecipada. Nessa hipótese, antes de contratar um plano, é importante apenas procurar se informar sobre as regras de vesting – um conjunto de cláusulas que o contratante é obrigado a cumprir para ter acesso aos recursos pagos à seguradora – de cada empresa.

Com essas dicas, até mesmo os profissionais de alto risco podem ficar tranquilos com o conforto e o bem-estar de sua família. Desse modo, a única preocupação em mente torna-se o trabalho meticuloso que se têm a fazer.

 

 

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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