Precisamos falar sobre metaverso - Blog Icatu Seguros

Precisamos falar sobre metaverso

Precisamos falar sobre metaverso

Por blogicatu

Se você nunca sentou ao lado do seu filho para entender o fascínio dele por uma partida de Fortnite, Roblox, Minecraft ou Second Life, perdeu a primeira lição de metaverso. Segundo especialistas é em um ambiente virtual parecido com o dos games que as pessoas vão comprar, trabalhar, estudar, interagir com amigos, viajar, ir a um museu ou assistir a um show num futuro próximo. 

A aposta nisso é tão grande que fez até o Facebook trocar seu nome para “Meta”. O metaverso deve movimentar US$ 800 bilhões (R$ 4,5 trilhões) até 2024, de acordo com levantamento da Bloomberg Intelligence (O Globo). O que se vê é que meio a uma economia própria, os usuários poderão comprar, vender e negociar tanto itens reais como virtuais, como um terreno digital, por exemplo.

Imersão completa no virtual
Mas do que estamos falando exatamente? Metaverso é o nome usado para denominar um espaço virtual imersivo 3D compartilhado que as pessoas poderão acessar usando fones de ouvido, óculos ou relógios conectados.

Nesse ambiente, que pretende espelhar o mundo real, você será representado por um avatar, um boneco virtual customizado, que pode tanto simular suas características — como os memojis, da Apple — como assumir uma forma completamente diferente, segundo seu desejo.

Utilizando tecnologias como realidade virtual, realidade aumentada e hologramas, ao se conectar na internet o usuário não será mais apenas observador do mundo virtual, mas fará parte dele.

Da ficção científica para a realidade
O pai do conceito metaverso é Neal Stephenson, autor do livro de ficção científica “Snow Crash”, nos anos 90. Na obra, o personagem Hiro Protagonist é um entregador de pizzas na vida real. Mas, no mundo virtual, ele se transforma em um hacker samurai, seu avatar. Stephenson chamou essa realidade digital de metaverso.

Aposta dos gigantes

As gigantes de tecnologia estão investindo pesado. Em outubro de 2021, Mark Zuckerberg mudou o nome do Facebook para Meta. E declarou que o foco da sua companhia passa a ser o mercado de realidade virtual e de realidade aumentada. Vale lembrar que a empresa é dona também do Instagram e do WhatsApp, entre outras.

Outros titãs da área de tecnologia e de games, claro, estão no páreo: Nvidia, fabricante de chips; Epic Games, dona do jogo Fortnite; Snap, controladora da rede social Snapchat etc. 

Moda, bebidas, bancos
Para não perder o passo, a Nike lançou uma linha de calçados digitais e solicitou registro de patente para versões digitais de todos os seus produtos. A multinacional norte-americana adquiriu também uma startup especializada em NFTs de moda, que é uma espécie de certificado digital estabelecido via blockchain, que define a originalidade e exclusividade à bens digitais. Além disso ela também lançou uma plataforma dentro do game Roblox.

Também nas passarelas da moda, Ralph Lauren, Gucci e Burberry já estão costurando acordos. Prada e Farfetch, por exemplo, estão testando provadores de roupas com tecnologia de realidade aumentada.

Disney, Warner Music, Stella Artois também estão na frente. No Brasil, empresas grandes como Banco do Brasil, Itaú e Renner já lançaram seus projetos de metaverso.

Aposta para 5, 10 anos
Mas quando tudo isso vai de fato se tornar realidade? Segundo Mark Zuckerberg, o metaverso pode fazer parte do nosso dia a dia nos próximos cinco ou 10 anos.

Isso porque muitas das tecnologias necessárias para que o metaverso se torne real ainda precisam ser desenvolvidas. A participação em um mundo virtual 3D depende, por exemplo, de uma conexão mais potente com a Internet, como a tecnologia 5G. Equipamentos como óculos de realidade virtual também precisam se tornar mais acessíveis para a população.

Como sua vida pode mudar
A chegada do metaverso promete uma mudança radical na forma como interagimos com o mundo digital. Na prática, veja o que pode mudar.

Economia
O metaverso será, por trás de tudo, um grande mercado de negócios. Uma economia completa existirá dentro nesse novo ambiente virtual, incluindo transações de imóveis, serviços, transporte, arte virtual e muito mais. A princípio, segundo especialistas, essa economia estará ancorada no blockchain, nas criptomoedas e nos NFTs, como podemos ver nesta matéria.

Trabalho
Com o metaverso, as reuniões virtuais serão muito mais imersivas, simulando encontros presenciais. Será possível interagir de maneira mais intensa com os colegas já que os avatares prometem até copiar expressões faciais.

Educação
O metaverso será capaz de proporcionar uma experiência bem mais engajadora para os alunos. A aula de história, por exemplo, poderá ocorrer dentro no Fórum Romano, e os estudantes de astronomia poderão observar a colisão de galáxias.

Entretenimento
A proposta aqui é oferecer experiências imersivas completas em shows, filmes, televisão, esportes ou viagens. Você poderá, por exemplo, encontrar os amigos para assistir a um filme no cinema ou visitar uma exposição de arte que só existem no metaverso. Ou até voar, pilotar carros supersônicos e jogar uma partida de futebol com seu ídolo.

Paquera
Que tal se apaixonar por um avatar? O Tinder já abraçou essa ideia. O Match Group, dono da plataforma de relacionamento, está testando experiências de relacionamento no metaverso. A companhia também anunciou que criará uma economia de bens virtuais dentro do aplicativo. Nela, os usuários poderão comprar, vender ou presentear itens digitais por meio de uma moeda virtual. 

Críticas ao metaverso
Mas até que toda essa imersão virtual seja possível, a sociedade precisa ainda discutir alguns temas importantes relacionados ao metaverso. Existem muitas críticas e algumas pontas soltas.

O protagonismo do Facebook e da Microsoft nessa corrida, por exemplo, seria incoerente com a promessa do metaverso ser uma tecnologia descentralizada e aberta a todos.

Outra questão fundamental é privacidade e segurança dos usuários. A centralização na mão de poucas empresas faria com que as companhias, que já possuem uma grande quantidade de dados dos usuários, obtenham ainda mais informações… e poder. Como os equipamentos possuem tecnologia de rastreamento de partes do corpo como olhos, rosto e mãos, elas teriam acesso também às características físicas e traços da personalidade de cada um.

Estão no radar também questões sobre direitos autorais e crimes virtuais. Isso sem falar nos dilemas legais e éticos sobre os limites do metaverso.

Seja como for, o passo agora é se informar e se atualizar para estar pronto para entrar nessa nova era tecnológica. Ou seja, da próxima vez que seu filho se enfurnar no quarto para uma nova partida de videogame, sente-se ao lado dele e tenha uma experiência do novo mundo metaverso.


Publicado por blogicatu

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