Investimento é coisa de mulher - Blog Icatu Seguros

Investimento é coisa de mulher

Por blogicatu

Vic Giroto, cofundadora do site “Invista como uma garota”, ensina mulheres em início de carreira a desenvolverem suas habilidades financeiras.

Invista como uma garota

O território das finanças ainda é considerado inóspito para muita gente, especialmente para quem foi educado entre bonecas e laços de fita. Em homenagem ao Dia da Mulher, celebrado em 8 de março, a Icatu promoveu uma live com Vic Giroto, cofundadora do “Invista como uma garota”, projeto que aproxima jovens em início de carreira de temas como dinheiro, investimentos e mercado de trabalho, de uma forma leve, descontraída e sem tabus. Num bate-papo com Talita Raupp, da equipe de previdência da Icatu, Vic deu dicas sobre como superar as barreiras culturais, se organizar financeiramente e tirar proveito da sabedoria feminina para investir. A live está disponível, de forma aberta, no canal da Icatu no YouTube.

Vic contou que o projeto de falar de finanças com garotas nasceu de sua própria experiência pessoal. Formada em ciências contábeis na USP (Universidade do Estado de São Paulo), ela escolheu o mercado financeiro para trilhar sua carreira. O primeiro passo foi um estágio num banco de investimentos, depois ela entrou no mundo de fintechs – onde conheceu Ana Baraldi, que hoje é sua sócia. Quando Vic foi efetivada e começou a ganhar melhor, ela se descontrolou financeiramente. “Pensava que podia comprar o que eu quisesse, dar presentes, viajar, comer fora todo dia… Eu gastava muito. Era a rainha das parcelas, das compras por impulso. E acabei me enrolando muito”, disse. Foi aí que a jovem se deu conta de sua incapacidade de colocar em prática o que havia aprendido na graduação e no trabalho. Além do constrangimento: “Por que eu não falava disso com as pessoas? Por que eu tinha vergonha de falar sobre essa situação com minhas amigas e com minha família?”, lembra-se. Aos 23 anos, a paulista mergulhou de cabeça no assunto, disposta a organizar sua vida financeira. Daí nasceu o “Invista como uma garota”, criado em parceria com a amiga Aninha, para ajudar outras mulheres a terem uma relação mais responsável com o dinheiro.

Dinheiro é assunto de mulher

Segundo Vic, as dificuldades e os receios das mulheres de lidar com dinheiro partem de uma herança cultural. Por falta de conhecimento e de estímulo, elas delegam a responsabilidade pelas finanças e investimentos a seus companheiros. “É preciso aumentar a nossa representatividade. É preciso ter cada vez mais vozes femininas falando sobre esse tema, marcando presença. Dinheiro é assunto de mulher, esse espaço é nosso também”, afirmou. E, para isso, é fundamental abordar essas questões de forma simples e amigável. “Queremos assegurar um ambiente acolhedor e seguro onde as mulheres se sintam à vontade para expor suas dúvidas”, falou. Nos encontros do grupo, ela e sua sócia identificaram vários padrões entre as participantes, como a vergonha de falar de finanças e investimentos com seus parceiros, como se as mulheres não fossem capazes de discutir de igual para igual. “Vimos também muitas mulheres com dificuldade de negociar salários, sem saber como se colocar num processo seletivo”, disse Vic.

Entre os mitos que envolvem o mundo feminino e as finanças, há também o de que que elas são mais conservadoras e fiéis do que os homens no mercado de investimento. Para Vic, uma das razões é que, de forma geral, elas têm menos conhecimento do tema do que eles. “O gap em relação aos homens é muito em cima do conhecimento, de consumir conhecimento como hábito, o que os homens ainda fazem muito mais”, comentou. Sobre o mito de ser mais ”fiel”, de trocar menos de investimentos, o que acontece é que, como os homens se sentem muito representados e confiantes nesse ambiente, eles acabam se atendo menos a estratégias. “As mulheres fazem a lição de casa e, por isso, acabam mudando menos de estratégia no meio do caminho”, explicou, citando estudos que mostram que fundos que têm mulheres na equipe tendem a ter melhores resultados no longo prazo.

Reserva de emergência

Respondendo às perguntas do público, Vic indicou o que seria o primeiro passo para começar a investir: “Antes de tudo é preciso fazer uma reserva de emergência, um colchão financeiro para poder dormir tranquilo. Mas, se há dívida, o melhor é quitar antes a dívida”, afirmou, dando uma série de dicas para quem está nesse situação. Sobre a reserva de emergência, Vic contou que, além de proteger contra os altos e baixos da vida, ela traz benefícios emocionais: “Quem tem uma reserva financeira, tem mais confiança, menos ansiedade, menos medo de ser demitido e consegue até ir melhor no trabalho”, disse. Para ela, as três premissas na hora de escolher o investimento da reserva são: “muita liquidez, muita segurança e baixo custo. Rentabilidade não é o foco aqui”, recomendou.

Com a reserva de emergência garantida, é possível passar para os investimentos. “Costumo usar a analogia de uma piscina. Se você não está confortável para pular de uma vez, coloca primeiro o pé, vai se familiarizando…”, recomenda Vic. A dica é começar com pouco, mil, cinco mil, e ir se acostumando com a dinâmica do investimento. Conheça as classes de investimento e, muito importante, diversifique. “Entenda a estratégia do fundo onde vai investir, ou da gestora que vai investir seu dinheiro, e veja como buscar essa diversificação. Estabeleça quanto você vai investir em ações e quanto vai investir em renda fixa”, recomendou.  

Quanto poupar por mês

Outra pergunta foi sobre o percentual de renda que deve ser poupado mensalmente. “Não existe uma resposta certa. Cada um tem seus desafios, sua renda, suas responsabilidades”, disse. A sugestão dela é primeiro estabelecer os objetivos e fazer as contas de quanto é preciso – e possível – poupar por mês para chegar lá. “Alguns consideram poupar 20% da renda. Isso é possível? Pode ser mais? Tem que ser menos? Descubra seu objetivo e entenda quanto você pode investir por mês para chegar lá. Essa porcentagem depende de diversos fatores”, explicou.

Sobre os planos de aposentadoria, Vik disse que ainda existe o estereótipo de que a previdência privada é cara, por conta das antigas taxas de carregamento e come cotas. “Eu mesma pensava assim, mas quando fiz um curso preparatório para uma certificação – e tive um módulo inteiro de previdência –, minha cabeça se abriu”, disse ela. Segundo Vic, além de oferecer muitas possibilidades, que não atendem somente a necessidade de aposentadoria, a previdência privada é uma opção econômica: “Tem economia de custo, de imposto, tem muitas facilidades. Pode ser uma mão na roda para várias objetivos”, finalizou. A live completa de Vic Giroto está disponível no canal da Icatu no YouTube. Assista aqui: https://www.youtube.com/watch?v=S6oDEGeonfY

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