Fundo de emergência: entenda o que é e como fazer!

Por Diana Dantas

Todos sabem que poupar dinheiro é importante para evitar contratempos, e é por isso que o fundo de emergência torna-se tão importante.

As pessoas que não conseguem juntar dinheiro, ou até mesmo economizar, costumam se sentir culpadas por isso. Outras até têm alguma reserva, mas, na hora que precisam utilizá-la, ela se esvai como água, porque o valor não cobre todas as despesas mensais. 

O chamado fundo de emergência é essencial para passar mais tranquilamente por momentos de turbulência ou gastos inesperados.

Como, no entanto, torná-lo sustentável? De que maneira você deve montá-lo para que ele supra suas necessidades até que você se recomponha financeiramente?

Para não ter mais dúvidas sobre como montar sua reserva ou fundo de emergência, a seguir, vamos dar algumas dicas sobre como ter a reserva ideal. Acompanhe!

Como calcular o fundo de emergência?


O fundo de emergência é essencial para que você mantenha sua família mais segura.

Muitos pensam que multiplicar o salário pelo mínimo de seis meses é a fórmula mágica para montar uma reserva. Por exemplo, se a pessoa ganha R$ 3 mil, deve-se multiplicar 3 por 6, o que resultaria em R$ 18 mil. A ideia pode até ser boa, mas não é necessário ir tão longe nas expectativas.

A conta, na verdade, é um pouco mais simples. Basta guardar seis vezes – ou mais, dependendo de sua meta – o seu total de despesas por mês. Dessa forma, se o indivíduo recebe R$ 3 mil, mas gasta somente R$ 2.500 mil, a reserva deve ser de R$ 15 mil para cobrir seis meses sem entrada de receita.

E como devo montá-lo?

Para que você compreenda da melhor forma como um fundo de emergência deve ser feito, selecionamos os passos principais.

Calcule suas despesas mensais

O cálculo de despesas mensais, para quem nunca fez, pode ser mais trabalhoso. Qualquer planejamento financeiro, contudo, depende dele – seja para acumular a reserva de emergência ou a de aposentadoria. Se ainda não começou a montar sua planilha, este é o momento. Inclua em sua planilha de gastos as seguintes informações:

  • Custos fixos
  • Custos variáveis
  • Custos extras

Determine o valor poupado

Após essa estimativa, recomenda-se determinar o valor a ser poupado por mês. Essa quantia vai da realidade financeira de cada um e da disponibilidade em economizar.

A soma separada pode ser baixa, como R$ 30 e R$ 50. O ponto imprescindível para montar seu fundo de emergência é criar o hábito e a disciplina, mesmo que o objetivo leve mais tempo para ser realizado. Sempre que possível, aumente a parcela.

Invista

Saber onde investir esse dinheiro também é essencial para otimizar seu fundo de emergência. Popular entre os brasileiros, a poupança não é a aplicação mais aconselhável nos dias atuais, principalmente por conta do baixo rendimento.

Há outras opções no mercado, como o tesouro direto e os fundos de renda fixa com maior rentabilidade. Escolha uma aplicação de liquidez diária (de fácil retirada), pois emergência, como o nome bem diz, não dá aviso prévio.

Para mais informações sobre investimentos, dê uma olhada nos cursos online e gratuitos Como Fazer Investimentos 1 e Como Investir 2 da Icatu Seguros em parceria com a FGV.

Lembre-se, por último, que a reserva de emergência só deve ser usado em situações graves e não em qualquer outra situação, como na realização de algum sonho de consumo, por exemplo.

Caso tenha algum desejo em vista, separe um dinheiro somente para aquele objetivo e deixe seu fundo rendendo.

Como ficar respaldado em caso de emergências?

Ficar desempregado ou fazer reparos urgentes em seu carro ou casa são os tipos de emergências que o fundo descrito acima pode ajudar, e muito!

Há, no entanto, despesas imprevisíveis que, potencialmente, podem levar a um grande prejuízo financeiro, como, por exemplo, a descoberta de uma doença grave que exige um tratamento caro e não coberto pelo plano de saúde, ou um acidente que deixe a pessoa incapacitada de trabalhar.

Nesses casos, vale a pena considerar incluir no fundo de emergência um seguro de vida.

Com ele, além da reserva em dinheiro, o indivíduo ainda teria disponível uma parte ou o total do capital segurado, na hipótese de algo acontecer, deixando ele e sua família ainda mais protegidos em caso de emergências desse porte.

Nenhuma dessas dicas parecem impossíveis de serem realizadas, não é mesmo? Por isso, encontre um tempo em sua agenda, faça as contas necessárias e comece o seu fundo de emergência. Ele é apenas o primeiro passo para uma vida mais próspera e tranquila.

Gostou do artigo? Leia mais sobre como evitar problemas financeiros que podem afetar seu bem estar!

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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