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Expectativas dos gestores de investimento

Por blogicatu

O que gestores de investimento esperam da inflação e do desempenho da economia no segundo semestre? Quais as classes de ativos e os setores mais promissores para o período? Trazemos até você os resultados de uma sondagem realizada pela Icatu com gestoras parceiras

Realizada em julho, a pesquisa consultou especialistas de algumas das principais gestoras de investimento do país. Ao todo participaram 40 gestoras, sendo a maioria com estratégia segmentada em fundos multimercado (52,5%), seguido de ações (47,5%), crédito privado (20%) e renda fixa e títulos públicos (5%).

Em geral, as respostas revelam um clima de otimismo no mercado de investimentos, especialmente em relação ao segundo semestre deste ano.

Vacinação impulsiona economia

A primeira pergunta foi sobre como as gestoras enxergam a evolução da vacinação contra a Covid-19 no Brasil. A maioria (85%) mostrou-se otimista. Apenas 15% mostraram-se neutras, sendo que nenhuma se disse pessimista.

Essa expectativa positiva revelou-se também nas perguntas seguintes, sobre o desempenho da economia, a retomada do crescimento e os setores mais promissores para investir. Os especialistas acreditam que o bom ritmo da vacinação ajude a destravar mais rápido a economia, impulsionando negócios, além de favorecer empresas do setor cíclico.

Especificamente em relação ao desempenho da economia brasileira no segundo semestre, a expectativa é majoritariamente positiva. Entre os otimistas estão 82,5%; sendo 17,5% neutros – também nenhuma gestora revelou-se pessimista. O resultado sugere a correlação na visão das gestoras entre evolução da vacinação e o desempenho da economia.

Maioria acha que inflação não vai subir

Sobre a expectativa das gestoras em relação à inflação no segundo semestre de 2021, o tom também é de otimismo. A maioria (74%) não espera aumento da inflação, sendo que 43,59% esperam redução; e 30,77%, estabilidade. Mas 25,64% acham que a inflação ainda vai subir.

A pergunta seguinte foi direcionada a gestores de fundos multimercado: quais classes de ativos estão melhor cotadas para o segundo semestre? Na visão desse grupo de gestoras, os ativos de risco (ações brasileiras e ações do mercado global) ainda devem apresentar bons retornos no período, seguidos dos títulos públicos atrelados à inflação.

Entre as gestoras que trabalham com fundos multimercado, os ativos mais votados aparecem nessa ordem de preferência: ações brasileiras, ações do mercado global, renda fixa – inflação, crédito privado, renda fixa – CI, renda fixa – pré, dólar e outros.

Setores promissores no semestre

Os gestores apontaram também os setores que devem ter melhores resultados no segundo semestre. O mais cotado foi o de consumo cíclico (automóveis e motocicletas; construção civil; hotéis e restaurantes; tecidos, vestuário e calçados, utilidades domésticas; viagens e lazer), somando 35,90% das respostas.

Em seguida, por ordem de preferência aparecem: consumo não cíclico, ou subsetores da agropecuária, alimentos processados, bebidas, comércio e distribuição, produtos de uso pessoal e de limpeza (12,82%); tecnologia (12,82%); materiais básicos (10,26%); saúde (7,69%); utilidade pública (7,69%); petróleo, gás e biocombustíveis (2,56%); comunicação e telecom (2,56%); e financeiro (2,56%). Já os bens industriais nem tiveram pontuação (0%). Outros setores aparecem com 5,13% das respostas.

Esse resultado faz sentido, dado que as gestoras mostraram otimismo em relação à economia brasileira no segundo semestre. As empresas de consumo cíclico, que são fortemente afetadas por variáveis econômicas como inflação, taxa de juros, variação do câmbio, crises financeiras, aquecimento da atividade econômica etc., tendem a ter um desempenho melhor quando a economia está mais forte.

Eleições já direcionam investimentos

Outro item da pesquisa era saber se as gestoras já estão tomando decisões de investimento pensando nas eleições de 2022. O resultado foi dividido. Metade revelou que a carteira já está considerando os impactos das eleições e metade não.

A partir do final do ano, naturalmente, a maioria já estará considerando os impactos das eleições nas carteiras. Porém, é interessante notar como, a cerca de 15 meses das próximas eleições, metade das gestoras já está se preparando nesse sentido.

Menos otimismo em relação a 2022

Se as gestoras mostraram-se otimistas em relação ao desempenho da economia no segundo semestre, isso não se mantém em relação a 2022. Para o ano que vem, o grupo de otimistas diminuiu.

Entre os entrevistados, 51,28% mostraram-se neutros; e 5,13%, pessimistas em relação ao desempenho econômico em 2022. Ainda assim, 43,59% disseram estar otimistas.

Prognóstico positivo para a previdência privada

Por fim, a pesquisa perguntou qual a expectativa das gestoras em relação à previdência privada, caso a atual proposta de reforma tributária seja aprovada. Entre os entrevistados, 91,3% responderam que o mercado irá crescer; e apenas 7,69% acham que não.

Para quem investe em previdência essa é uma boa notícia. A resposta pode indicar que não só mais gestoras devem estrear no mercado, multiplicando a oferta de fundos, como as gestoras atuais devem aumentar sua atenção na área de previdência privada.

Importante: Essa pesquisa foi realizada no mês de julho, considerando o ambiente global naquele mês. É possível que, frente às recentes e significativas mudanças nos campos político, econômico, social, ambiental etc., não só o Brasil como no mundo, as avaliações dos gestores tenham variado.

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