Existe idade ideal para contratar um seguro de vida?

Por Diana Dantas

A clássica pergunta “por que deixar para amanhã o que se pode fazer hoje?” pode ser aplicada a muitas situações na vida. Pode ser usada, por exemplo, para uma simples compra de supermercado, para dizer ao filho que deve fazer o dever de casa logo, para um projeto engavetado, para visitar um ente querido. Há uma lista imensa de situações que deixamos para o “dia seguinte”, porque o “hoje” parece muito saturado. E, muitas vezes, é. As 24 horas parecem não dar para a quantidade de tarefas a serem realizadas. Assim que, oportunidades são perdidas diariamente.

Uma das oportunidades que se pode fechar com a janela de tempo é o contrato de um seguro de vida. Esse produto, fundamental para o bem-estar financeiro da família, é sempre deixado de lado. As desculpas para tal também são bastante variadas: “não é importante”, “sou muito novo para morrer”, “não tenho filhos”, “pesa muito no orçamento” e, assim, sucessivamente.

O fato é que quanto mais jovem a pessoa for, melhor. Por isso, respondendo à pergunta do título, não existe exatamente uma idade ideal, mas uma época ideal: o mais cedo possível. Vamos explicar os motivos, quer dar uma olhada?

Há uma idade máxima?

Uma das dúvidas mais comuns a respeito da contratação do seguro de vida é referente à idade máxima para adquirir uma apólice. Para responder essa questão, é importante sabermos como é calculado o valor desse produto. O cálculo leva em consideração, dentre outros fatores, a faixa etária do contratante, sendo que quanto menor a idade, menor o prêmio (custo) e maior o capital segurado. Seguradoras aceitam novos clientes até uma determinada idade, que costuma ser 65 anos.

Já quem se tornou cliente antes desse teto pode ficar tranquilo. O contrato segue em vigor mesmo na terceira idade.

E uma idade mínima?

Os muito jovens, por sua vez, têm limitações de ordem legal. O contratante deve ter ao menos 14 anos completos para adquirir uma apólice de seguro de vida. Abaixo desta idade, a única cobertura permitida é para reembolso de despesas com funeral e de gastos médico-hospitalares e odontológicos decorrentes de acidentes.

Pessoas jovens podem incluir outros tipos de cobertura

Se a desculpa for “sou novo demais para isso”, há alguns dados que, talvez, interesse saber. A cada uma hora, cinco pessoas morrem no Brasil por acidente de trânsito, segundo um levantamento dos últimos dois anos do Conselho Federal de Medicina. Desses casos, 60% das vítimas estão entre 15 e 39 anos. Esses são somente alguns números que mostram como é importante a prevenção financeira para o bem-estar da família, em caso de morte.

Além disso, mesmo que um óbito não venha a acontecer, mas fique alguma sequela, o segurado, que obtenha a cobertura de Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente (IPA), pode receber uma indenização de acordo com o grau invalidez de um membro ou de um órgão.

Outra cobertura interessante para quem ainda é jovem é a de Doenças Graves. O segurado recebe uma indenização de até o valor total do capital contratado, em caso de diagnóstico definitivo de doenças – como câncer, insuficiência renal terminal e aquelas que requerem transplante de órgãos – ou em situações em que o paciente fique com sequelas de um infarto ou um AVC. Assim, a pessoa, que depende de seu próprio salário para se manter, pode contar com uma ajuda extra para tratamentos e remédios mais caros e para as demais despesas da casa, já que não pode trabalhar.

Por que contratar um seguro?

Como vimos, o seguro de vida pode ser contratado em diferentes etapas de sua vida.

A contratação do seguro é uma forma de garantir proteção financeira e segurança aos seus dependentes ou a si próprio em caso da descoberta de uma doença grave ou invalidez permanente.

Viu como a idade ideal é “o quanto antes”? As vantagens de ser fazer um seguro de vida ainda jovem são muitas e, nunca sabemos, como e por que vamos precisar de um. O essencial é colocar o seguro de vida na lista de itens a se fazer “hoje” e evitar de deixá-lo para “amanhã”.

 

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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