Invalidez permanente: estar amparado é fundamental

Por Diana Dantas

A invalidez permanente pode acometer qualquer pessoa e a qualquer momento. Ninguém gosta de pensar que algum tipo de tragédia pode acontecer com ela mesma ou com a sua família, mas analisar que não estamos isentos a isso é fundamental. 

Suponhamos que você é um dos provedores da família e contribui com 50% de todas as contas da casa. Já imaginou se um acidente acontece e você fica impossibilitado de trabalhar para o resto da vida? Como ficaria a sua família diante dessa situação? Como pagar a escola dos filhos, o aluguel ou o financiamento da casa e todas as outras despesas? 

Para se prevenir desses tipos de situações, uma das melhores estratégias é contratar um seguro de vida. Porém, antes de fazer isso, ter informação sobre esse tema é essencial. 

Acompanhe, no artigo abaixo, um pouco mais sobre como funciona o seguro de vida voltado para invalidez e tire todas as suas dúvidas sobre o tema! 

O que é invalidez permanente? 

O primeiro passo é entender melhor o que é e o que não é considerado invalidez permanente. Nesse caso, temos dois tipos: a invalidez total e a parcial. 

A diferença entre esses dois conceitos já está clara no nome: a total é quando, por exemplo, acontece algum acidente e isso compromete totalmente o indivíduo. Caso esse acidente comprometa parcialmente, a invalidez é considerada parcial. 

Assim, na hora de analisar um seguro de vida, veja se ele cobre os dois tipos de invalidez. Essa é uma questão importante, pois uma invalidez parcial pode impedi-lo de trabalhar e, dessa forma, comprometer sua renda. 

Como funciona o seguro para invalidez permanente? 

O seguro para invalidez parcial ou total é importante para qualquer tipo de trabalhador, principalmente porque todas as pessoas estão passíveis a acidentes – o que pode comprometer o seu trabalho e, consequentemente, sua renda. 

Em geral, as pessoas que são beneficiárias do seguro para invalidez permanente recebem uma indenização que pode ser utilizada para cobrir despesas médicas, tratamentos ou qualquer gasto inesperado. 

Há um tipo de cobertura opcional por invalidez permanente conhecido como Invalidez Permanente por Acidente Majorada. É o caso, por exemplo, de alguém que perde parte dos seus membros fundamentais durante seu trabalho. 

No INSS, por exemplo, uma pessoa só recebe aposentadoria por invalidez se ela realmente não puder trabalhar em mais nenhum tipo de ocupação. Em um seguro com cobertura para invalidez permanente as coisas não acontecem exatamente assim. 

Após o acidente, o segurado realiza todos os tratamentos médicos possíveis para se recuperar do trauma. Porém, se ainda assim a saúde do indivíduo continuar comprometida, será constatada a invalidez permanente. 

Nesse caso, o pagamento do seguro será de acordo com a tabela que está no contrato, seguindo os percentuais relacionados com o tipo de invalidez que o segurado sofreu. 

Cada seguradora possui uma tabela própria, mas todas precisam seguir uma tabela com percentuais mínimos, esta é chamada de Susep (Superintendência Nacional de Seguros). Nela, você encontra, por exemplo, em quais casos o seguro precisa oferecer uma cobertura total. Esses casos podem relacionar: 

  •  Visão; 
  • Membros superiores e inferiores;
  • As duas mãos; 
  • Um membro superior e um inferior;
  • Uma das mãos e um dos pés;
  • Os dois pés;
  • Doença mental total incurável. 

Lembrando que não estamos falando apenas da perda de um membro em si, mas também do uso dele. O segurado pode não ter perdido o membro, mas se houve perda total da função, a cobertura é de 100%. 

Todos tipos de invalidez têm seguro? 

A invalidez permanente pode atingir qualquer pessoa e, por conta disso, é necessário estar preparado para lidar com ela. 

A lista dos tipos de invalidez cobertas pelo seguro e o valor a ser pago por cada uma delas pode variar de acordo com a seguradora. Por isso é muito importante conferir o que está descrito no contrato e escolher uma seguradora de confiança. 

O cálculo das indenizações pagas é feito considerando a extensão do dano de acordo com a redução da capacidade funcional, sem levar em conta se o segurado precisa ou não daquela função para exercer a profissão no momento. 

Assim, ainda que você não possa mais utilizar uma parte do corpo que não faz diferença para o seu trabalho, uma indenização será paga 

Lembrando que se houver mais de um dano, o limite da indenização ainda será de 100%. Por exemplo, digamos que um indivíduo tenha perdido a visão por completo e ficado com uma fratura não consolidada no fêmur. No caso da visão, tem direito a 100% da indenização e no caso da não consolidação, 50%. 

Isso não significa que o valor recebido será de 150%, mas sim o valor do total contratado no seguro que é o teto. 

Gostou do artigo? Quer saber mais sobre invalidez permanente e como a cobertura funciona? Entre em contato com os nossos consultores e tire todas as dúvidas! 

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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