Jovens também precisam de seguro de vida. Entenda o motivo.

Por Diana Dantas

Ao entrar no primeiro emprego, muitos jovens começam ganhar independência econômica e a sonhar em morar sozinho ou dividir um apartamento com os amigos. Sair debaixo da asa dos pais, no entanto, tem um preço: responsabilidade. É importante ter planejamento financeiro e um plano B, em caso de algum imprevisto. O mais comum, quando isso ocorre, é voltar direto para a casa da mamãe. Essa atitude, contudo, pode ser evitada com a ajuda de um seguro de vida.

Uma apólice, claro, não vai cobrir o chazinho na cama, durante uma gripe, ou a lavagem das roupas sujas, enquanto não se compra uma máquina. A ideia não é essa. Um seguro, porém, pode ser importante em casos mais graves. Aqueles que nem mesmo a família tem dinheiro suficiente para pagar.

O Acidente Vascular Cerebral (AVC), por exemplo, é a segunda causa de mortes por enfermidades no Brasil. De acordo com dados apurados pelo Conselho Federal de Medicina, no Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (MS), 99 mil pessoas morreram no país, em 2014, último ano com estatística disponível. A doença ainda cresceu muito entre aqueles com menos de 40 anos. Um levantamento feito, também com base nos dados do MS, revela que 15 mil pessoas, entre 15 e 39 anos, já sofreram AVC. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o derrame também é a maior causa de incapacidade funcional no país e no mundo.

Outro dado alarmante é o número de acidentes de trânsito, que deixam 47 mil vítimas fatais por ano, no Brasil. Além dessas, 400 mil pessoas ficam com sequelas, conforme mostra a estatística do Observatório Nacional de Segurança Viária. Acidentes também são responsáveis pela morte de 115 mil jovens, de 10 a 19 anos, em todo o mundo, segundo a OMS.

Seguro de vida para jovens

Um jovem, solteiro, sem dependentes, normalmente, não precisa se preocupar com as consequências financeiras que a sua ausência é capaz de provocar nos familiares. Já em casos de acidentes ou de doença grave, a situação é outra. Os custos médicos costumam ser extremamente caros, e a aposentadoria por invalidez, concedida pelo INSS, pode não ser suficiente para arcar com todas as despesas de tratamento. Por isso, um seguro de vida pode ser tão útil.

A cobertura de Indenização por Invalidez Permanente, Total ou Parcial por Acidente (IPA) garante ao próprio contratante o pagamento de uma reparação de até 100% do capital segurado. Adicionalmente, a de Doenças Graves (DG) pode auxiliar, em caso de um diagnóstico definitivo de doenças, como AVC, câncer, infarto agudo do miocárdio, insuficiência renal terminal e em situações de transplante de órgãos.

É importante saber que não é possível adquirir um seguro de vida após um diagnóstico feito. Por isso, recomenda-se fazer um contrato quando se ainda é jovem e saudável, com menos risco de adoecer. Assim, o valor do capital segurado é maior e a mensalidade menor. A idade mais avançada e a aparição de problemas como hipertensão, colesterol alto e diabetes podem encarecer as parcelas, diminuir o capital ou ainda, dependendo do caso, impossibilitar completamente a assinatura de uma apólice.

Por último, caso ocorra um acidente ou uma doença fatal, a família ainda é capaz de contar com a Assistência Funeral, geralmente, incluída na maioria dos contratos oferecidos pelas operadoras. Diante de tantos motivos, torna-se evidente que jovens não só podem, como  devem pensar em incluir um seguro de vida no seu planejamento financeiro, na hora de saírem de casa.

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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