Como definir um planejamento financeiro pessoal?

Por Diana Dantas


Muitas pessoas podem achar complexo construir um planejamento financeiro pessoal certeiro, uma pesquisa, realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostrou que 49% dos brasileiros não planejam as suas finanças.

Nesse mesmo estudo, foi constatado que, aproximadamente, 58% dos brasileiros entrevistados possuem dificuldades na hora de organizar os gastos e ganhos mensais

Para que o planejamento e controle financeiro sejam bem sucedidos vamos trazer algumas informações sobre educação financeira pessoal, e ainda, dar algumas dicas para que você possa fazer o seu.

O que é planejamento financeiro pessoal?

O planejamento financeiro pessoal nada mais é do que a prática de controlar com exatidão o dinheiro que entre e sai. Esse controle pode ser feito mensalmente (a curto prazo) ou envolvendo metas e orçamentos.

E o planejamento familiar?

Como falamos acima, o planejamento financeiro é um jeito de organizar suas despesas da melhor forma, com o objetivo de equilibrar as finanças e controlar as suas contas, mas e no âmbito familiar? 

O planejamento financeiro familiar é um pouco mais complexo que o pessoal, pois envolve mais pessoas, ou seja, mais receitas e mais despesas, sejam elas fixas ou variáveis.

É essencial ter um planejamento financeiro eficiente, já que, segundo um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 63,4% das famílias brasileiras estão endividadas. Para saber como sair do endividamento, clique aqui!

Visto isso, vamos falar, nesse artigo, sobre a importância do planejamento financeiro pessoal, e ainda, dar algumas dicas de como consolidar um bom planejamento financeiro pessoal ou familiar. Acompanhe!

O que você pode ganhar mantendo um planejamento financeiro pessoal?

Não é tão difícil pensar em algumas finalidades para inserir essa prática na rotina, mas para deixar mais fácil de visualizar, vamos listar alguns motivos para você ver a importância em manter um planejamento financeiro pessoal:

  • Realizar as metas e objetivos sem um esforço excessivo;
  • Cortar gastos e economizar de forma mais certeira;
  • Buscar uma melhor qualidade de vida;
  • Manter as finanças seguras;
  • Conseguir poupar facilmente;
  • Maior controle financeiro;
  • Conseguir investir dinheiro;
  • Entre outros. 

Essas são algumas das vantagens que o planejamento financeiro pessoal pode oferecer. Como você já conhece os benefícios em aderir essa prática, vamos dar algumas dicas para ter um bom planejamento financeiro pessoal. Veja a seguir!

7 dicas para ter um bom planejamento financeiro pessoal

Agora que você já aprendeu como é importante ter um bom planejamento financeiro pessoal, vamos trazer algumas dicas de como ele funciona na prática.

1- Anote os seus gastos

Para ter um bom planejamento financeiro pessoal anotar todos os seus gastos é fundamental, pois só assim você poderá saber o quanto está gastando!

Essa primeira dica é bem básica. Consiste, basicamente, em anotar toda vez que entra ou sai dinheiro, pode ser em uma planilha, caderno, aplicativo, onde você irá anotar não importa tanto, o essencial é ter total controle de quanto gastou e quanto recebeu.

Anotar os gastos é importante para nunca gastar mais do que ganha.

2- Faça um orçamento

Um orçamento nada mais é do fazer um planejamento de onde o seu dinheiro será gasto. Ele pode ser feito em agendas, planilhas online, aplicativos de gestão de finanças, etc.

3- Evite e elimine dívidas

Com exceções para patrimônios maiores como por exemplo: carro e casas, evite fazer dívidas para bens de consumo que possuem “data de validade”, como exemplo: roupa e tênis, pois, muitas vezes, quando você termina de pagar já precisa comprar outro e isso resulta em uma dívida fixa. Além disso, os juros deixam o produto bem mais caro, ou seja,  compras à vista podem compensar mais.

Se você já possui dívidas altas, faça o possível para quitá-las e não ficar refém dos juros. E tome muito cuidado com o cartão de crédito, pois é, atualmente, a maior causa de dívidas entre os brasileiros.

4- Economize e Poupe

Poupar uma quantia mensalmente não é uma tarefa tão fácil quanto parece, já que para isso acontecer alguns hábitos de consumo precisam ser mudados e isso exige muita disciplina.

Muita gente não consegue economizar dinheiro, pois não definem as suas prioridades. Então, defina um objetivo e se esforce para conseguir alcançá-lo

Alguns especialistas recomendam poupar cerca de 15% da sua renda mensal, mas comece de pouco em pouco e irá ver que o difícil mesmo é se organizar para começar a poupar.

5- Construa metas e objetivos financeiros

Como vimos na dica acima, só conseguimos nos esforçar para guardar dinheiro se tivermos objetivos e metas. Então, as defina. É importante ressaltar que elas precisam ser reais e possíveis de ser alcançadas

É importante definir também um prazo (não precisa ser exato), com o objetivo de te incentivar.

6- Invista

Poupando um valor mensalmente, você terá um bom montante para ser investido. Pesquise sobre o mercado de investimento e faça aplicações certeiras para, então, conseguir atingir, de forma mais rápida, seus objetivos.

7- Tenha uma reserva para emergências

Estar preparado para possíveis emergências, é essencial. Por isso, reserve um valor para que se algo fora do previsto acontecer, você tenha como custear sem causar um grande impacto em suas finanças.

Gostou das dicas? Veja agora como um planejamento financeiro pessoal pode ajudar em seus relacionamentos.

 

O planejamento financeiro pode ajudar em seus relacionamentos? 

Um bom planejamento financeiro pessoal pode ajudar a não abalar os seus relacionamentos. Qualquer relacionamento, seja de amizade, amoroso ou familiar precisa de confiança e respeito.

Quando se perde um desses elementos, a estrutura pode ser abalada e, em alguns casos, impossível de ser recuperada. Existem inúmeros motivos para uma ruptura dessas, como traições, alterações de comportamento e até a situação financeira dos envolvidos.

Em uma amizade, por exemplo, um empréstimo não pago tem tudo para provocar danos. Já no casamento, gastos excessivos e/ou escondidos do parceiro também são motivos de brigas constantes. Entre pais e filhos, dinheiro é sempre razão para discussões em que se escutam as frases “eu quero” e “não pode”. Claro, exageros devem ser contidos e, às vezes, e o desentendimento acaba acontecendo, no entanto, outras desavenças são possíveis de serem evitadas apenas com um simples planejamento.

Amizade

Caso a situação seja de empréstimo, como mencionada anteriormente, todo cuidado é pouco. Por mais amigo que seja, deve-se entender o motivo pelo qual a pessoa está pedindo o dinheiro. Na hipótese de ser aquele amigo tradicionalmente enrolado com questões financeiras, o ideal é sempre dizer não. Já se realmente for um motivo emergencial, como saúde ou desemprego, em que a pessoa não tem histórico de dívidas, faça uma promissória ou um contrato e registre em cartório. 

Casais

Planejamento, diálogo, transparência e divisão de despesas são as palavrinhas mágicas para um relacionamento saudável também financeiramente. Manter uma planilha de gastos familiares na qual o casal faça as atualizações diárias é o ideal. Isso, contudo, exige confiança total no parceiro para não omitir informações de despesas supérfluas ou de dívidas. Compartilhar as contas da casa de forma proporcional aos ganhos de cada um também é uma boa maneira de não criar atrito e rancores futuros.

Ainda no quesito planejamento, outra boa ideia é ter objetivos em comum, como comprar a casa própria. O comprometimento para alcançar o sonho pode, até mesmo, estreitar os laços e o respeito do casal, se for feita da maneira adequada. Por fim, é importante não esquecer do futuro e de possíveis imprevistos. Pense em fazer um seguro de vida e um plano de previdência privada com a finalidade de garantir o bem-estar e o conforto da família em qualquer circunstância.    

Pais e filhos  

Faz parte do manual básico de educação das crianças não mimá-las. Isso, claramente, envolve dinheiro, já que é comum ver crianças e adolescentes consumistas. Dizer não, nas horas certas, é extremamente importante. A rigidez excessiva, porém, pode causar baixa auto-estima e rebeldia. Por isso, mais importante do que negar qualquer pedido é ensinar à criança ou ao adolescente a realizar seus próprios desejos com a mesada/semanada recebida, sem necessidade de ficar pedindo mais e mais.

Viu como muitos desentendimentos podem ser evitáveis com um bom planejamento? Sim, é difícil colocar na prática, mas não impossível. Prevenir é sempre melhor do que remediar.

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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