Você possui um plano de orçamento para as emergências?

Por Diana Dantas

Ninguém está livre de um imprevisto, como a perda do emprego ou da renda mensal. Quando uma situação dessas nos ocorre, as contas continuam chegando e, por isso, é importante sempre ter uma alternativa “b”.

Neste artigo, vamos mostrar um método para que você consiga  construir um bom plano de emergência, que poderá suprir todas as suas necessidades, caso tenha que recorrer a ele. Acompanhe e boa leitura!

O que é plano de emergência para o orçamento?

O plano de emergência, nada mais é do que uma reserva financeira onde você guarda dinheiro, normalmente, em produtos de investimentos. Esse dinheiro poderá ser destinado ao pagamento de suas contas, caso a sua renda principal, por algum motivo, venha a faltar.

Os especialistas e educadores financeiros sugerem que tenhamos um plano de emergência com um montante equivalente a pelo menos 6 meses de despesas mensais, ou seja, uma reserva que te sustente por no mínimo seis meses.

Portanto, o plano de emergência é uma prática da educação financeira que todos devem seguir, independente de suas condições financeiras ou o valor do seu salário.

Onde guardar o dinheiro do plano de emergência?

Esse montante tem que ser guardado em um produto de investimento que tenha fácil acesso, tanto de entrada quanto de saída. Assim, quando você precisar movimentar esse dinheiro, é possível fazer isso sem muita burocracia e sem demandar um tempo excessivo. 

Os produtos de liquidez mais indicados para guardar os valores mensais de seu plano de emergência são aqueles que possuem alta liquidez e baixo risco. Alguns exemplos são: o Tesouro Selic, fundos de renda fixa ou até a famosa poupança.

Agora que você já sabe o que é um plano de emergência para o orçamento e quais são os melhores lugares para se guardar essa reserva financeira, veja 3 dicas para mudar o jeito com que você lida  com as suas finanças e começar uma estratégia mais eficiente!

3 dicas para se organizar e ter  um plano de emergência

Você pode estar considerando fazer um plano de emergência financeiro mas, por algum motivo, pode achar que é muito complicado começar a poupar. No entanto, é bem simples, desde que você tenha uma boa disciplina.

Vamos as  dicas para iniciar um planejamento financeiro sólido:

Organize suas contas

Antes de começar a guardar dinheiro, deixe todas as suas contas em dia e, se possível, quite algumas dívidas menores;

Defina um plano para diminuir  suas dívidas

Se você está devendo algum dinheiro, o primeiro passo é calcular e analisar todo o valor. Depois, tente renegociar. Além disso, opte por dar prioridade às dívidas mais altas. Caso não seja possível, comece pelas menores, já é um grande passo.

Estabeleça metas de quanto você pode gastar

Essa dica é importantíssima para você que quer ter total controle de suas finanças. Existe uma regra na educação financeira sobre gastos, que é a regra 50-15-35, onde você avalia suas despesas e tenta distribuir sua renda entre: gastos essenciais (50%), prioridades financeiras (15%) e qualidade de vida (35%).

Essa última dica é bem relevante para quem quer construir um plano de emergência consistente, pois, com a definição de gastos, você pode dominar mais suas finanças através de uma visualização mais simplificada de quanto dinheiro entra e quanto sai. 

Isso acaba facilitando na hora de determinar o valor ideal que você deverá poupar por mês para solidificar o plano de emergência em seu orçamento.

Além disso, devemos encaixar também a quantia que vamos guardar mensalmente para a reserva financeira nessa regra de metas de gastos, ela deve ser colocada na parte de prioridades financeiras. 

Depois de conferir essas dicas de como se preparar para começar a construir um plano de emergência ideal para o seu orçamento, vamos te mostrar na prática como é simples fazer esse plano.

Plano de orçamento: tipo ABCD

Esse plano de emergência que vamos te mostrar é conhecido como ABCD, Vamos lá? Comece elaborando uma lista completa de todas as despesa  da família e classifique os gastos relacionados, seguindo as categorias abaixo:

É muito importante para uma boa saúde financeira ter um plano de emergência em seu orçamento.

A – Alimentar = gastos com alimentos que a família tem, com toda a economia possível;

B – Básico = gastos de água, luz, aluguel, gás, etc;

C – Contornável = despesas com coisas ou situações que nos dão prazer ou facilitam a vida, como transporte;

D – Desnecessário = itens que você deve buscar em suas contas para cortar imediatamente;

Feito isso, os gastos identificados como tipo “D” devem ser eliminados imediatamente do seu orçamento.  Já os do tipo “C” são aqueles que gostaríamos de continuar realizando, mas é preciso ponderação. Portanto, verifique a essencialidade do gasto. Considere-os contornáveis vendo seu peso que eles têm em suas  contas.

Os gastos “A” e “B”, por natureza, não podem ser eliminados, mas verifique se não podem ser reduzidos, no caso de algum um imprevisto.

Vale reforçar que é necessário um esforço verdadeiro na qualificação dos seus gastos, ou seja, não adianta dizer que é necessário algo que todos da sua família admitem que possa ser eliminado, ou vice-versa.

Depois de mapear os seus gastos, siga os seguintes passos:

1 – Calcule qual o valor mínimo mensal que você e sua família precisam para viver;

2 – Faça uma estimativa, levando em consideração seu tipo de trabalho e as características da sua profissão, de quantos meses você poderá ficar desempregado até conseguir uma recolocação no mercado de trabalho.

Depois disso, multiplique o valor obtido no item “1” pelo número de meses obtido em “2”. Você descobrirá o montante necessário que deverá ter para passar pelo período de desemprego, que nunca avisa quando irá chegar.

Após descobrir o volume total de recursos que você precisa ter em um período de emergência, veja quanto pode poupar mensalmente exclusivamente para obtenção dessa reserva financeira.

Assim, inicie o quanto antes um bom  planejamento! Agora que você já sabe que ter um plano de emergência é importante e aprendeu como desenvolver um, que tal dar uma olhada em algumas dicas para controle de gastos? 

Confira também, no vídeo abaixo, como fazer um orçamento ideal:

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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