Previdência Privada ou Fundo de Pensão: qual é a melhor opção?

Por Diana Dantas

Como será a vida em 30 anos? Boa parte das pessoas não consegue imaginar daqui a dez, quanto mais daqui a 30. Por isso, muitos ainda têm medo de investir a longo prazo. Como não se sabe como estará a situação financeira até lá, os cidadãos optam pela alternativa de maior liquidez e segurança, além daquela com menos impostos: a poupança.

Apesar da aplicação possuir o rendimento mais baixo do mercado ainda é a favorita dos brasileiros. De acordo com uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 61% dos entrevistados escolhem o investimento.

Com uma busca rápida na internet, no entanto, é fácil descobrir opções com condições superiores no mercado. Entre as mais conhecidas estão a previdência privada e os fundos de investimento.

Algumas pessoas, contudo, ainda apresentam dúvidas sobre qual delas é a melhor, a previdência privada ou fundo de investimento. A previdência, diferente do que se acredita, tem inúmeras vantagens sobre o fundo. Vamos explicar abaixo quais são, acompanhe!

Previdência privada ou fundo de investimento?

Descubra qual é a melhor opção para a saúde das suas finanças: previdência privada ou fundo de investimento.

Somente 22% dos brasileiros investem em previdência privada ou fundo de investimento, segundo uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que entrevistou 606 consumidores, com idade entre 18 e 30 anos.

Isso acontece, pois como dito acima, no Brasil, o investimento mais comum é a poupança. Mesmo não sendo a melhor opção para muitos ela se popularizou pelo baixo risco e por causa da falta de conhecimento dos brasileiros sobre educação financeira.

Acompanhe o texto e descubra se a previdência privada ou fundo de investimento são ideais para você!

Rentabilidade 

Primeiro é preciso saber que toda previdência privada é aplicada em um fundo. Quem decide em qual tipo qual nível de risco é o cliente. Ou seja, a rentabilidade depende do perfil do contratante: conservador, moderado ou agressivo.

Um conservador, por exemplo, pode investir toda as economias em um fundo de renda fixa. Já o moderado tem a opção de fazer um mix, no qual destina uma porcentagem do capital a uma fixa e outra a um mercado de maior risco, como a bolsa. Há ainda os agressivos, que decidem depositar mais de 50% do dinheiro nas alternativas de flutuação elevada – embora não seja recomendável às aplicações de longo prazo.

Segurança 

Se a previdência privada é aplicada em um fundo, qual a sua vantagem? Uma das maiores diferenças é a questão da segurança. Alguns investimentos são garantidos em até R$ 250 mil, por CPF e por entidade, pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), mas não são todos.

os dois planos de previdência privada (PGBL e VGBL) são protegidos, integralmente, pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Isso significa que se a seguradora ou banco quebrarem, outra instituição previdenciária precisa comprar a carteira – garantindo uma maior estabilidade, principalmente, às aplicações de longo prazo.

Taxas 

A previdência privada cobra, normalmente, três taxas de seus clientes: a de administração, a de saída e a de carregamento. A última nem sempre é exigida e varia de operadora para operadora. O percentual de cada uma também muda de acordo com a instituição. Por isso, é importante se informar melhor a respeito. Por outro lado, os fundos não recolhem nem a de saída e nem a de carregamento, e a de administração é menor do que na previdência.

Embora os encargos pareçam altos, se comparados, a previdência privada tem a vantagem nas condições de entrada. Nos fundos mais vantajosos, com maior rentabilidade, esse valor pode ser altíssimo, chegando a custar R$ 50, R$ 500 mil. Já a previdência oferece acesso a um produto, com as mesmas regras e ganhos, por um aporte inicial de apenas R$ 500, por exemplo.

Imposto de Renda

Além das tarifas, o investidor da previdência também deve pagar o Imposto de Renda. O tributo, apesar disso, é cobrado somente na hora do resgate. Diferente de um fundo, em que existe o chamado come-cotas, responsável por descontar 15% do dinheiro todos os semestres.

Na previdência, o IR é recolhido de acordo com a tabelas (progressiva ou regressiva) contratadas. Se o plano for um VGBL, a taxa só será abatida sobre o valor do rendimento. Na hipótese de ser um PGBL, sobre todo o capital acumulado. Nesse caso, porém, o cliente tem o direito a uma dedução de até 12% da renda bruta tributável. Esse dinheiro pode ser reinvestido ou utilizado da forma mais conveniente.

O fundo apresenta alguns benefícios importantes, como a liquidez facilitada para aplicações de curto prazo. Quando o assunto, entretanto, é longo prazo, a previdência privada pode ser muito mais interessante. O investimento garante rendimentos elevados, por preços acessíveis, com a segurança necessária, para garantir a tranquilidade e o conforto da família na hora da aposentadoria.

Gostou de aprender qual investimento é o melhor para você e parar com esse questionamento de “Previdência privada ou fundo de investimento?” Que tal ler também sobre educação financeira?

Assista ao vídeo abaixo e aprenda de forma didática mais alguns pontos sobre a Previdência Privada! Assim, você pode escolher o que é melhor para você: previdência privada ou fundo de investimento!

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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