Será que não já está na hora de rever o seu seguro de vida?

Por Diana Dantas

Lembra como era a vida há dez anos? Onde se vivia, trabalhava, como era a formação da família, quais eram as amizades e até mesmo o aparelho de celular? Quando for analisar, vai perceber que 2007 parece tão distante quanto 1980. O mundo muda depressa e o que se precisa, para ter uma vida confortável e tranquila, também.

Um dos itens que garantem esse bem-estar é o seguro de vida, e ele deve acompanhar a jornada do contratante de acordo com o seu momento atual. Aquela apólice de cinco, dez anos atrás tem que ser estudada novamente, em caso de mudanças muito grandes nesse período. Veja dois cenários possíveis para essa necessidade.

 

Solteiro sem filhos torna-se casado com filhos

É o exemplo mais tradicional. Ao fazer um seguro de vida ainda jovem, normalmente, o valor da indenização costuma ser baixo e com menos coberturas. Depois do casamento e do primeiro filho, o contratante deve levar em consideração outras questões:

  • A família consegue se sustentar, se algo lhe acontecer?
  • A antiga apólice tem um valor de indenização suficiente para todas as despesas domésticas, em caso de sua ausência? Incluindo os estudos dos filhos?
  • Os familiares teriam capacidade de pagar por um processo de inventário, sem comprometer o orçamento doméstico?
  • Na hipótese de se ficar gravemente doente ou de se sofrer algum um acidente, que o deixe incapacitado de trabalhar, veria o conforto financeiro dos demais prejudicado?

 

Mudança de profissão

Quando se opta por uma atividade autônoma também é importante repensar o seguro de vida. Uma pessoa, por exemplo, tem a carteira assinada e recebe o salário em dia. A crise, no entanto, chega. Ela se vê desempregada e obrigada a trabalhar por conta própria, para se sustentar. Torna-se profissional liberal. Diante disso, vê a necessidade de fazer ou refazer um seguro individual. Na hora de firmar o contrato, porém, deve ficar atenta a alguns pontos:

  • Existe reserva financeira suficiente para se sustentar, caso sofra algum acidente ou tenha uma doença grave, que a impeçam de trabalhar?
  • Há alguma parte do corpo, como mãos e dedos, que são vitais para o cumprimento das atividades profissionais?
  • A família tem como se manter, em caso de sua morte?

Todas as questões precisam ser pensadas na hora de se rever o seguro de vida. Na primeira situação, uma apólice mais completa deve incluir um valor maior de indenização, em caso de morte. A ideia é ter dinheiro suficiente para a família manter o orçamento doméstico e poder arcar com os custos de inventário, que costumam ser altíssimos. Veja como calcular o seguro de vida aqui.

Também se deve imaginar como as contas da casa seriam pagas, em caso de se ficar seriamente doente ou de se sofrer algum acidente. Essas hipóteses devem ser levadas ainda mais a sério por aqueles que se tornam profissionais liberais, indiferente de se ter filhos ou não, pois são os mais dependentes do trabalho diário para sobreviver. Por isso, é importante analisar a contratação de coberturas, como a de Doenças Graves e a de Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente (IPA).

Nessa segunda opção, ainda há possibilidade de fazer a majoração de alguma parte do corpo, caso o profissional dependa dela para exercer sua atividade. É indicado a cirurgiões, dentistas ou ainda a um design gráfico, por exemplo, cujo trabalho depende do manuseio no computador. Dessa forma, garante-se a segurança financeira da casa.

Por todos esses motivos listados, é sempre bom revisar a apólice de seguro de vida de tempos em tempos. Assim, você e a sua família não são pegos desprevenidos no momento em que mais precisam.

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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