Por que é importante fazer aportes no plano de previdência?

Por Diana Dantas

A previdência privada oferece diversos benefícios aos seus contratantes que ainda estão na ativa, o que a torna um dos melhores investimentos do mercado, principalmente quando se trata de aplicações de longo prazo.

Vale a pena, no entanto, seguir algumas dicas, com a finalidade de aproveitar todas as vantagens a que se têm direito.

A dedução no Imposto de Renda é considerada um dos mais exaltados benefícios da previdência. O diferimento fiscal pode chegar até 12% da renda bruta tributável, aos assinantes do Plano Gerador de Benefício Livre  (PGBL).

Muitas pessoas, contudo, contribuem mensalmente com uma parcela, que no final do ano não soma a quantia suficiente para chegar ao limite permitido para a dedução. Então, como é possível resolver essa questão, sem sobrecarregar o orçamento doméstico? A resposta é: com os aportes mensais ou anuais.

Abaixo, selecionamos as principais informações sobre os aportes mensais e anuais e a sua importância para a dedução do seu plano de previdência no imposto de renda. Acompanhe!

O que são aportes e o aporte de previdência?

Vamos dar um passo atrás e explicar, primeiramente, o que são os aportes. Aportes, no sentido literal, são aplicações feitas para algum fim e estão intimamente ligadas aos investimentos ou contribuições.

Na previdência privada, os aportes, então, são as aplicações iniciais. Esse valor de entrada depende do plano de previdência que você escolhe para aplicar o seu dinheiro e, por isso, pode variar. Esses, então, são chamados aportes de previdência.

Esse tipo de investimento é muito parecido com o INSS, no sentido de que ele é retirado diretamente da folha de pagamento, a diferença é que a previdência privada não é obrigatória e, na grande maioria das vezes, é muito mais rentável.

Com os aportes, é possível que você invista no seu futuro, garantindo boas condições para você e para a sua família.

E o que são os aportes mensais e anuais? 

Agora que você já sabe o que são aportes de forma geral, consegue compreender que esse valor investido inicialmente pode ser descontado do seu imposto de renda, já que a previdência privada tem esse grande benefício.

Como já mencionado, muitas pessoas contribuem com uma parcela de investimento por mês, que no final do ano acaba não somando a quantia suficiente para chegar ao limite permitido para a dedução do imposto de renda. A grande solução para isso, então, são os aportes anuais.

Dessa forma, basta fazer um aporte anual, a fim de alcançar os 12%. Assim, ganha-se toda a dedução sem a necessidade de pagar um valor muito alto por mês.

Porém, para ter a certeza do quanto deve ser esse aporte previdência, procure realizar uma conta simples.

1- Primeiro, verifique o total da sua renda anual. Os empregados de forma estável, com carteira assinada ou no serviço público, costumam ter uma ideia do quanto ele será. Já os profissionais liberais, comissionados ou empresários, que ganham de forma variável, normalmente, precisam esperar até bem perto do fim do ano para ter uma noção real do total da renda.

2- Depois de descobrir o montante, calcule o quanto é 12% dele. Desse número, subtraia a quantia depositada na previdência privada durante todo o ano. Apenas a diferença entre os valores deve ser aplicada como aportes anuais.

A diferença entre os aportes mensais e os anuais é que o primeiro é aplicado mensalmente, já o segundo é aplicado de forma anual, a fim de alcançar a dedução no imposto de renda.

Atenção para não perder os prazos e deduzir seu aporte da previdência!

O aporte previdência privada pode ser deduzido no imposto de renda. No entanto, fique atento nas condições para essa dedução.

É importante, porém, ficar atento ao calendário. O dinheiro dos aportes anuais precisa ser colocado até o dia 31 de dezembro, de maneira que a dedução ocorra na declaração realizada no ano seguinte. Se depositar em janeiro, por exemplo, o diferimento ficará somente para o outro ano.

Por isso, adiantar as contas pode ser uma boa solução para os empregados considerados mais estáveis, mesmo que o depósito seja efetuado em dezembro. Como alternativa, os que não têm condições de fazer os cálculos antecipados dos aportes devem colocar um lembrete na agenda. Dessa forma, todos garantem o benefício na sua totalidade.

Caso o contratante ainda queira investir um valor maior do que os 12% necessários, recomenda-se aplicar o excedente em um PGBL. Esse plano também pode ser muito vantajoso, pois, na hora do resgate, o imposto de renda  a ser pago incide somente sobre o total do rendimento – diferente do PGBL, que recai sobre toda a quantia aplicada.

Ao seguir essas dicas sobre aportes previdência, o contratante vai aproveitar a previdência privada ao máximo e, por consequência, ficará com a consciência tranquila de que está assegurando o seu bem-estar e o da sua família, hoje e no futuro.

Gostou do artigo sobre o aporte previdência? Foi esclarecedor? Se surgir alguma dúvida, deixe nos comentários!

Leia também sobre como a previdência privada pode ser útil para os profissionais liberais!

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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Comentários

  1. SERGIO CASTRO

    31 de agosto, 2020

    Excelente o artigo publicado por Diana Dantas. Tem basicamente tudo que alguém precisa saber sobre previdência privada e seus beneficios. Sou cliente da ICATU em previdência desde 1999 e sei exatamente o que é isso. E sempre descubro novos amigos, parentes e colegas de trabalho que não sabem o que estão perdendo, muitas vezes até pagando IMPOSTO DE RENDA quando fazem a declaração anual.