Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros, fala como a empresa e o mercado atravessam a crise do coronavirus

Por Giselle Vasconcelos

O presidente da Icatu Seguros, Luciano Snel, participou de uma ‘live’ no canal da companhia no YouTube. A ideia era trazer reflexões sobre o mercado de seguros e a empresa em tempos de pandemia. Snel iniciou a conversa falando sobre a mudança de rotina devido à implementação das medidas de isolamento social. “Em uma semana conseguimos colocar 1.500 pessoas em home office, mantendo a continuidade dos negócios, com uma preocupação tanto com a segurança dos colaboradores quanto com o cliente, que é a nossa razão de ser”, disse ele. Segundo Snel, que atua como presidente há seis anos, as diferentes áreas da companhia trabalharam de forma orquestrada, em uma mobilização multidisciplinar impressionante. “É a certeza de que temos um time de excelência”, afirmou.

Alta capacidade de governança

Para enfrentar o momento de crise, Luciano Snel disse que o alto nível de governança do Grupo Icatu e a solidez da empresa, atuante há 29 anos no mercado, são respaldos fundamentais para a tomada de decisões. “Temos um grupo muito experiente, que já enfrentou diversas crises no mercado brasileiro”, explicou.

Snel valorizou a capacidade do grupo de projetar cenários, vislumbrar tendências e adaptar-se às mudanças que se impõem ao longo do tempo. “Já estamos em 2030. Fazemos a alocação dos investimentos da companhia olhando para longo prazo. Nosso horizonte é de 20, 30 anos”, disse.

Ações sociais

Perguntado sobre as ações sociais da companhia em tempos de coronavirus, Snel contou que a empresa expandiu sua atuação nessa área, principalmente por meio dos parceiros atuais (Instituto Reação, Hospital Pequeno Príncipe, Operação Sorriso, Fundação do Câncer e APAE). “Com a crise, ampliamos os investimentos em projetos voltados especificamente para o controle da pandemia, em cima de necessidades emergenciais”, disse. Para o Instituto Ronald McDonald, a empresa doou equipamentos de proteção e de higiene. Para a Operação Sorriso, foram 200 mil equipamentos de proteção individual (EPIs). Em parceria com a instituição Médicos sem Fronteiras, a Icatu vem apoiando a Fiocruz e o Ministério da Saúde, fortalecendo processos de prevenção e controle em hospitais como o Souza Aguiar. Outra parceria aberta durante a pandemia foi com o Movimento União Rio. “Contribuímos para a campanha de ativação de 50 leitos de UTI no Hospital Universitário do Fundão”, contou.

Crise reforça mercado de seguros

Segundo Snel, “os novos tempos reforçam o espírito de coletividade, de mutualismo, que é a base do seguro”. Não por acaso, o brasileiro está mais interessado em entender como o seguro funciona. “Depois da Reforma, a previdência tornou-se um produto de primeira necessidade do brasileiro, mas faltava criar essa mesma cultura para as coberturas dos seguros de pessoas (morte, invalidez, doenças graves…), disse. Segundo o executivo, o coronavirus mostrou a importância de combinar seguro com previdência para ter uma proteção mais completa. “Com a queda dos juros, a inflação sob controle e as pessoas já fazendo um planejamento de longo prazo, acreditamos que a cultura do seguro no Brasil veio para ficar”, concluiu.

Conselho para quem tem previdência

Sobre a oscilação nas reservas de previdência devido à volatilidade das Bolsas, Snel fez uma recomendação: “Crise é momento de calma, reflexão. Tem gente que quer aproveitar a oportunidade para fazer uma alocação mais arrojada. Outros buscam algo mais conservador. Não há resposta certa. Cada um tem uma necessidade, um perfil diferente”, pontuou. A recomendação é fazer um ‘check-up’ financeiro anual: buscar o corretor, conferir a diversificação da carteira, revisitar os produtos… Nesse sentido, Snel ressaltou uma vantagem exclusiva da previdência: a possibilidade de realocação de recursos entre fundos diferentes, sem imposto. Há muitas opções à escolha do participante: só a Icatu oferece 75 fundos de previdência altamente diversificados, inclusive com gestores independentes. Mesmo com todas essas possibilidades, ressaltou Snel, “80% dos recursos investidos em previdência no mercado ainda estão em fundos de renda fixa”. É hora de reavaliar o planejamento financeiro.

O que vem por aí em termos de produto

Segundo Luciano Snel, as plataformas digitais vão favorecer a democratização do acesso aos produtos de investimento de longo prazo, como a previdência. Nesse sentido, ele falou de dois novos produtos da Icatu. Um deles permite aplicações a partir de R$ 100, ideal para momentos de instabilidade da economia. O outro é o Equilíbrio, porque conjuga seguro de vida com acumulação de recursos, num formato inédito no Brasil. O executivo disse também que a Icatu vem mapeando tendências de consumo tanto no próprio setor como em outras indústrias. “Temos aprendido muito e vamos aprender de novo com as novas demandas, sempre com muita adaptabilidade”.

Ao todo, foram mais de 60 minutos de conversa, em que ele abordou também as iniciativas da empresa em educação financeira, no apoio aos corretores, entre outros assuntos. Mas em uma fala Snel sintetizou o espírito disruptivo que vem norteando o caminho dele e da empresa diante dos novos tempos: “O analfabeto do futuro será aquele que não tenha capacidade de aprender, desaprender e reaprender. Tenho me disciplinado a viver assim”.

ASSISTA AO VÍDEO

A transmissão ao vivo com Luciano Snel aconteceu no dia 4 de junho e fez parte de uma série de lives que acontece toda quinta-feira, voltada a clientes, corretores e parceiros.​Conduzidos por alguns dos principais gestores do país, os encontros visam trazer, com clareza e transparência, informações relevantes do cenário econômico e sobre previdência. Para conferir o conteúdo completo, basta acessar o canal da Icatu no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=rz9a-_WHWU0

Publicado por Giselle Vasconcelos

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