Médicos e Dentistas, o que o super herói da Marvel, Dr. Estranho, tem em comum com vocês?

Por Diana Dantas

Stephen Strange parece que chegou ao topo de sua carreira. É um neurocirurgião brilhante, prestigiado pela comunidade médica. Sua habilidade com o bisturi causa admiração em uns e inveja em outros. No entanto, ele não seria o protagonista de um filme da Marvel se a trama fosse apenas essa, seria? Não.

Seu caminho ascendente ganha curvas sinuosas, literalmente. Seu carro possante cai em um abismo da estrada. Os nervos e os ligamentos de suas mãos são severamente comprometidos. São implantados 11 pinos de aço nos seus ossos. 

Em “Doutor Estranho” (2016), a história tem um desfecho comum a filmes desse gênero:  “após um acidente, ele se transforma em super-herói” – como isso ocorre é melhor não contar para não dar mais spoiler. Se na ficção tudo é permitido, a vida real é um pouco mais complicada. Ganhar poderes é impossível. Por sua vez, um médico capotar com o carro e ter as mãos danificadas, infelizmente, é bem plausível.

O filme ainda mostra como o lado financeiro de Strange é atingido. Até então rico, colecionador de relógios, ele precisa vender móveis da própria casa para economizar. Essa parte também é verossimilhante, pois muitas pessoas passam por situações assim. Além da dor de não poderem mais trabalhar, precisam encarar o dano monetário do fim precoce da atividade profissional. Na vida real, o rombo orçamentário, ao menos, tem solução e não é o INSS.

 Conheça as coberturas de seguro de vida

Um seguro de vida, se bem calculado e pensado, pode ajudar a superar esse momento difícil. Além da conhecida indenização por morte, a pessoa também pode receber o dinheiro se tiver uma doença grave, sofrer um acidente ou perder, fisicamente ou funcionalmente, algum membro do corpo. Calma, vamos explicar todas essas coberturas de forma fácil, para entender as suas vantagens.

A majoração da cobertura de Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente (IPA) se encaixaria bem na situação representada pelo filme. Strange poderia receber uma reparação pela perda da capacidade funcional de suas mãos. A seguradora paga, em casos semelhantes, de forma proporcional ao nível da incapacitação de um membro ou órgão do corpo, desde que o acidente pessoal seja coberto. Para os médicos, contudo, é aconselhável fazer a majoração. Isso porque o contratante recebe o valor total do capital segurado, na hipótese de partes específicas serem afetadas, como a mão, os olhos ou o cotovelo.

Uma tragédia desse tipo, entretanto, não é a única forma de ter uma carreira de sucesso ameaçada. Ainda há a possibilidade de ficar inapto por outro motivo, como por uma doença grave (DG). Nesse caso, o beneficiário será pago até o valor total do capital contratado, se for diagnosticado com um câncer, sofrer um infarto ou um AVC, tiver insuficiência renal terminal ou ainda necessitar de um transplante de órgãos.

Quando se é médico, salvar a vida dos outros é o único que importa. Raramente os profissionais se colocam no papel de pacientes. De vez em quando, porém, é importante, parar, pensar e tentar proteger a vida pessoal e a dos familiares também. Ou vai contar com a sorte e esperar virar um super-herói?

 

 

 

 

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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