A Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Banco Central para controlar a inflação e orientar o crédito no país. Ela funciona como referência para empréstimos, financiamentos e investimentos de renda fixa, impactando diretamente os custos e a rentabilidade no mercado financeiro.
Quer entender tudo sobre a Taxa Selic e como ela impacta o seu dia a dia? Continue a leitura.
Taxa Selic hoje
Atualmente, a Taxa Selic está em 14,75% ao ano.Os valores atualizados da Selic são divulgados no site do Banco Central, com informações sobre reuniões e decisões do Copom.
Acompanhar essas atualizações é fundamental, afinal pequenas alterações na Selic podem impactar nas parcelas do cartão de crédito, financiamentos, empréstimos e o rendimento de aplicações financeiras.
Saber o valor da taxa ajuda a planejar melhor os gastos e investimentos do dia a dia, evitando surpresas e aproveitando oportunidades financeiras.
Histórico da Taxa Selic
A Taxa Selic passou por diversas variações ao longo dos anos, refletindo os movimentos da economia brasileira e as decisões de política monetária do Banco Central. Confira a seguir a evolução da Selic ano a ano.
2024
Histórico da Taxa Selic em 2024.
| Data de definição da Selic | Taxa Selic fixada |
| 31 de janeiro | 11,25% |
| 20 de março | 10,75% |
| 08 de maio | 10,50% |
| 19 de junho | 10,50% |
| 31 de julho | 10,50% |
| 18 de setembro | 10,75% |
| 06 de novembro | 11,25% |
| 11 de dezembro | 12,25% |
2023
Histórico da Taxa Selic em 2023.
| Data de definição da Selic | Taxa Selic fixada |
| 01 de fevereiro | 13,75% |
| 22 de março | 13,75% |
| 03 de maio | 13,75% |
| 21 de junho | 13,75% |
| 02 de agosto | 13,25% |
| 20 de setembro | 12,75% |
| 01 de novembro | 12,25% |
| 13 de dezembro | 11,75% |
2022
Histórico da Taxa Selic em 2022.
| Data de definição da Selic | Taxa Selic fixada |
| 02 de fevereiro | 10,75% |
| 16 de março | 11,75% |
| 04 de maio | 12,75% |
| 15 de junho | 13,25% |
| 03 de agosto | 13,75% |
| 21 de setembro | 13,75% |
| 26 de outubro | 13,75% |
| 07 de dezembro | 13,75% |
2021
Histórico da Taxa Selic em 2021.
| Data de definição da Selic | Taxa Selic fixada |
| 20 de janeiro | 2,00% |
| 17 de março | 2,75% |
| 05 de maio | 3,50% |
| 16 de junho | 4,25% |
| 04 de agosto | 5,25% |
| 22 de setembro | 6,25% |
| 27 de outubro | 7,75% |
| 08 de dezembro | 9,25% |
2020
Histórico da Taxa Selic em 2020.
| Data de definição da Selic | Taxa Selic fixada |
| 05 de fevereiro | 4,25% |
| 18 de março | 3,75% |
| 06 de maio | 3,00% |
| 17 de junho | 2,25% |
| 05 de agosto | 2,00% |
| 16 de setembro | 2,00% |
| 28 de outubro | 2,00% |
| 09 de dezembro | 2,00% |
Quem define a Taxa Selic?
A Taxa Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária, conhecido como Copom, órgão vinculado ao Banco Central do Brasil. O Copom reúne seu presidente e diretores a cada 45 dias para analisar o cenário econômico e decidir a meta da Taxa Selic.
Qual a importância do Copom?
É o Copom quem define as diretrizes da política monetária do país, buscando manter a inflação dentro das metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. Para isso, utiliza a Taxa Selic como principal instrumento.
Quando a Selic sobe, o crédito fica mais caro, desacelerando o consumo e ajudando a conter a inflação. Quando cai, o crédito fica mais acessível, estimulando o consumo e os investimentos. Isso ajuda a promover um crescimento econômico de forma equilibrada.
Reuniões do Copom em 2026
As próximas reuniões do Copom estão previstas para:
- 27 e 28 de janeiro;
- 17 e 18 de março;
- 28 e 29 de abril;
- 16 e 17 junho;
- 4 e 5 de agosto;
- 15 e 16 de setembro;
- 3 e 4 de novembro;
- 8 e 9 de dezembro.
Como a Taxa Selic é calculada?
A Taxa Selic é definida pelo Copom como uma meta que orienta os juros básicos da economia. Na prática, o cálculo da Selic Over (a taxa efetiva) ocorre no mercado interbancário, onde os bancos emprestam dinheiro uns aos outros por apenas um dia para fechar seus caixas.
A diferença crucial aqui é o lastro: nessas operações da Selic, os bancos oferecem títulos públicos federais como garantia. É isso que a diferencia do CDI (Certificado de Depósito Interbancário): enquanto a Selic é garantida por títulos do governo (risco soberano), o CDI baseia-se em empréstimos garantidos por títulos emitidos pelos próprios bancos (risco privado). Como o risco do governo é considerado o menor da economia, a Selic e o CDI caminham muito próximos, mas operam em “balcões” de garantias diferentes.
Como a Taxa Selic afeta as finanças?
A Taxa Selic influencia diretamente o dia a dia de pessoas e empresas. Veja os principais impactos.
- Empréstimos e financiamentos: quando a Selic sobe, os juros cobrados em empréstimos pessoais, financiamentos imobiliários e de veículos aumentam, tornando o crédito mais caro e menos acessível. Quando cai, o crédito fica mais acessível.
- Investimentos: a Selic influencia a rentabilidade da renda fixa de formas distintas. Em aplicações pós-fixadas (como Tesouro Selic ou CDBs atrelados ao CDI), uma taxa mais alta aumenta os ganhos. Já em títulos prefixados ou atrelados à inflação (IPCA+), o movimento pode ser inverso.
- Consumo diário: juros mais altos podem reduzir o consumo, já que o crédito fica mais caro. Juros baixos estimulam gastos e investimentos.
Quais investimentos são afetados pela Taxa Selic?
A Taxa Selic influencia diretamente a renda fixa, mas seu impacto é um efeito dominó que atinge toda a economia. Em ativos de renda variável, como as ações, o aumento dos juros costuma gerar pressão negativa: empresas enfrentam custos maiores para financiar suas operações e o lucro disponível para dividendos pode diminuir.
Além disso, quando a Selic está alta, investidores tendem a migrar da bolsa para a renda fixa, buscando segurança com alta rentabilidade, o que reduz a demanda por ações e cotas de Fundos Imobiliários.
Nos planos de Previdência Privada e fundos de investimento, o impacto depende da composição da carteira. Estratégias de renda fixa pós-fixada aproveitam a alta para turbinar o retorno, enquanto fundos multimercados ou de ações precisam de uma gestão ativa para capturar oportunidades em ciclos de queda, momento em que o crédito fica mais barato e o consumo das famílias tende a subir, impulsionando a atividade econômica e o valor das empresas.
Investimentos de renda fixa
Os investimentos de renda fixa pós-fixados, como CDBs, LCIs, LCAs e outros títulos privados, têm seu rendimento atrelado a índices como a Selic ou o CDI, que acompanha de perto a taxa básica de juros. Quando a Selic sobe, esses investimentos passam a oferecer retornos maiores, tornando-se mais atraentes para quem busca segurança e rendimento previsível.
Por outro lado, quando a Selic cai, a rentabilidade desses produtos tende a diminuir, o que pode reduzir o interesse de novos investidores.
Previdência privada e fundos de investimento
Os planos de previdência privada e fundos de investimento também sentem o efeito da Selic.
Em momentos de alta da Selic, os fundos de renda fixa pós-fixados dentro da previdência tendem a render mais, pois acompanham diretamente a elevação da taxa básica de juros e do CDI.
A Previdência Privada se destaca como uma alternativa que combina planejamento financeiro e rentabilidade, permitindo ajustes de estratégia conforme o cenário econômico.
Tesouro Selic
O Tesouro Selic é um título público federal de renda fixa cujo rendimento acompanha a variação da Taxa Selic. Isso significa que, quando a Selic sobe, a rentabilidade do título também aumenta, e quando a Selic cai, o retorno acompanha a redução.
É indicado para investidores que buscam segurança, liquidez diária e baixo risco, sendo uma opção para quem deseja proteger o capital e ter previsibilidade nos rendimentos, inclusive para reservas de emergência.
Caderneta de poupança
A rentabilidade da caderneta de poupança é diretamente influenciada pela Taxa Selic.
Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, a poupança rende um valor fixo de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).
Por outro lado, quando a Selic está abaixo ou igual a 8,5% ao ano, a rentabilidade da poupança passa a ser de 70% da Selic mais a TR. Por exemplo, se a Selic estiver em 7% ao ano, a poupança renderá 70% de 7%, ou seja, cerca de 4,9% ao ano.
- Leia mais: o que é proteção financeira e para que serve?
Qual a relação entre a Taxa Selic e a inflação?
A inflação é a perda do poder de compra da moeda. Suas principais causas são o desequilíbrio entre oferta e demanda, a alta dos custos de produção, a inércia inflacionária, expectativas de inflação e o aumento de emissão de papel-moeda.
Como visto, a Taxa Selic é uma ferramenta que o Banco Central usa para evitar que a inflação saia do controle.
Talvez você não se lembre, mas essa estabilidade monetária conquistada com o Plano Real é recente, já que a moeda foi criada em 1994.
Contudo, a Selic existe desde 1979, quando o Brasil vivia um processo inflacionário muito mais intenso, que só foi controlado na década de 1990. Então, ainda que seja uma ferramenta importante, a Selic não consegue controlar sozinha a inflação.
Qual é a relação da taxa Selic e CDI?
O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é uma taxa que representa a média dos juros praticados nos empréstimos entre bancos para ajustarem seus caixas diariamente.
A relação entre Selic e CDI é muito próxima, afinal, o CDI tende a acompanhar a Selic de perto. Isso acontece porque as operações entre bancos que definem o CDI são influenciadas pela Selic.
Quando a Selic sobe, o CDI também tende a aumentar, tornando esses investimentos mais rentáveis. Já quando a Selic cai, o CDI acompanha essa redução, impactando a rentabilidade desses produtos.
Como proteger seu futuro em qualquer cenário econômico
Agora que você já sabe o que é a Taxa Selic e como ela influencia suas decisões financeiras, fica claro como acompanhar suas variações é essencial para investir com mais segurança e previsibilidade.
E por falar em segurança financeira, você já considerou investir em Previdência Privada? Essa é uma solução ideal para quem deseja construir um futuro protegido e equilibrado, com uma estratégia de longo prazo que se adapta às mudanças do mercado, inclusive às variações da Selic.
Com um plano de previdência, você pode complementar a aposentadoria, realizar projetos pessoais ou garantir o futuro da sua família, mantendo autonomia sobre suas contribuições e resgates.
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