Cuidar da saúde financeira é tão importante quanto cuidar da saúde física e mental, inclusive, tem impacto direto no seu bem-estar geral.
Afinal, o estresse com dívidas e as incertezas sobre o futuro podem ser catalisadores de ansiedade, depressão e noites em claro. Por isso, vale a pena investir no controle e planejamento das finanças para ter mais segurança, atingir suas metas e evitar as dívidas.
Neste artigo, vamos mostrar como a saúde financeira é importante, listar os sinais de alerta para você atentar ao seu bolso e dar dicas valiosas para uma vida financeira saudável. Acompanhe.
O que é saúde financeira?
A saúde financeira é o estado de equilíbrio entre ganhos e gastos, de forma que seus rendimentos sejam suficientes para alcançar seus objetivos. Logo, uma pessoa com práticas de inteligência financeira tem controle sobre suas despesas, consegue juntar dinheiro e tem sempre uma reserva para gastos de emergência, além de ter um planejamento claro das suas metas financeiras de curto, médio e longo prazo.
Dessa forma, saúde financeira vai muito além de uma conta bancária recheada: é sobre equilibrar o que você ganha e gasta em qualquer realidade, com a capacidade de lidar com imprevistos e planejar o futuro.
Qual a importância da saúde financeira?
Assim como na saúde física, em que fazer um check-up para avaliar as atuais condições é essencial para prevenir possíveis doenças, cuidar da saúde financeira pessoal é essencial para o orçamento, prevenindo problemas e imprevistos.
Com as finanças equilibradas, é possível atingir as metas de vida que envolvem dinheiro, como comprar um imóvel, fazer uma viagem, reformar a casa, fazer uma faculdade etc. Além disso, uma saúde financeira estável permite que você possa ter momentos de lazer sem se preocupar com questões de orçamento.
Quais hábitos prejudicam a saúde financeira?
Vários hábitos podem ser vilões da saúde financeira:
- gastar mais do que se ganha;
- não controlar os gastos;
- não ter um orçamento definido para o mês e um custo de vida bem estabelecido;
- usar o limite do cartão de crédito como se fosse uma extensão da própria renda;
- fazer parcelamentos em excesso, comprometendo a renda futura;
- pagar o valor mínimo ou parcial da fatura, levando ao ciclo de juros do crédito rotativo;
- fazer compras por impulso;
- não poupar regularmente e não ter reserva de emergência;
- atrasar pagamentos, resultando em multas e juros;
- adiar a quitação de dívidas;
- não investir no futuro.
E, então, você pratica algum deles? Reconhecer esses hábitos é o primeiro passo de uma reeducação financeira.
Qual a diferença entre saúde financeira e estabilidade financeira?
A saúde financeira é um estado permanente de equilíbrio nas finanças, enquanto a estabilidade financeira é o resultado imediato da organização das contas. Dessa forma, você pode alcançar estabilidade em alguns momentos, mas, se não fizer disso um padrão, não terá uma saúde financeira contínua.
Por isso, os dois conceitos devem andar juntos: estabilidade por meio do controle e contas em dia, saúde por meio da manutenção do equilíbrio.
Quais são os principais sinais de uma saúde financeira em risco?
Você sabe reconhecer os sinais da saúde financeira em risco? Veja os principais e fique atento.
Endividamento frequente
Se você está sempre se endividando e nunca consegue quitar todos os débitos, é sinal de que o seu planejamento precisa de atenção.
Para você ter ideia, no Brasil, há 77 milhões de endividados, segundo o Mapa da Inadimplência do Serasa de 2025. As dívidas são as mais diversas possíveis: fatura do cartão de crédito, crediário de lojas, parcelas de empréstimos, contas de consumo etc.
Então, se você está vendo sua dívida crescer dia após dia, está com dificuldades para pagar contas básicas ou usa constantemente o crédito rotativo, é hora de acender o alerta do endividamento.
Falta de controle dos gastos mensais
Não controlar os próprios gastos é como navegar sem bússola: você não sabe para onde está indo. Sem o planejamento das despesas, é fácil cair no endividamento crônico, além da dificuldade em poupar.
Se você sente que está sempre correndo atrás do prejuízo, é hora de rever seus hábitos financeiros e colocar todos os gastos na ponta do lápis.
- Leia também: Gastos desnecessários: confira 7 dicas para cortar
Ausência de reserva de emergência
A reserva de emergência é a base para uma saúde financeira sólida, porque garante que você conseguirá lidar com gastos imprevistos sem se endividar. Essa reserva deve ser suficiente para cobrir suas despesas essenciais por um período considerável (geralmente de 3 a 12 meses), caso você perca o emprego (ou outra fonte de renda) ou tenha uma urgência financeira.
Se você vive sem uma reserva de emergência, está correndo um risco constante de endividamento. Afinal, quando os imprevistos chegam, é preciso ter de onde tirar o dinheiro, do contrário, será preciso recorrer a empréstimos rápidos e formas de crédito mais caras.
Qual a relação entre saúde financeira e saúde mental?
Os problemas do bolso têm um impacto crítico no bem-estar mental e emocional. Uma situação de endividamento, por exemplo, pode levar a um quadro de estresse, ansiedade e problemas familiares.
Segundo uma pesquisa feita pela Onze, 64% dos trabalhadores brasileiros já tiveram sua saúde mental afetada por problemas financeiros. Desse total, 71% relatam o desenvolvimento de ansiedade e 57% sofrem de insônia, com impacto direto no desempenho das atividades diárias.
Por isso, manter a saúde financeira também é uma questão de autocuidado. E não basta ficar longe das dívidas: é preciso ter hábitos financeiros saudáveis que permitam atingir metas e ter segurança para o futuro.
Como melhorar minha saúde financeira?

Vamos às dicas práticas para melhorar sua saúde financeira e aumentar as chances de ficar se manter no azul? Confira. Anote e controle seus gastos
Controlar o dinheiro que entra e o que sai é tão imprescindível para sua saúde financeira quanto um bom planejamento. Entender seus gastos e suas necessidades é importante, pois é a partir disso que será possível enxergar para onde seu dinheiro está indo.
Dessa forma, você identifica possíveis mudanças em seus gastos, que podem ser:
- fixos — gastos permanentes e essenciais, como aluguel, luz, internet, água, gás, transporte, educação etc.;
- variáveis — despesas eventuais, como alimentação fora do lar, comprar roupas, ir ao cinema, entre outras.
Evite compras parceladas com juros
Evite as parcelas com juros a todo custo. Isso porque pagar juros significa aumentar seus gastos e comprometer sua renda futura.
Além disso, é preciso ter muito cuidado com dívidas calculadas com juros compostos, como empréstimos e o crédito rotativo. Esses são os famosos “juros sobre juros”, que são calculados não apenas sobre o valor original da dívida, mas também sobre os juros que já foram acumulados em períodos anteriores.
O resultado é um efeito “bola de neve”: a dívida cresce exponencialmente e você perde o controle.
Crie metas e tenha uma reserva de emergência
Para melhorar sua saúde financeira, é fundamental criar metas claras para suas finanças.
- Metas de curto prazo: trocar de celular, comprar eletrodomésticos, quitar pequenas dívidas etc.;
- Metas de médio prazo: trocar de carro, viajar nas férias, fazer uma pós-graduação, fazer uma reforma etc.;
- Metas de longo prazo: comprar um imóvel, formar patrimônio para a aposentadoria, investir na educação dos filhos etc.
Com esses objetivos traçados, fica mais fácil manter o foco no seu planejamento financeiro. Além disso, é essencial ter a reserva de emergência formada para lidar com imprevistos e não prejudicar seus planos.
Busque educação financeira contínua
Consumir conteúdos sobre finanças pode melhorar seus hábitos de educação financeira. Além de ler conteúdos como este, comece a ler livros, seguir bons influenciadores financeiros, acompanhar canais no YouTube e ouvir podcasts, por exemplo.
Quer uma boa dica? Conheça nosso guia completo sobre educação financeira. Nele, explicamos como fazer escolhas mais assertivas em relação ao seu dinheiro a partir desta primeira premissa que é a educação financeira.
Avalie conhecer a importância de um Seguro de Vida
O orçamento familiar também exige um planejamento de longo prazo para garantir a segurança financeira da família em momentos imprevistos. Nesse sentido, o Seguro de Vida é um recurso importante para proteger financeiramente as pessoas que dependem de você caso algo grave aconteça, como seu falecimento ou uma invalidez permanente, dependendo das coberturas.
Além disso, o Seguro de Vida tem várias formas de garantir renda em casos de impedimento do exercício da atividade profissional, temporária ou totalmente. Você pode tirar melhor suas dúvidas em nossa página oficial sobre Seguro de Vida.
Esperamos que este artigo tenha esclarecido a importância da saúde financeira e ajudado você a melhorar seus hábitos. Continue acompanhando nossos conteúdos para garantir o bem-estar do seu bolso.