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Crise econômica: o que é, causas, consequências e dicas práticas

Índice

A crise econômica é um período de instabilidade que afeta a atividade financeira de um país, trazendo queda na produção, aumento do desemprego e perda de poder de compra. Ela pode assumir diferentes formas e costuma gerar consequências que impactam diretamente empresas, governos e famílias.

Uma crise econômica é um período em que a economia de um país passa por uma desaceleração significativa, ou seja, há uma diminuição na produção, comercialização e consumo de bens e serviços. 

O que é crise econômica?

Isso pode ser percebido quando o Produto Interno Bruto (PIB), que mede a soma de toda a riqueza produzida, cai por um tempo, indicando que o país está produzindo menos riqueza.

Esse processo pode ser entendido a partir do ciclo econômico, que alterna entre fases de expansão e retração. 

Em momentos de expansão, há crescimento da produção, aumento do consumo e geração de empregos. Já em períodos de contração, ocorre o oposto: a produção diminui, o desemprego cresce e a renda das famílias tende a cair.

Os tipos de crise econômica existentes

As crises econômicas podem se manifestar de diferentes formas e intensidades. A gravidade e os impactos variam conforme a causa e a duração do problema. As principais classificações são a recessão e a depressão. Esses tipos serão detalhados a seguir para melhor compreensão.

Recessão econômica

A recessão é uma crise econômica relativamente curta, caracterizada por retração na economia, aumento de desemprego e diminuição na taxa de lucro e investimentos. 

Sabemos que o país está em recessão quando há uma queda no Produto Interno Bruto (PIB) por dois trimestres consecutivos. De acordo com projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), pode haver uma queda no PIB brasileiro em 2020 por conta do impacto da covid-19 na economia. Conheça a análise dos pesquisadores do instituto.  

Depressão econômica

A depressão econômica é um aprofundamento de uma recessão: ocorre quando a contração econômica se torna muito grave e prolongada. Caracteriza-se por forte queda da produção, do investimento, aumento intenso do desemprego e esgotamento da atividade econômica. 

Embora não exista uma definição universalmente aceita, alguns economistas consideram que pode haver depressão quando a economia entra em contraçãopor três ou mais anos ou quando o PIB real sofre uma queda da ordem de 10% ou mais em um ano.

Quais são as consequências da crise econômica?

Uma crise econômica gera impactos em diferentes áreas, desde as finanças das famílias até a sobrevivência das empresas. 

  • Aumento do desemprego: as empresas reduzem sua produção e demitem funcionários para cortar custos;
  • Queda do consumo: com menos renda, as famílias gastam menos, o que diminui a demanda por produtos e serviços;
  • Retração do crédito: os bancos ficam mais rigorosos na concessão de empréstimos e financiamentos;
  • Falência de empresas: negócios menores ou com pouca reserva financeira tendem a não resistir a períodos prolongados de retração;
  • Aumento da desigualdade: com menos empregos e renda, cresce o número de pessoas vivendo em situação de vulnerabilidade social.

Causas da crise econômica

Existem várias causas para uma crise econômica. Entre os principais fatores estão as crises políticas, que geram instabilidade e afetam decisões de consumo e investimento.

Outra causa é a má gestão fiscal, quando os gastos públicos não são corretamente planejados, prejudicando o equilíbrio das contas do país. A inflação alta reduz o poder de compra das famílias e eleva os custos das empresas. Já a dívida pública elevada limita a capacidade do governo de investir e oferecer serviços essenciais. 

Eventos externos, como pandemias e guerras, provocam choques econômicos que afetam várias áreas simultaneamente. Além disso, bolhas financeiras, construídas por valorizações artificiais dos ativos, quando estouram, provocam quedas abruptas nos mercados e na produção econômica, desencadeando crises. 

Esses fatores, isolados ou combinados, podem intensificar a gravidade e a duração de uma crise econômica.

Como funciona o ciclo econômico que pode levar a uma crise?

As crises econômicas não surgem de forma repentina. Elas costumam ser resultado de um ciclo que passa por diferentes fases ao longo do tempo, com momentos de crescimento, euforia e, posteriormente, desaceleração.

  • Expansão: nesse período, a economia cresce de forma saudável. A produção aumenta, o consumo sobe e há geração de empregos. É o momento de crescimento e confiança no mercado.
  • Boom econômico: a economia atinge seu auge. Há alta demanda por produtos e serviços, aumento de investimentos e crescimento do crédito. Apesar do cenário positivo, sinais de superaquecimento podem aparecer.
  • Contração: a economia começa a desacelerar. Empresas produzem menos, há redução do consumo e o desemprego começa a subir. O crédito fica mais restrito e os investimentos diminuem.
  • Recessão: ocorre uma queda acentuada da atividade econômica, aumento do desemprego e diminuição do consumo. É o ponto em que a crise se torna mais evidente.
Mãos segurando uma carteira vazia, foco no interior da carteira feita de couro. Imagem ilustrativa para perda de dinheiro ou economia.

Como economizar em tempos de crise econômica?

Não existe uma maneira simples de lidar com esse momento turbulento. O importante é manter a serenidade e pensar de forma racional, principalmente quando o assunto é proteger as finanças

1. Repense seus hábitos

Na hora da crise econômica, repense seus hábitos. Avalie todos os gastos, corte o que não for essencial. Economizando, você pode até mesmo investir, mesmo que pouco, e ter uma reserva de emergência, o que é essencial. 

2. Reforce seu controle financeiro

Um bom controle financeiro é a base para atravessar períodos de crise. Comece identificando e separando as despesas fixas, como aluguel, contas de luz e água, e outras variáveis, como alimentação e lazer. 

Utilize planilhas, aplicativos ou ferramentas digitais que facilitem essa organização, permitindo visualizar claramente para onde vai seu dinheiro.

Identifique gastos desnecessários e corte excessos, priorizando o essencial e buscando sempre otimizar o uso dos recursos disponíveis.

3. Reavalie seus ativos

Para quem tem investimentos, é importante fazer uma reavaliação de todos os ativos financeiros, começando pelos mais arriscados. Será que vale realmente mantê-los, ou é melhor se desfazer antes que eles comecem a desvalorizar? 

Por outro lado, a crise econômica também traz oportunidades no mercado. Por isso, é importante ter um gestor de confiança que ajude os investidores nesse momento.  

4. Mantenha sua Previdência Privada

Especificamente para quem tem Previdência Privada, a dica é mantê-la, até porque ela deve ser pensada para o longo prazo. 

Veja as orientações do economista George Wachsmann sobre o assunto em live promovida pela Icatu Seguros. 

Mestre pela Universidade de Stanford, ele é sócio-fundador e Cio da Vitreo. Junto com a Icatu Seguros, a empresa criou o FoFSuperPrevidência, o primeiro fundo de fundos de previdência. 

5. Fique atento para novas oportunidades

Mesmo durante uma crise econômica, é possível encontrar oportunidades que ajudam a manter a saúde financeira. Renegociar dívidas com bancos ou fornecedores, por exemplo, pode reduzir juros e parcelas, aliviando o orçamento.

Aproveitar promoções e descontos em produtos essenciais ou serviços recorrentes é outra forma de economizar sem comprometer o bem-estar. Além disso, tenha cautela com os investimentos, focando em opções mais seguras e planejadas, evitando riscos desnecessários. 

Quais são as principais crises econômicas?

  • Crise econômica de 1929: conhecida como a Grande Depressão, teve início nos Estados Unidos com a quebra da Bolsa de Nova York. Esse evento provocou uma forte contração econômica mundial, com fechamento em massa de empresas, aumento do desemprego e queda significativa na produção industrial. 
  • Crise econômica de 2008: teve origem na bolha imobiliária dos Estados Unidos, com a falência de grandes instituições financeiras. Seus efeitos se espalharam provocando recessão, queda nos investimentos e aumento do desemprego em diversos países.
  • Crise do Petróleo: foi provocada pelo aumento repentino do preço do petróleo, causado por conflitos no Oriente Médio. O choque elevou os custos de produção e transporte, gerando inflação alta e desaceleração econômica em muitos países industrializados.

O Brasil está em crise econômica?

O Brasil não está em uma crise econômica formal, mas lida com desafios econômicos importantes. O PIB cresceu impulsionado pelo agronegócio e serviços. A taxa de desemprego caiu para 5,8%, mas a informalidade ainda é alta, e muitas famílias lidam com dívidas que restringem o consumo.

Além disso, a inflação continua acima do desejado, exigindo atenção às políticas econômicas e ajustes fiscais. 

Esses fatores combinados indicam que, apesar de sinais positivos, o país ainda precisa avançar em ajustes e estratégias para evitar novas instabilidades.

Impacto da crise na Bolsa de Valores

O impacto da crise na Bolsa de Valores se manifesta principalmente por meio da queda nas ações, que reduz o valor dos investimentos dos acionistas. O aumento da volatilidade faz com que os preços oscilem de forma intensa e imprevisível, elevando os riscos para quem investe. 

A crise também provoca a fuga de alguns investidores, que buscam ambientes mais seguros e afastam seu capital da renda variável. Além disso, ocorre uma baixa liquidez, dificultando a compra e venda de ativos sem grandes variações de preço. 

Para o investidor médio, esses efeitos podem gerar insegurança, exigir maior atenção às decisões e reforçar a importância de manter uma estratégia diversificada e alinhada ao perfil de risco, evitando decisões impulsivas diante das oscilações do mercado.

Como se proteger em tempos de crise econômica

Momentos de crise econômica reforçam a importância do planejamento financeiro e da proteção do patrimônio. Ter uma reserva de emergência, diversificar os investimentos e contar com produtos que garantam estabilidade a longo prazo são atitudes que ajudam a atravessar períodos de instabilidade com mais segurança.

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A Icatu Seguros oferece produtos pensados para proteger você e sua família, mesmo em tempos de crise. Mantemos nossos mais de 400 fundos acessíveis mesmo em momentos de instabilidade econômica e a contratação online torna o acesso simples e prático. 

Também contamos com suporte confiável, garantindo que nossos mais de 14 milhões de clientes recebam orientação sempre que necessário. A Previdência Privada é uma das soluções que usamos para ajudar a organizar o planejamento financeiro de longo prazo, trazendo mais segurança e consistência em diferentes fases da vida.

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Este conteúdo faz parte da nossa iniciativa de ajudar os brasileiros a construírem um futuro financeiro mais seguro. Conte com a Icatu para proteger o que mais importa para você e esclarecer todas as suas dúvidas sobre Seguro de Vida, Previdência Privada e Título de Capitalização.

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