Taxa de carregamento: o mercado mudou!

Por André Iunes

Para quem deseja construir um futuro mais tranquilo, uma boa opção é planejar desde agora a aposentadoria. Para esse planejamento, um dos melhores investimentos a longo prazo é justamente a previdência privada, que pode atuar como renda complementar à previdência social do INSS, ou, quem sabe, como investimento para concretizar algum projeto de vida. 

Segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), o mercado de previdência complementar fechou 2019 com forte crescimento, registrando 13,5 milhões de participantes. Desse total, 10,2 milhões são inscritos em planos individuais e 3,2 milhões em planos coletivos. 

Embora seja um mercado em crescimento, na hora de contratar uma previdência privada, é importante se atentar a um ponto que, por muitas vezes, passa despercebido: a taxa de carregamento

Encontrar planos isentos de taxa de carregamento já foi mais difícil. Mas, em um movimento que ganhou força em 2018, diversas seguradoras começaram a zerar essas taxas em planos PGBL e VGBL.

Afinal, você sabe do que se trata? Acompanhe a seguir que vamos explicar por que devemos ficar atentos a ela. 

O que é a taxa de carregamento?   

A taxa de carregamento, por definição, é um percentual cobrado sobre cada movimentação realizada no plano de previdência privada, incluindo de depósito à retirada, e servia para custear despesas administrativas e de comercialização desse tipo de produto. 

Como falamos anteriormente, essa prática está praticamente extinta no mercado de previdência privada. O entendimento é que o mercado está mais maduro e o cliente consegue, assim, tomar uma decisão mais inteligente a respeito do que é melhor para ele em termos de rendimento.

Como a taxa de carregamento é cobrada? 

A taxa de carregamento pode ser cobrada no momento da aplicação dos recursos (taxa de entrada), ou no resgate/portabilidade de saída (taxa de saída). 

Porém, é importante lembrar que, apesar do teto de 10% regido pela legislação brasileira para incidência da taxa de carregamento, esta prática está praticamente extinta, ficando a cargo de cada empresa essa opção.  Sendo assim, é muito importante que o consumidor pesquise bem antes de realizar o investimento, uma vez que esse valor não retorna. 

Na Icatu, por exemplo, é possível contratar um plano de previdência sem taxa de carregamento, o que acaba se tornando uma grande vantagem em relação ao mercado. Veja, abaixo, o que são as taxas de entrada e de saída: 

Taxa de entrada 

Diz respeito à taxa que é cobrada por alguns planos toda vez que o usuário realiza uma aplicação na previdência. Dessa forma, no caso de um primeiro depósito, o desconto é feito antes mesmo de o dinheiro começar a render. 

Taxa de saída 

É um percentual que pode ser cobrado do cliente quando ele fizer um resgate, ou portabilidade de seu plano de previdência para outra instituição financeira. É importante destacar que essa taxa pode ser abonada caso se atinja um certo valor de reserva, ou conforme o período no qual o dinheiro estiver aplicado, dependendo, é claro, do tipo de plano contratado. 

A taxa de carregamento afeta a rentabilidade do meu plano?

Entender sua taxa de carregamento é importante para continuar dentro do seu planejamento financeiro!

Essa é uma questão bem importante a se avaliar, já que a taxa de carregamento acaba por se tornar um dos principais custos referentes aos planos de previdência privada. 

É preciso ter em mente que, mesmo sendo uma porcentagem aparentemente baixa em algumas situações, toda movimentação feita na previdência gerará a cobrança da taxa, o que acaba retirando do saldo total quantias que, de certa forma, poderiam estar rendendo a seu favor.  

Vamos exemplificar para que você possa entender melhor: imagine que você contratou um plano de previdência cuja taxa de carregamento é de 5% tanto na entrada (depósito) quanto na saída (retirada, ou portabilidade). 

Ou seja, em cada uma dessas operações, incidirá a cobrança de 5% do valor movimentado. Se investir R$ 200,00, a sua contribuição líquida, já descontada a taxa de carregamento, será, na verdade, de R$190,00. 

Caso queira sacar este valor, desconta-se mais 5% da taxa de saída. Não esqueça que em um volume financeiro maior, esses valores acabam por pesar em sua movimentação.  

Levando em conta que a previdência privada é um investimento a longo prazo, com o passar dos anos isso pode fazer, sim, uma grande diferença. Ou seja, atente-se que esse tipo de cobrança acaba impactando na rentabilidade. 

Sendo assim, o melhor a se fazer é pesquisar por empresas que trabalhem com planos de previdência isentos da taxa de carregamento, ou que tenham, pelo menos, porcentagens mais atrativas. 

A Icatu Seguros, como citado anteriormente, possui planos isentos da taxa de carregamento, sendo referência no mercado de investimentos, acumulando prêmios e contribuindo para o planejamento financeiro dos brasileiros de todas as idades. 

Vai aqui um ponto importante: o consumidor pode, assim que desejar, fazer a portabilidade do seu plano para outras categorias dentro da mesma instituição, ou transferi-lo, caso decida por isso, para outras instituições. Pense nisso, pois o que você decide hoje fará uma enorme diferença no futuro!  

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Publicado por André Iunes

André Philippe Iunes é jornalista, especializado em marketing de conteúdo e digital, com mais de 20 anos de experiência. Já atuou em importantes veículos, como os jornais O Globo e Extra, além do portal Globo Cidadania, onde produziu conteúdo para os sites Globo Ciência, Globo Ecologia e Globo Universidade. Trabalhou como diretor de redação da revista Webdesign e editor executivo da revista Áudio, Música & Tecnologia, com várias coberturas internacionais. No mundo corporativo, desenvolve projetos para grandes empresas envolvendo estratégia de conteúdo digital.

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