Quanto custa criar um filho? Descubra!

Por Diana Dantas

Quando os pais descobrem que estão esperando uma criança, a primeira preocupação que surge na cabeça é como pagar todos os gastos. Afinal, eles são inúmeros: fraldas, comida, roupas, brinquedos, plano de saúde e educação. Esse último item, então, pode ser o mais caro de todos.

Se está pensando coisas, como: “Vou ter um filho. E agora?”, então, este artigo é para você. Confira, abaixo, quanto custa criar um filho em cada uma das fases que ele irá passar.

Quanto custa criar um filho

Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), criar um filho do nascimento até os 23 anos pode custar mais de R$ 2 milhões, no Brasil, para as classes sociais mais altas.

Esse estudo usou, como base, famílias de 4 classes sociais:

  • A – famílias com renda superior a R$25 mil por mês; 
  • B – famílias com a renda mensal de R$ 6 mil a R$ 25 mil
  • C – famílias com a renda mensal de R$ 2 mil a R$5.999
  • D – famílias com a renda mensal sendo inferior a R$ 2 mil

Acompanhe, a seguir, uma tabela contendo os gastos anuais segmentados por essas classes sociais.

Gastos Classe A Classe B Classe C Classe D
Educação R$ 703.644 R$ 365.900 R$ 185.100 Nulo
Entretenimento e lazer R$ 421.024 R$ 94.800 R$ 38.800 R$ 4.800
Moradia R$ 345.000 R$ 298.200 R$ 61.400 R$ 28.800
Outros R$ 616.934 R$ 189.200 R$ 121.800 R$ 20.100
TOTAL R$ 2,08 mi R$ 948.100 R$ 407.140 R$ 53.700

Como podemos observar, para uma família da classe A, por exemplo, um dos itens mais caro é a educação privada, que representa, aproximadamente, 34% do valor total. Em segundo e terceiro lugar estão, respectivamente, o lazer e entretenimento, representando, aproximadamente, 20% e gastos da casa, como exemplo alimentação e moradia, representando cerca de 17%.

Para quem quer saber quanto custa criar um filho esses dados já podem dar um “norte”, mas para quem procura saber informações mais aprofundadas esse artigo também vai abordá-las. Confira, a seguir, os principais gastos por período, desde a gestação até a juventude de seu filho. 

Custo por período

Acompanhe, abaixo, quais serão os principais gastos em cada fase que o seu filho passar e comece a preparar-se para elas, afinal, criar um filho exige primeiramente um bom planejamento.

Gestação

Quando pensamos em quanto custa criar um filho costumamos planejar somente depois do nascimento, mas isso não é o correto, já que as despesas começam já na gestação.

Os primeiros gastos serão com as consultas de pré-natal e ela não são poucas, visto que a maioria das pacientes são orientadas a consultar-se com a sua obstetra, frequentemente, durante toda a gestação (aproximadamente 12 consultas, sendo 1 mensal até entrar no sexto mês e depois disso 2 vezes ao mês até o parto). No pré-natal ainda são solicitados inúmeros exames para checar a saúde da gestante e do futuro recém-nascido. 

Por essas razões, o indicado é que quando uma pessoa está planejando ter filho ela contrate um plano de saúde que cubra todas as consultas e exames, já que em clínicas particulares esses gastos poderiam impactar negativamente o orçamento familiar

Vale lembrar que a maioria dos planos de saúde possuem um período de carência, então é necessário ficar atento a isso.

Primeira infância (0 a 6 anos de idade)

Para quem está refletindo sobre quanto custa criar um filho é importante ter noção que os primeiros gastos são bem expressivos.

Logo nos primeiros dias de vida, são necessários adquirir vários itens para garantir um maior conforto para o recém-nascido e os pais, que estarão acostumando-se com uma nova vida. Alguns desses itens incluem: berço, carrinho, banheira, bebê conforto, fraldas descartáveis e por aí vai. Os gastos e despesas são inumeráveis, por isso é essencial estar preparado.

Além dos gastos já citados, ainda existem as despesas com medicamentos, tanto para a mamãe quanto para o bebê, vacinas para os recém-nascidos, plano de saúde, entre outros.

Quando a criança já estiver entre os seus 4 e 6 anos de idade temos que adicionar os custos com escola e creche. Se os pais trabalharem também entram na conta os gastos com babá. Além das despesas com materiais escolares, uniformes, transporte, festas de aniversário, etc.

Pré-adolescência e adolescência (7 a 17 anos de idade)

Para entender quanto custa criar um filho, a pré-adolescência e adolescência é esclarecedora, já que no ensino fundamental e médio os gastos são cada vez maiores. E ainda, podemos adicionar gastos, como: curso de inglês, espanhol, aulas de música, esportes, roupas, etc.

Depois dos 17 anos podem surgir despesas extras, como um cursinho pré-vestibular (dependendo da faculdade e do curso que ele quiser fazer), podendo custar até R$3 mil por mês, o que sem planejamento é difícil bancar.

Juventude (18 a 23 anos de idade)

Entender quanto custa criar um filho vai muito além dos gastos na infância dele, pois quanto mais ele crescer os gastos também poderão ser mais altos.

Na juventude, os gastos mais altos são os que virão com a universidade, como exemplo, a mensalidade (caso a instituição seja privada), gastos com moradia (se a faculdade for em outra cidade), alimentação, transporte, entre outros. 

Nessa etapa, você será responsável tanto pelas despesas da sua casa, que continuarão, quanto do apartamento ou casa na cidade que seu filho estudar, sem planejamento e organização acaba sendo difícil equilibrar os gastos, já que, possivelmente, eles irão quase dobrar. 

Nos últimos anos da graduação de seu filho, é possível que os custos comecem a cair, visto que é comum os estudantes conseguirem estágios ou empregos nessa etapa e então, você poderá dividir as despesas com ele.

Abordamos, até agora, os pontos que respondem a questão inicial de “Quanto custa criar um filho?”, mas esse artigo não acabará por aqui. Acompanhe ainda, como garantir uma boa educação para os seus filhos.

Como garantir uma boa educação dos filhos?

Uma das medidas encontradas para garantir a manutenção da educação é fazer um investimento. Um dos mais indicados é a previdência privada. Assim, quando chegar na adolescência, a renda pode ser revertida para complementar essas despesas.

Pode parecer estranho pensar em previdência para ajudar na criação dos filhos, mas esse é um dos muitos mitos sobre esse tipo de investimento. Há planos de curto, médio e longo prazos. O importante é ter em mente o que se deseja fazer com o dinheiro aplicado, a fim de evitar sacá-lo antes do tempo planejado. Para não ter erro, vamos ajudar você a fazer a conta.

 Como uma previdência privada pode ajudá-lo

Como já mencionado, antes de fazer o investimento é preciso saber por quanto tempo se deseja aplicar. Essa informação é importante porque se a previdência privada estiver no nome da criança, ela só poderá fazer o resgate aos 18 anos. Caso a ideia seja retirar esse dinheiro antes, para ajudar durante os gastos da adolescência, o ideal é fazer o plano no nome de um próprios pais.

A partir dessa ideia, podemos começar a desenhar alguns cenários com a ajuda do Simulador de Renda de Aposentadoria. Apesar do nome, o sistema do simulador aceita qualquer idade, iniciando em 0. Por exemplo, os pais decidam colocar de R$ 200, por mês, na previdência privada para o seu bebê. Com uma rentabilidade anual de 4%, quando ele chegar ao pré-vestibular, 17 anos depois, sua reserva será de R$ 53.332.

Os recursos podem ser usados para pagar um cursinho, a universidade ou um intercâmbio, por exemplo. Caso a previdência esteja no nome da criança, a partir dos 18 anos, ela tem a possibilidade de continuar contribuindo com o investimento e acumular ainda mais para o futuro. O valor pode ser usado, então, para dar de entrada na casa própria ou ainda para a própria aposentadoria.

Essa última opção parece muito distante, mas poderia ser muito recompensadora.  Com a mesma parcela, de R$ 200, o(a) filho(a) quando chegar aos 40 anos terá um total de mais de R$ 220.931 mil e uma renda mensal estimada em R$ 1.245. Se ele(a) considerar muito cedo para se aposentar e quiser contribuir até os 65, o capital segurado pode chegar a R$ 690.737, com uma renda mensal de R$ 4.414. 

Para se ter uma ideia, um adulto de 30 anos que quiser ter a mesma renda precisaria contribuir R$ 627 por mês. Ou seja, quanto mais cedo começar, menos o contribuinte vai pagar e mais vai receber

Veja o infográfico, abaixo, ilustrando o cenário que abordamos:

No Simulador de Renda de Aposentadoria, você pode conferir essas contas e fazer as suas próprias, de acordo com a sua realidade, idade e padrão de vida. Assim, fica mais fácil garantir  o futuro do seu(ua) filho(a), do nascimento até a aposentadoria.

Gostou de aprender quanto custa criar um filho? Então, leia também os artigos abaixo:

Dica: Assista junto com seus filhos o desenho animado “Meu Amigãozão”, do canal Discovery Kids e TV Brasil, que é patrocinado pela Icatu Seguros. Uma ótima oportunidade de estimular suas crianças com ideias de organização, planejamento e educação financeira. É na infância que se aprende!

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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