Teto do INSS: como funciona? Qual o valor? Confira aqui!

Por André Iunes

Afinal, você já parou para analisar o quanto deseja ganhar quando se aposentar? Pois bem, com a reforma da previdência, colocada em prática a partir de 2019, os brasileiros precisarão fazer mais contas para escolher a melhor opção para se aposentar, utilizando o teto do INSS como base. 

E, caso busque ganhar o teto previdenciário do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), isso implica em conhecer bem as novas regras para não ter sustos ao “pendurar as chuteiras”. 

Para quem não sabe, o teto do INSS nada mais é do que o valor máximo que um segurado pode receber, seja de aposentadoria, ou de qualquer outro benefício. Quer saber mais sobre o assunto? Acompanhe a seguir! 

Como funciona o teto do INSS? 

Para um trabalhador que deseja se aposentar pelo teto do INSS, ele deverá ter realizado boa parte das suas contribuições pelo maior valor. Somado a isso, será preciso, também, atender a certos requisitos, como ter cumprido um elevado tempo de contribuição que possa assegurar mais de 100% da média salarial.  

Com a reforma da previdência, tivemos algumas mudanças no Período Base de Cálculo (PBC), que compreende todo o tempo que uma pessoa contribuiu para o INSS. 

Ou seja, quem se aposentar por agora, além da não exclusão de 20% das menores contribuições, como acontecia antes, terá o PBC calculado. E isso é feito com base na média de todas as contribuições realizadas desde 1994.  

De certa forma, isso torna mais difícil o processo de conseguir receber o teto do INSS, já que, inicialmente, o segurado recebe 60% do valor máximo, lembrando que há um acréscimo de 2% a cada ano contribuído a partir de 15 anos de contribuição para mulheres e de 20 anos para os homens. 

Dessa maneira, uma pessoa que pretende receber 100% da média de contribuição terá de contribuir para o INSS por longos 40 anos, no caso dos homens, e 35 anos para as mulheres. 

Afinal, qual o valor do teto do INSS? 

Entender como funciona o teto do INSS é parte fundamental do planejamento para o seu futuro! 

Anualmente, o teto previdenciário pago pelo INSS é reajustado conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Com base no aumento do valor dos produtos e serviços do país, esse indicador atua, exatamente, garantindo o poder de compra dos beneficiários do INSS. 

Em 2021, o teto que um trabalhador pode receber pela previdência social é de R$ 6.433,57. Ou seja, nenhum beneficiário poderá receber de aposentadoria um valor superior a esse teto. 

Vale a pena pagar o teto do INSS? 

Conforme explicamos aqui, é preciso ter em mente que, com o passar dos anos, fica cada vez mais difícil ao segurado alcançar o teto do INSS. Na carona da reforma da previdência, está a necessidade de o trabalhador rever seus planos de contribuição. 

Apesar de terem sido reduzidas as chances de aposentadoria recebendo o teto do INSS, para os que buscavam esse objetivo, é preciso dar continuidade ao que já foi pago anteriormente.  

Nesse sentido, o segurado do INSS necessitará recalcular o valor das suas contribuições se deseja ter o ganho máximo. Isso requer, entre outros pontos, reavaliar seu histórico referente ao tempo de serviço e às contribuições já realizadas. 

Para saber se vale a pena, ou não, pagar o teto do INSS nesse novo contexto de reforma da previdência, e de regras de transição, tenha atenção a alguns pontos importantes. 

São eles: o tempo que falta para se aposentar, o quanto já contribuiu, o valor médio das contribuições e, por último, mas não menos importante, decidir a aposentadoria com maior retorno.

Ou seja, após uma avaliação minuciosa, caberá ao trabalhador optar se será válido planejar sua aposentadoria visando o teto.  

Como uma Previdência Privada pode contribuir com minha aposentadoria?  

Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, cresceu, também, o número de pessoas aposentadas, o que torna a conta da previdência social difícil de ser fechada. 

Lembramos que a reforma da previdência, colocada em prática pelo Governo Federal, veio como forma de tentar equilibrar o sistema previdenciário. Esse cenário pode servir de alerta para as próximas gerações, que devem buscar diversificar seus planos de aposentadoria.  

Uma escolha segura é procurar investir em uma fonte de renda complementar para o futuro, que possa, justamente, somar um dinheiro extra à sua aposentadoria. E nesse sentido, a previdência privada é uma alternativa interessante de investimento a longo prazo, que pode ser uma melhor alternativa do que investir no teto do INSS (saiba mais sobre como funciona a previdência privada).  

Se ficou interessado em saber mais sobre os rendimentos da previdência privada, aqui na Icatu, por exemplo, onde os planos são geridos por gestores de investimentos licenciados, é possível ter diferentes cenários de rentabilidade

Dependendo de cada perfil, que pode ser conservador, moderado ou agressivo, as rentabilidades variam e se adequam ao objetivo do cliente. 

Com isso, pese na balança o fato de que, com a reforma da previdência, conseguir se aposentar pelo teto do INSS ficou mais difícil. Sendo assim, estipule um valor global de aposentadoria que deseja receber no futuro, incluindo previdência social e privada, suprindo, assim, todas as suas necessidades. 

Se garantir em diferentes fontes de renda ainda é a decisão mais acertada para o dia de amanhã!  

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Publicado por André Iunes

André Philippe Iunes é jornalista, especializado em marketing de conteúdo e digital, com mais de 20 anos de experiência. Já atuou em importantes veículos, como os jornais O Globo e Extra, além do portal Globo Cidadania, onde produziu conteúdo para os sites Globo Ciência, Globo Ecologia e Globo Universidade. Trabalhou como diretor de redação da revista Webdesign e editor executivo da revista Áudio, Música & Tecnologia, com várias coberturas internacionais. No mundo corporativo, desenvolve projetos para grandes empresas envolvendo estratégia de conteúdo digital.

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