Educação financeira familiar: como gerir as finanças

Por Paula Lopes

Primeiro semestre de 2020. Um novo tipo de coronavírus surge e desestabiliza e ameaça a saúde da população de todo o planeta alterando a lógica econômica e mercadológica que movimenta as engrenagens da sociedade. Sim, há crise e caos na economia dos países e de milhares de famílias. E sim, é necessário falarmos sobre educação financeira familiar.  

Esse artigo se faz ainda mais importante pois mesmo antes da crise desencadeada pelo COVID-19, a saúde financeira dos brasileiros já estava abalada com 65,6% de famílias em dívidas no cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnê de loja, prestação de carro e prestação da casa.

Este número, divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em dezembro de 2019, é o maior desde 2010 quando a pesquisa começou a ser feita. Sozinho fica complicado mudar essa situação. Para sair dessa só com a ajuda de todos da família.  

Vamos agora saber um pouco mais sobre a educação financeira familiar e entender como gerir as finanças com a participação ativa de toda a família? Além disso, descubra também algumas maneiras de economizar dinheiro e ter uma maior segurança financeira.

O que é educação financeira familiar?

A educação financeira familiar trata de envolver e integrar toda a família na gestão financeira de uma casa.

Traduzindo e simplificando ao extremo, a família tem que ganhar mais do que gasta e fazer o controle de seus gastos com disciplina, observar constantemente a necessidade de gerar novas fontes de renda e aproveitar cada ação do dia a dia como oportunidade para a redução de custos.  

Quais os benefícios da educação financeira familiar? 

O exercício da educação financeira familiar traz muitos benefícios para a família. Vamos conhecer alguns? 

Objetivos integrados

Na educação financeira familiar todos os membros da casa são ouvidos e as prioridades são acomodadas no planejamento da família. Aumenta-se as chances de todos se sentirem parte, engajados e assumem responsabilidade pelas conquistas. Além disso, o objetivo de economizar dinheiro, poupar ou investir, acaba por ser melhor atingido quando feito em família.

Estímulo à comunicação

Quando fica claro que todos têm algo a acrescentar e o posicionamento de um membro traz valor e pode agregar nos resultados, a troca de informações e a comunicação aumenta entre os membros da família. 

Mudança de hábito

Quando todos da família se unem e tornam-se vigilantes e mais integrados, é possível que mudanças de consumo aconteçam visto que periodicamente é feita uma avaliação financeira com intenção e critério. 

Dessa forma, a educação financeira familiar atua não só na área econômica, mas nas relações dos membros da família e também na forma como essas pessoas lidam com seus hábitos. 

Maior conexão e entendimento

A realidade das finanças é palpável e comum a todos e a família já sabe que pode e deve buscar soluções juntos. Com todos seguindo para o mesmo norte e cientes do que fazer e como agir frente a imprevistos, os impactos na estrutura familiar são reduzidos. 

Como você pode perceber a educação financeira familiar promove um ambiente mais estável. Com a família trabalhando junta, maiores são as chances de sucesso na gestão das finanças do lar. 

7 dicas de como gerir as finanças da sua casa 

Aproveite o momento e confira 7 dicas de como gerir as finanças da sua casa!

Tenha clareza dos benefícios 

As recompensas para os esforços individual e conjunto serão a maior motivação para que todos persistam e tenham disciplina para seguir o planejamento financeiro familiar e conseguirem ganhar, poupar e investir. Portanto, esses “troféus” devem ser definidos logo de início. Serão os sonhos e os desejos de todos da casa. 

Organize as despesas atuais 

Registre onde cada centavo de sua família é gasto. Das contas básicas como água, luz e aluguel, passando pelos gastos com educação, entretenimento e até o cafezinho ou saquinho de balas, nenhuma despesa pode ser ignorada. É essencial entender para onde o dinheiro está indo.

Existem vários aplicativos gratuitos e pagos com planilhas organizadas em categorias (educação, laser, alimentação, aluguel e outros), o que facilita visualizar onde se gasta mais. Esse levantamento pode te surpreender e é possível que você se assuste percebendo que gasta muito mais do que imagina em algumas categorias. Essa base servirá como ferramenta para a próxima dica. 

Defina objetivos com todos  

Como cada membro da família vai atuar ativamente? É preciso conversar com todos e tomar essa decisão junto. E é hora de usar a planilha construída na dica anterior para explorar uma possível mudança nas despesas – seja ela fixa ou variável – criando-se uma meta de economia mensal ou um limite de gasto para alguma categoria (ou todas).

Cada um deve se esforçar para cumprir sua parte no acordo. Será animador quando todos compreenderem o percentual da renda familiar que está sendo economizado por mês e como o dinheiro está sendo aplicado para tornar os sonhos definidos na primeira dica reais. 

Planeje as despesas futuras 

Prepare-se para as despesas fixas anuais (IPTU, IPVA, matrícula escolar, etc) poupando o dinheiro nos meses de menor gasto. Além disso programe as viagens e/ou férias familiares com antecedência para conseguir melhores preços em hotéis, passagens e ingressos. O diálogo aqui será essencial, afinal estamos falando de planejamento e decisões tomadas com antecedência em consenso. 

Estabeleça regras para reduzir gastos 

Esta dica é bem prática para todas as idades, principalmente as crianças menores. Aqui podemos citar como exemplos apagar a luz ao sair de um cômodo, reduzir o tempo no banho seja para economia de água ou gás, e definir um horário para desligar a TV.  

Eduque financeiramente as crianças 

As crianças devem estar cientes da situação financeira da família entendendo que suas demandas impactam no sucesso do orçamento da casa. Deixá-los à parte das crises financeiras é letal para sua participação nos desafios de redução de gastos e consumo.

Ensine, conforme a faixa etária, a poupar e investir um valor da mesada. Para os menores, o cofrinho é um recurso lúdico e bastante ilustrativo. Comprar brinquedos? Presentes? Somente em datas definidas. O “mamãe, eu quero!” não irá acabar mas a argumentação com as crianças fará mais sentido e a insistência será bem menor. 

Contrate seguros 

Com ou sem crise financeira, ninguém quer ser surpreendido por imprevistos. Nesse contexto, contratar um seguro de vida faz parte do planejamento financeiro familiar como item de proteção do patrimônio.

A última coisa que queremos é ver as economias de anos queimar em poucos meses. A Icatu entende bem desse assunto e pode ajudar você. Se quiser saber mais sobre seguro de vida antes de começar a montar seu planejamento familiar clique aqui. 

Esperamos que tenha aproveitado as dicas sobre educação financeira familiar. Sabemos que o desafio é grande e que exige disciplina, determinação e foco. Conseguir cumprir com alguma dessas dicas é um grande passo e é justamente nesse primeiro movimento que precisamos avançar. Fique certo que todo o esforço valerá.  

Publicado por Paula Lopes

Paula Lopes possui mais de 12 anos de experiência em curadoria e produção de conteúdo, gestão de canais, implantação de plataformas digitais, campanhas de engajamento e eventos motivacionais para o público interno de empresas de diferentes segmentos e portes.

Deixe seu comentário