O que é renda fixa? Quais as vantagens? - Blog Icatu Seguros

O que é renda fixa? Quais as vantagens?

O glossário do bom investidor tem muitos termos, alguns deles difíceis de decifrar. Por exemplo, o que é renda fixa CDB,RDB, LCI,LCA, Debêntures, entre tantos outros termos? O que eles têm em comum?

Assim como a poupança, eles são parte do universo dos investimentos em renda fixa, um tipo de aplicação que vem atraindo muitos investidores, principalmente os mais conservadores, que não abrem mão da segurança quando o assunto é investimento (aprenda a investir com 10 dicas incríveis!). 

Se você é do tipo de pessoa que quer investir o seu dinheiro, mas não quer arriscar tanto, algumas opções em renda fixa podem ser uma boa pedida. Mas, afinal, o que é renda fixa para os investidores? Quais riscos e benefícios esse tipo de investimento pode trazer, ainda mais em épocas de incertezas?

Confira a seguir que vamos tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto! 

Afinal, o que é renda fixa?  

Em poucas palavras, renda fixa se refere a todo tipo de investimento com rentabilidade previsível. Ou seja, na hora de aplicar, o investidor, que geralmente apresenta um perfil mais conservador para este tipo de investimento, tem conhecimento do prazo e da taxa de rendimento.

É possível, ainda, ter conhecimento do índice a ser utilizado na aplicação, que pode ser fixado, com base em algum percentual mês a mês, por exemplo, ou ter como referência a taxa Selic; o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), considerado o índice mais comum; a inflação, etc.

Como há certa previsibilidade do rendimento, esse tipo de investimento serve muito bem para aqueles que buscam mais estabilidade e segurança. Veja como investir seu dinheiro de forma diversificada.  

Quais são os tipos de renda fixa? 

Não basta entender o que é renda fixa, é necessário compreender seus diversos tipos também.

Agora que definimos o que é renda fixa, vamos direto ao ponto: quais os diferentes tipos? Certamente, você já ouviu sobre o assunto, ou, até mesmo, realizou aplicações em alguma modalidade com rendimento previsível, sendo a mais conhecida delas a poupança. E é dela que começamos a falar.  

Poupança 

Essa é uma das aplicações mais conhecidas do brasileiro, entretanto, nos dias de hoje, está longe de ser algo atrativo, até mesmo para os mais conservadores. É preciso lembrar que com base na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de diminuir a taxa Selic para 2% em agosto de 2020, o rendimento da caderneta de poupança ficou em 1,4% ao ano. Temos aí um problema, pois se a inflação estiver acima desse patamar, o dinheiro investido acaba perdendo valor.  

Tesouro Direto 

Para quem não conhece, o Tesouro Direto é um título emitido pelo Governo Federal, o que torna baixo o risco de operação para esse tipo de investimento. A sua rentabilidade é superior à da poupança e o que define o valor desse título é a projeção dos juros futuros no Brasil.

Ou seja, por um lado, quando existe projeção de que a taxa Selic subirá em um cenário próximo, o valor do Tesouro Direto desce, entretanto, apresenta maior rentabilidade. Por outro lado, se a projeção for de baixa dos juros, acontece justamente o contrário: o valor do Tesouro Direto sobe e o rendimento cai.   

CDBs e RDBs 

Emitido pelos bancos, CDB significa Certificado de Depósito Bancário. De forma resumida, é um investimento em renda fixa que atua como uma espécie de empréstimo que uma pessoa “concede” a um banco.

Como retorno, há uma taxa de rentabilidade, que é estipulada ao adquirir o CDB. Em geral, os CDBs que são emitidos por bancos de menor porte apresentam as melhores taxas de rendimento. O mesmo acontece quando os prazos de vencimento são maiores. 

Já o RDB é a sigla para Recibo de Depósito Bancário e, assim como o CDB, é um tipo de empréstimo feito pelo investidor para um banco, sendo, também, uma maneira de captar recursos por parte dessas instituições financeiras.

Tanto o CDB quanto o RDB possuem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Sendo assim, existe garantia no saldo de aplicações em até R$250 mil por CPF, ou CNPJ, caso haja inadimplência por parte da instituição que emitiu o título. Vale lembrar que ambos os investimentos têm incidência de Imposto de Renda sobre o rendimento, levando em conta uma tabela regressiva de alíquotas (de 22,5% a 15%). 

A diferença principal entre as duas aplicações é o fato de ser possível ao investidor negociar o CDB antes do seu vencimento. No caso do RDB, que é intransferível conforme regras do Banco Central, isso não é possível. 

Debêntures 

As debêntures são um tipo de investimento baseado em empréstimos concedidos pelo investidor, contudo, em vez de ser feito a instituições financeiras, como no CDB e no RDB, é dirigido a empresas.

Nesse caso, os juros das debêntures são maiores do que nos títulos emitidos pelos bancos, o que torna mais atrativa essa aplicação. Agora, um fato bem importante: é preciso se atentar à saúde e à solidez da empresa, já que as debêntures não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos

LCI/LCA 

Você já ouviu falar em Letras de Crédito Imobiliário? Elas respondem pela sigla LCI e são títulos emitidos por instituições financeiras, servindo como fonte de investimentos para o setor imobiliário. Nessa modalidade de aplicação, o investidor empresta seu dinheiro ao setor imobiliário, para, no futuro, recebê-lo corrigido.


O LCI, que é garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos, possui data de vencimento, sendo, dessa maneira, possível investir com previsão de rentabilidade do dinheiro. O indicado, neste caso, é pensar em objetivos de médio e longo prazos.  

Já as LCAs significam Letras de Crédito do Agronegócio e são títulos emitidos por instituições financeiras. É também uma espécie de empréstimo realizado pelo investidor, só que direcionado ao setor do agronegócio, com recebimento do dinheiro corrigido no futuro. É preciso ter em mente que a rentabilidade da LCA é definida, se prefixada, no ato da sua aquisição, ou posteriormente, no caso de ser pós-fixada. Por isso, é importante analisar o seu indexador. Assim como a LCI, a LCA é garantida pelo Fundo Garantidor de Créditos e quanto maior o seu prazo de vencimento, melhor sua rentabilidade

O que é renda fixa e variável? Qual a diferença?

Entender o que é renda fixa colabora com a decisão do melhor investimento de acordo com o seu perfil de investidor.

Esse é um ponto muito importante e que pode confundir alguns investidores de primeira viagem: qual a diferença entre o que é renda fixa e renda variável?

Conforme abordamos aqui, o investimento em renda fixa é uma modalidade de investimento cuja rentabilidade é previsível, sendo indicada para investidores mais conservadores e que buscam por maior segurança em seus investimentos.  

Já na renda variável, como é o caso do mercado de ações, por exemplo, não há essa previsibilidade sobre o retorno investido, sendo considerado um investimento de risco. Nesse cenário, os principais balizadores acabam sendo as previsões de mercado feitas por instituições, ou especialistas.

Ou seja:

  •  Se deseja segurança e previsão em sua rentabilidade ao longo do tempo, escolha a renda fixa.
  • e está disposto a arriscar, buscando ganhos maiores, porém sem garantias, a renda variável é uma opção.  

Quais as vantagens e desvantagens da renda fixa? 

Após entender o que é renda fixa e sua diferença entre a renda variável, é importante compreender suas vantagens e possíveis desvantagens.

Devido à sua maior segurança, a renda fixa é a modalidade de investimento mais procurada atualmente entre os investidores que não querem se arriscar.

 Conheça abaixo alguns dos seus atrativos.  

Retorno acima da poupança 

Há diferentes tipos de investimentos em renda fixa que apresentam rentabilidade bem superior à poupança. Só fique atento ao prazo para resgate, lembrando que os produtos com períodos maiores de investimento são os que tendem a apresentar melhor rentabilidade. 

Investimento seguro e diversificado 

Muitos investimentos em renda fixa são seguros, ainda mais os que possuem a garantia do Fundo Garantidor de Crédito, lembrando novamente que isso vale apenas para investimentos até R$ 250 mil por CPF, ou CNPJ. Se o banco porventura “quebrar”, seu investimento ainda continua a salvo até este valor.

Outro fator importante é a possibilidade de diversificação de aplicações devido à oferta de diferentes produtos de renda fixa, o que ajuda a tornar sua carteira de investimentos mais equilibrada e segura. 

Facilidade para aplicar 

Um dos pontos a favor dos investimentos em renda fixa é a sua praticidade e facilidade de aplicação. Dependendo da sua corretora, ou banco, as negociações podem ser feitas remotamente pelo computador ou celular, e não há necessidade de acompanhar seus investimentos com tanta frequência, como acontece mais comumente nas aplicações em renda variável.  

Pode começar com pouco e com liquidez 

Ao contrário do que muitos pensam, os investimentos em renda fixa podem ser iniciados com quantias menores, incluindo aplicações a partir de R$ 30, por exemplo. Outra vantagem é que existem produtos de renda fixa com liquidez diária. O resgate pode ser feito com base na necessidade do investidor, sendo importante no caso de retiradas emergenciais, por exemplo. 

Desvantagens da renda fixa 

Há, por outro lado, algumas desvantagens da renda fixa, sendo a principal delas a carência que alguns ativos podem apresentar. Nesses casos, o investidor fica impossibilitado de fazer sem custos o resgate precoce de seu investimento, arcando com multas. Além da carência, algumas aplicações possuem taxas e tributos. Sendo assim, fique atento e estude muito bem qual deseja investir.  

Agora que você conhece um pouco mais sobre o que é renda fixa e como funcionam os diferentes tipos de aplicação existentes, é possível avaliar qual se encaixa melhor no seu perfil de investidor.

Fique atento a detalhes importantes, como o prazo de carência, bem como a rentabilidade. E não se esqueça, diversificar sempre é uma boa prática quando o assunto é investimento.  

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Publicado por André Iunes

André Philippe Iunes é jornalista, especializado em marketing de conteúdo e digital, com mais de 20 anos de experiência. Já atuou em importantes veículos, como os jornais O Globo e Extra, além do portal Globo Cidadania, onde produziu conteúdo para os sites Globo Ciência, Globo Ecologia e Globo Universidade. Trabalhou como diretor de redação da revista Webdesign e editor executivo da revista Áudio, Música & Tecnologia, com várias coberturas internacionais. No mundo corporativo, desenvolve projetos para grandes empresas envolvendo estratégia de conteúdo digital.

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