De frente com o gestor: Conheça a Western - Blog Icatu Seguros

De frente com o gestor: Conheça a Western

Por blogicatu

Quando o assunto é investimento no exterior, muita gente tem mais dúvidas do que certezas. A primeira: como começar? Para responder a essa e outras perguntas, conversamos com Leonardo Gelbaum e Mauricio Lima, da Western Asset, gestora que lançou este ano um novo fundo de previdência com ativos estrangeiros em parceria com a Icatu.

Conheça a Western, gestora do novo fundo de previdência da Icatu com ativos no exterior

Em 1971, alguns clientes da Icatu nem sequer tinham começado a investir suas moedas em porquinhos de barro. Naquele ano, era criada a Western Asset, que hoje está presente em vários lugares ao redor do mundo e é responsável pela gestão de US$ 491,3 bilhões, sendo R$ 50 bilhões no Brasil.

Mesmo após 50 anos de atuação, a Western decidiu manter o foco na gestão de recursos – diferentemente de outras gestoras, que em algum momento começam a diversificar suas áreas de atuação. “Não fazemos atividades de seguradora, banco, cartão de crédito. Então, 100% dos nossos recursos e times estão voltados para gerir recursos”, explicou Leonardo.

Multimercado com investimentos fora do país

Em parceria com a Icatu, a gestoralançou em abril deste ano o Western Asset Global Opportunities Icatu, um multimercado que tem até 40% de investimentos no exterior – seu benchmark é o CDI.

A boa notícia para quem nunca investiu parte do seu patrimônio fora do país é que essa parcela de 40% é composta por renda fixa, um ativo muito mais conservador que ações, por exemplo.

Isso se explica, em parte, pela expertise da gestora: “Fora do Brasil, a Western é uma casa essencialmente de renda fixa e com gestão ativa”, contou Leonardo Gelbaum, executivo da área de atendimento ao cliente.

Os outros 60% que compõem o fundo de previdência também são ativos de renda fixa, mas locais: por exemplo, títulos públicos brasileiros e crédito privado.

Gestora tem atuação global

Além de ser especialista em renda fixa, a Western é “poliglota” nesse tipo de ativo: vai do inglês falado na Califórnia, Nova Iorque, Londres e Melbourne ao malaio, chinês e tâmil – línguas faladas em Singapura, onde a gestora também tem escritório. 

Durante a entrevista, Leonardo foi elencando as partes do planeta onde eles atuam. São ao todo oito países e nove cidades ao redor do mundo (Hong Kong, uma cidade-estado, deixa nossa conta um pouco mais difícil de ser feita). 

A Western também está em Zurique, Tóquio e São Paulo. “A gente consegue gerir recursos para os nossos clientes em qualquer um desses lugares”, destacou Leonardo. 

“A vantagem de você estar em vários escritórios e em diversos mercados é poder gerar inputs, tomadas de decisão e avaliação de cenário com pé nas geografias. Para o nosso produto, é primordial”, ressaltou Mauricio Lima, superintendente de produtos. 

Por que investir fora?

A primeira dúvida que alguns investidores devem ter é por que buscar alternativas de investimento no exterior. O primeiro motivo é diversificar, explica Mauricio: “Quando você para e pensa friamente sobre onde estão as melhores oportunidades de investimento no mundo, você acha que todas elas estão concentradas no Brasil? Acho que a resposta sempre vai ser: não.”

Ele citou o caso de um investidor que diversificou seus ativos, mas cometeu o erro de concentrar os investimentos todos no país: “Muita gente diz: ‘Mas eu tenho investimento na bolsa, tenho também NTN-Bs, tenho renda fixa e renda variável.’ Está certo, mas no fim das contas, você está torcendo para o Brasil dar certo. Se o Brasil der errado, você ‘apanha’ na bolsa, no pré, no crédito, de tudo quanto é lado. Então, ter exposição ao exterior é efetivamente ter uma diversificação.”

Para ele, é importante contrabalançar o risco-Brasil com o risco fora do país. “Você tem uma infinidade de opções no exterior. O mercado brasileiro é pequeno diante do mercado global, e é imaturo. Portanto, você tem que ir para fora, principalmente no que se refere a previdência.”

Para quem o fundo é indicado

Mauricio destacou que o fundo de previdência da Western é indicado para aquele investidor mais conservador, que quer pelo menos uma parcela dos seus recursos em renda fixa e que busca diversificação, sem concentrar 100% de seus investimentos localmente. 

“É para aquele investidor que está olhando para alternativas de investimento sem abrir mão do potencial de geração de retorno. Então, para o investidor de longo prazo, faz todo o sentido mandar uma parte dos recursos para uma exposição lá fora”, avaliou. 

Viés comportamental e juros altos

É natural que uma pessoa se sinta mais segura investindo apenas em seu próprio país. Esse comportamento, relatado em estudos de finanças comportamentais, é chamado de home bias – ou viés doméstico. Por isso, muitos brasileiros nem sequer cogitam a possibilidade de fazer investimentos em ativos fora de nossas fronteiras. 

Além dessa tendência comportamental, Mauricio acredita que sempre investimos pouco em ativos “gringos” por causa do nosso histórico de juros básicos altos. “Muita gente diz: ‘Mas brasileiro não sabe investir.’ Mentira. Brasileiro sabe investir. Se o investidor japonês ou o alemão tivessem 14% ao ano de taxas de juros locais sem risco de crédito como nós tínhamos três, quatro anos atrás, eles também teriam deixado 100% dos recursos deles em ativos locais. A questão é que essa realidade não existe mais.”

Renda fixa Global

Se sempre fomos conhecidos por sermos campeões mundiais de juros altos, a percepção do senso comum é a de que em países como os Estados Unidos a renda fixa não vale a pena, por causa dos juros muito baixos. Certo? Errado.

Para Mauricio, esse é apenas mais um mito: “Muita gente pensa: ‘Puxa, uma renda fixa no exterior está pagando zero de juro.’ Não, não é verdade. Desde que nossa estratégia começou, o mundo desenvolvido tem tido taxas de juros muito próximas de zero, e essa é uma estratégia que vem entregando algo como 9% ao ano para o investidor americano. Portanto, sem variação cambial”, afirmou.

Distância de problemas internos

Nos últimos meses, por conta de algumas crises no país, os investidores têm visto parte de seus investimentos andarem de lado, perdendo até para a inflação – como no caso da renda fixa. Já quem investe na bolsa tem sofrido com quedas sucessivas das ações. 

Esse seria mais um motivo para olhar para as oportunidades externas com maior interesse: “A gente sabe que o Brasil tem seus problemas: as questões fiscais, a turbulência política, uma incerteza sobre o caminhar institucional do país. E vamos entrar em um cenário eleitoral ano que vem bastante turbulento. Certamente, será uma eleição bastante volátil, incerta. Nesse contexto, ter uma boa parcela dos recursos exposta a mercados desenvolvidos e a possibilidade de sair dessa ‘barulheira’ eu acho que faz todo o sentido”, destacou Mauricio. 

A importância de diversificar

Para Leonardo, mesmo que o país estivesse em um momento de calmaria e otimismo, o indicado nunca é colocar todos os ovos na mesma cesta: “Independentemente da instabilidade institucional que a gente esteja vivendo ou vai viver neste ano eleitoral, diversificar é sempre bom em qualquer cenário. O fato de você aproveitar alternativas de investimento que não estão aqui no Brasil já é uma boa decisão de investimento em qualquer cenário, ainda mais em um turbulento.”

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