De frente com o gestor: Conheça a JGP - Blog Icatu Seguros

De frente com o gestor: Conheça a JGP

Por blogicatu

Continuamos com nossa série de entrevistas para ajudar você a entender mais sobre seus investimentos em previdência. Agora, apresentamos a JGP, uma das mais conceituadas gestoras de recursos do país.

JGP: orgulho do passado, sem perder de vista o futuro

A empresa responde pela rentabilidade dos fundos JGP Ações ESG 100 Prev Icatu e JGP Prev Multimercado Icatu. Conversamos com Evandro Mota e Ilan Parnes, dois sócios da gestora que fez fama no mercado graças aos seus fundos multimercado, e que vem investindo fortemente em tecnologia para a tomada de decisões.

Como tudo começou

Quando foi fundada, em 1998, o cenário no Brasil era bem diferente: a taxa básica de juros, a Selic, estava em 40,18%, e a cotação do dólar, R$ 1,11.

A JGP foi criada por ex-sócios do Banco Pactual que saíram da empresa para montar uma “casa” com foco em investimentos. Mas no início eles eram… clientes deles mesmos.

“Costumo brincar que quando uma casa é montada com o foco em ‘tocar’ recursos próprios, e não de terceiros, a única opção de direcionamento é fazer com que o montante seja acumulado com o passar do tempo – e isso fica impresso no DNA da gestora”, explicou Ilan.

Ele continuou: “Quando o seu dinheiro está em jogo, a filosofia é uma só: é você conseguir obter retorno ao longo do tempo, se preocupando muito com a consistência desses recursos e com a preservação de capital.”

Na equipe, muito entrosamento

Chama atenção o tempo que os membros da gestora trabalham juntos. Alguns, há 30 anos, desde o período no Banco Pactual, e muitos há 20 anos, desde o início da JGP. Evandro e Ilan trabalham há 10 anos lá. 

A JGP foi criada para ter um formato semelhante ao dos hedge funds norte-americanos. Gestoras desse tipo são bem versáteis, oferecendo aos clientes diferentes ativos e variadas estratégias, sempre com o objetivo de ter elevados retornos, independentemente da situação do mercado. 

Vinte e dois anos depois, a JGP tem hoje R$ 28,5 bilhões de ativos sob gestão, divididos em diversas estratégias. São quatro famílias de fundos: multimercados, crédito, ações e previdência – os fundos imobiliários estão prestes a serem lançados.

Investir com responsabilidade

Os clientes da Icatu têm à disposição algumas opções da JGP para diversificar seus investimentos. Entre eles, o primeiro fundo de previdência ESG do país disponível em plataformas de varejo, o JGP Ações ESG 100 Prev.

A novidade segue uma tendência dos últimos três anos: os investidores (incluindo grandes fundos de pensão) têm buscado cada vez mais ações que apresentem boas práticas nos quesitos ambiental, social e de governança – a sigla “ESG” vem do inglês Environmental, Social and corporate Governance.

Papéis tradicionais que não se enquadram nesses critérios, como Vale e Petrobras, geralmente ficam de fora da carteira de fundos desse tipo. No caso da JGP, por um critério atualizável ligado a casos de desastres ambientais e de corrupção recentes. No entanto, essas empresas podem passar a fazer parte se apresentarem melhoras satisfatórias na visão da gestora. Já ações de companhias de energia renovável, como Cosan e outras da mesma cadeia produtiva, como Sigma Lithium (no exterior), além de Natura e Mercado Livre, fazem parte do JGP Ações ESG 100 Prev.

Perguntamos aos entrevistados se eles acreditam que o crescimento dos fundos ESG pode levar empresas a se tornarem mais sustentáveis. Evandro acredita que sim: “Ou você se adapta a essa demanda, ou você está fora. Tem certas coisas que vieram para ficar. As empresas que não endereçarem essa mudança de alguma forma vão acabar sofrendo ao longo do tempo”, avaliou.

Já Ilan previu que as preocupações com os aspectos ambientais, sociais e de governança vão se tornar padrão. “Ao longo do tempo, o ESG vai se tornar tão indispensável, que, para a gente, no futuro as companhias vão querer ser ESG para receber investimentos. Fica cada vez mais difícil dissociar bons fundamentos ESG de boa lucratividade, boas oportunidades, menores riscos.”

Outro fundo disponível para os nossos clientes é um multimercado, o JGP Prev Multimercado Icatu, criado no fim do ano passado e que carrega toda a tradição de mais de 20 anos de gestão em multimercados. É um portfólio que replica a estratégia do primeiro fundo de previdência lançado pela gestora, em 2016.

A receita é diversificar

E por falar em multimercado, Evandro fez uma sugestão para os clientes da Icatu mais conservadores, que ainda não experimentaram uma diversificação maior em seus investimentos: existem ótimas opções no mercado além da tradicional renda fixa.

“A qualidade dos produtos que temos no Brasil, não vejo igual no mundo. Mesmo nos Estados Unidos, você tem os hedge funds, que poucos têm acesso, e os mutual funds. Aqui você tem os mesmos fundos disponíveis com investimentos a partir de R$ 5 mil, R$ 1 mil, em várias plataformas. Quando a gente fala de democratização de investimentos, isso para mim é nítido”, avaliou. 

“Na JGP, se você observar por exemplo o histórico dos multimercados, vai perceber que em cada ano o resultado vem de uma ‘caixinha’ diferente, de um ativo diferente. Então, não somos monotemáticos. Aproveitamos as oportunidades nos diferentes mercados à medida que elas aparecem”, completou Ilan.

Fundos multimercado investem ao mesmo tempo em vários tipos de ativo, como ações, câmbio e renda fixa, dependendo do cenário econômico e das oportunidades.

Antes de cada decisão, muita conversa

Uma das características que mais chama a atenção na JGP é o bate-papo diário que acontece entre os gestores de várias áreas, antes de cada tomada de decisão. Mas sobretudo a ausência de concentração de poder: lá existe uma espécie de colegiado no fundo de previdência. 

O modelo dos multimercados tradicionais da JGP é baseado no conceito de books, áreas de negócios que funcionam como pequenos fundos independentes. Mesmo assim, a troca entre os profissionais acontece todo o tempo: o time discute todas as escolhas. Mais do que fomentada, essa conversa acontece de forma bem natural. 

“O que a gente não gosta, e aí o motivo de a gente preferir mesmo o modelo de colegiado, é de uma decisão única. Porque às vezes você, sozinho, erra. E quando erra, erra grande. Faltam checkpoints nesse modelo”, explicou Evandro, se referindo ao formato que concentra o poder de decisão nas mãos de um só profissional. 

A gestora acredita que o modelo estimula a diversificação e a decisão compartilhada, reduzindo riscos. “A gente acha que tem uma seleção natural de ideias aí. E tem um saldo positivo para o portfólio”, avaliou Evandro, que faz parte do colegiado de gestores dos fundos de previdência. “Somos um time que já se conhece perfeitamente. O nível de confiança é 100%. É um modelo que foi se consolidando ao longo do tempo”, lembrou. 

De olho no futuro

Assim como vem acontecendo em outros mercados, o uso da tecnologia vem ganhando cada vez mais protagonismo na gestora. 

Ilan contou que a JGP tem investido em duas frentes: além dos critérios ESG, a outra é a tecnologia. “Hoje, a gente tem mais de 20 cientistas de dados e programadores dedicados à companhia. Não nos preocupamos só com os últimos 22 anos, mas também com os próximos 22.”

Há algum tempo, quando um gestor precisava, por exemplo, analisar os números de alguns países para decidir sobre um investimento, era necessário consultar um macroeconomista, que dedicaria tempo à tarefa. Essa consulta, que poderia se repetir algumas vezes durante semanas, sempre tomou um tempo importante do dia a dia dos profissionais, porque era necessário tratar os dados. 

Com a ajuda da tecnologia, todo esse trabalho vem sendo automatizado. Em alguns segundos, agora é possível ter acesso a essas informações com dois ou três cliques, nada a mais: “Hoje, nosso sistema tem mais dados até do que a própria Bloomberg. Porque a gente consulta a Bloomberg e outras várias fontes, depois trata de forma automatizada as informações, como gostamos de ver. Então, o analista tem muito mais tempo para analisar, porque não perde mais tempo tendo que montar esses dados numa planilha”, explicou Ilan. 

Nas áreas de pesquisa, que eles chamam de Núcleo de Inteligência Compartilhada, há macroeconomistas, analistas de empresas, analistas de crédito e cientistas de dados gerando diariamente insumos para a tomada de decisão dos gestores.

Evandro lembrou quando a JGP começou a apostar na tecnologia. “Essa decisão estratégica ocorreu há três anos. Quisemos tornar mais robusta nossa análise de dados e a forma como a gente busca esses dados. Começamos a automatizar processos, entender que tipo de informação consultamos com frequência. A tecnologia ajuda muito isso.”

Assim como os bons vinhos, a JGP tem usado o tempo a seu favor. Sinal de que é uma escolha acertada para quem quer garantir sua renda no futuro. 

Quer saber mais sobre a JGP? Acesse aqui.

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