De frente com o gestor: Conheça a Tork Capital - Blog Icatu Seguros

De frente com o gestor: Conheça a Tork Capital

Por blogicatu

Que tal conhecer uma gestora de recursos que une o conhecimento no mercado de ações à data science?
Gilberto Motta apresenta a gestora Tork Capital e conta detalhes do processo de investimento da gestora que é focada em ações.

Tork Capital: mix entre a experiência e tecnologia como aliada dos investidores

Para ajudar você a decidir sobre seus investimentos em previdência, apresentamos em nossa News mais um dos gestores parceiros da Icatu. Desta vez, vamos conversar com o sócio e COO da Tork Capital, Gilberto Motta. 

Fundada em 2018, no Rio de Janeiro, a Tork é uma gestora de recursos independente com foco em ações, que hoje administra R$ 4,7 bilhões.

Aqui na Icatu, eles são os responsáveis pelo Tork Icatu Prev I, que desde a sua criação, em agosto de 2020, acumula rentabilidade de 24,76% até 31 de maio de 2021.

É um fundo de ações do tipo long only, ou seja, o gestor investe em ações com foco na valorização das ações no longo prazo – diferentemente de outros tipos de estratégias de investimentos em ações, como o long biased e o long short, em que se esperam ganhos não apenas na alta, como também na queda dos valores das ações.

Tempo como aliado

Nosso bate-papo com o COO da Tork começa, é claro, com um tema comum tanto para quem tem um plano de previdência quanto para quem investe em ações: o longo prazo.

Ele cita como um dos principais benefícios de se investir em previdência o fato de, na Tabela Regressiva, o investidor pagar 10% de Imposto de Renda se permanecer com seus recursos por mais de 10 anos no plano.

“Você tem um ganho de quase 5%, comparado com os fundos abertos. Então, é um benefício muito grande, ainda mais no momento em que a gente tem juros no país de 3,5%. Fundos de ações tradicionais cobram 15% de imposto, mas previdência chega a cobrar apenas 10% após 10 anos na Tabela Regressiva, o que é uma vantagem muito interessante para quem está mirando ficar com o investimento por longos períodos. A previdência cada vez mais deveria estar permeando a tomada de decisão”, aconselha.

Usar o tempo como aliado dos investimentos para maximizar os ganhos é uma das especialidades da Tork Capital, conta Gilberto: “O nosso perfil de gestão é muito orientado no longo prazo. Olhamos para a qualidade do negócio onde a gente investe, muito para quem está tocando aquele negócio, quem são os executivos.”

Talvez por isso a gestora carioca não tenha preferência por empresas pequenas ou grandes: o que vale, para eles, é a solidez da companhia e a oportunidade de ganhos do papel ao longo do tempo.

Portfólio de ativos

De que forma a Tork Capital aloca seus recursos? Com R$ 4,7 bilhões sob gestão, Gilberto conta que existem três tamanhos de alocação no portfólio da casa: grande, intermediária e pequena.  

A Tork pode, por exemplo, alocar de 8 a 12% de seus recursos na ação de uma empresa que eles já acompanham há muito tempo, e que por isso tem sua confiança, como Lojas Renner (LREN3), Localiza (RENT3), Equatorial Energia (EQTL3) e Hapvida (HAPV3).

Na alocação intermediária, um ativo pode receber de 4 a 8% dos recursos: “São aqueles ativos de que a gente também gosta bastante, que têm um histórico legal, mas que ainda precisam provar algo”, pondera Gilberto.  

Já o menor percentual, de 0 a 4%, é reservado a ativos “em construção” (em estudo pela equipe), além de ações mais arriscadas, mas que podem trazer um retorno vantajoso para a carteira. 

Muitos desses papéis escolhidos pela gestora são chamados por eles de “compounders”: ativos de companhias com vantagens competitivas, geralmente traduzidas em rentabilidade mais alta, boas oportunidades de crescimento e uma gestão que sabe exatamente como aproveitar tudo isso.

Queridinhas da gestora

Desde a criação da Tork Capital, há três anos, duas ações não saem de sua carteira de jeito nenhum. São elas Natura (NTCO3) e Eneva (ENEV3). 

No caso da Natura, que em 2020 adquiriu a Avon e se tornou a quarta maior empresa de beleza do mundo, os motivos que fizeram a gestora manter posição mudaram ao longo do tempo. 

Durante a pandemia, por exemplo, em comparação com sua principal concorrente, o Grupo Boticário, a companhia se mostrou estar muito mais preparada para as vendas online, usando até o WhatsApp de forma efetiva. Resultado: aumento do lucro em um período extremamente adverso marcado não só pelo lockdown, como também pelo aumento do desemprego e a queda na renda da população. Enquanto isso, a concorrente via suas vendas encolherem cerca de 30%.

Investimento em bites e bytes

Entre os 23 funcionários da gestora, além dos tradicionais analistas e traders, há três pessoas dedicadas à data science. Sim, dados das mais diversas fontes – inclusive os gerados por likes e comentários nas redes sociais, além de avaliações de clientes em lojas de aplicativos – são usados para a tomada de decisão da equipe e, obviamente, para garantir a aposentadoria de vários de nossos clientes: “Temos foco bastante grande em tecnologia. Estar na vanguarda disso é muito importante para obtermos retornos acima da média”, destaca Gilberto.

Ele conta que, no modelo tradicional de análise, antes de se escolher um ativo, eram necessárias horas de conversas com o mercado: executivos, diretores e fornecedores, para que pudesse ser feita uma análise completa daquele setor ou companhia. 

Mas, com a evolução das ferramentas de tecnologia, isso mudou: “Uma série dessas perguntas, que tradicionalmente a gente fazia nessas conversas, conseguimos responder digitalmente, por meio de pegada digital”, revela Gilberto, fazendo referência às centenas de interações com as ferramentas de tecnologia que cada um de nós faz diariamente, e que vão deixando rastros por aí.

O trabalho desses três funcionários, que ele chama de “analistas do futuro”, é coletar esses dados, analisar e gerar informação para a Tork decidir em que empresas investir ou que ações não merecem sua atenção. 

Raio-X

Embora tenha três anos de existência, a Tork Capital conta com profissionais que estão há muitos anos atuando no mercado financeiro.

Uma espécie de “seleção”, com craques oriundos de várias gestoras da indústria de fundos de investimento. Alguns, com dez anos de experiência, vivenciaram bem de perto diversos momentos de alta e de baixa na bolsa.

O principal exemplo está no comando da gestora: é o sócio Marcelo Magalhães, que com mais de 20 anos de mercado, já passou por casas como IP – que você conheceu na News de abril –, MSquare (hoje VELT Partners) e JGP.

A Tork Capital é uma gestora fundamentalista. Isso quer dizer que, na hora de decidir sobre que ação comprar, são analisados fundamentos como a saúde econômica e o potencial de crescimento de uma empresa.

Além de fundamentalista, Gilberto conta que a Tork adota, majoritariamente, uma abordagem bottom-up. Em resumo, uma análise bottom-up (“de baixo para cima”) primeiro avalia uma empresa em detalhes, para só depois “subir”, ou seja, analisar o cenário macroeconômico ou a conjuntura em que a companhia está.

E, diferentemente do que muita gente pode achar, a explicação para o nome da empresa não está em nenhuma mitologia, mas logo ali, na sua garagem (ou nos livros de física do seu filho). Tork é o nosso conhecido torque, aquela força capaz de rotacionar um corpo sobre o qual ela é aplicada.

“A gente queria um nome forte, que justificasse muito do espírito do que a gente estava colocando para criar uma empresa de muito sucesso. E precisava de um torque grande no início, na largada, para atingirmos o que queremos”, recorda Gilberto, com orgulho dos resultados alcançados nesses anos. 

Veículos com bom torque são mais ágeis e capazes de retomar velocidade rapidamente. Virtudes necessárias em períodos como este, de retomada econômica.

Quer saber mais sobre a Tork Capital? Acesse www.torkcapital.com.br

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