Reserva de emergência: entenda a sua importância! | Blog Icatu

Reserva de emergência: entenda a sua importância!

Por Paula Lopes

egundo um estudo do Banco Mundial, a maioria dos brasileiros não tem uma reserva de emergência para garantir estabilidade financeira em momentos difíceis. Ainda segundo os dados recolhidos, cerca de 44% da população brasileira entrevistados considera muito difícil reunir a quantia de R$ 2.500 para alguma emergência.

Nesse sentido, a importância da reserva de emergência mostra-se cada vez menos reconhecida pela população brasileira. Porém, esse é um hábito/pensamento que pode ser mudado e sempre há tempo para isso.

Na vida, é certo, incidentes acontecem! E para se manter financeiramente saudável diante dessas situações, é necessária uma boa preparação. Por isso, se você ainda não tem uma reserva de emergência, confira os principais motivos para iniciar o quanto antes!

O que é reserva de emergência? 

A reserva de emergência é um montante de dinheiro guardado para momentos inesperados. Cabe aqui a perda de um emprego, o encerramento de um negócio,rendimentos menores do que o esperado, um acidente e gastos a mais com hospital ou remédios, por exemplo.

Podemos citar também um reparo emergencial na casa,carro ou ajuda financeira entre membros de uma mesma família. O destino deste dinheiro será sempre ajudar a superar uma situação crítica relativa à finanças.

A importância da reserva de emergência!  

Grande parte da população brasileira possui dificuldade em chegar ao fim do mês com sobra no orçamento. Podemos visualizar essa afirmação emuma pesquisa realizada pelo CNDL, juntamente com o SPC Brasil.

Esse estudo, de setembro de 2019, mostrou que 67% dos consumidores brasileiros não conseguem poupar nenhuma parte de seus rendimentos mensais, o que pode ser considerado preocupante em um país em que a população também não tem o costume de investir  

Ter uma reserva financeira para atravessar situações de crise, sem ter que recorrer a dívidas e empréstimos, é fundamental para uma vida saudável financeiramente. É certo que vamos nos deparar com momentos críticos na vida e, por isso, a reserva de emergência deve ser um pré-requisito.

 Por que não ter uma reserva de emergência e passar por imprevistos com mais tranquilidade, equilíbrio, segurança e menos impactos ou perdas significativas no padrão de vida, não é mesmo? 

Agora que você já sabe o que é uma reserva de emergência e sua importância, que tal aprender a calcular a sua? 

Como calcular a reserva de emergência que preciso ter?

Para que a sua reserva de emergência seja ideal, é importante fazer o calculo da maneira certa!

Os especialistas indicam que o valor acumulado de uma reserva de emergência deve ser o custo de vida da pessoa durante 6 meses. Repare que não estamos nos referindo ao salário, mas sim, às despesas mensais. O seu padrão de vida terá muita influência na composição desse valor. 

Um detalhe que pode variar, de pessoa para pessoa é o período sugerido que deve ser adaptado conforme o perfil do seu trabalho e sua empregabilidade. Por exemplo, para quem tem maior estabilidade no emprego, uma reserva de emergência de três e quatro meses pode ser suficiente. Já para autônomos, sem benefícios empregatícios, é necessário um período maior, em torno de 6 meses.  

Sempre leve em conta tanto o cenário macroeconômico quanto questões mais particulares, como exemplo, a sua facilidade de recolocação ou perspectiva de demissão. Em qualquer caso, quanto maior o valor, melhor seu preparo para uma eventualidade. 

 Cálculo da reserva de emergência 

O primeiro passo é organizar as contas e saber quanto você gasta por mês – sempre considerando os gastos fixos e aqueles que variam de mês para mês  

Considere como os custos fixos: aluguel, água, gás, TV a cabo, seguro de vida, plano de saúde, mensalidades de clube, escola, curso de idiomas, por exemplo.  Como custos variáveis, considere: supermercado, cartão de crédito, entretenimento e combustível. As despesas anuais como IPTU e IPVA podem ser divididas por 12 meses e o valor da parcela pode ser incluído no valor mensal. 

Se o total do seu custo mensal for de R$ 4 mil, sua reserva de emergência seria, pelo menos, 6 vezes esse valor, ou seja, R$ 24 mil. 

3 passos para criar uma reserva de emergência de excelência

Agora que você já aprendeu a calcular a reserva de emergência, o que acha de conferir 3 passos para criar uma? Acompanhe:

  1. Organizar as contas 

O primeiro passo é ter um controle detalhado das finanças, ou seja, saber de tudo o que se ganha (considerar o valor líquido já com deduções) e o que se gasta na família. Faça este registro por pelo menos três meses. 

Existem muitas planilhas gratuitas que podem ajudá-lo nessa organização,  inclusive a da Icatu Seguros. Para acessá-la, clique aqui! 

2. Definir um valor para poupar mensalmente 

Agora que você pode visualizar com clareza as oportunidades de economia e corte de gastos supérfluos, é hora de definir um valor fixo mensal a ser poupado ou um percentual da renda. Ao contrário do que muitos pensam, o valor da reserva financeira pode ser acumulado aos poucos, não é necessário ter o valor cheio logo de cara. O importante é que represente, de fato, seus custos mensais reais.   

3. Aplicar o dinheiro 

Criar uma reserva financeira não é tão complicado quanto parece, é só calcular o valor ideal, como ensinamos, e começar a poupar!

Este é um dinheiro que desejamos nunca usar. Porém, caso o dia chegue, a situação exigirá dispor do valor de forma imediata.

A primeira orientação é que o recurso seja aplicado em um investimento de baixo risco e alta liquidez. Outro ponto relevante é sua volatilidade, é desejado um investimento sem grandes picos ou variações, para não correr o risco de uma surpresa negativa. 

5 opções de investimentos para reserva de emergência 

Na reserva de emergência, a liquidez do investimento pesa mais que sua rentabilidade, e isso não significa fazer péssimas aplicações. Há quem decida dividir o valor entre algumas boas oportunidades. Veja algumas opções que sugerimos a você:   

1. Tesouro Selic 

O Tesouro Selic é ideal para a reserva de emergência porque tem liquidez diária e o resgate do dinheiro acontece em D+1. Ele também é considerado o mais seguro, visto que é um título do Tesouro Nacional e conta com a garantia do governo federal. 

Quem investe no Tesouro Selic empresta dinheiro para o governo financiar investimentos na saúde, educação e infraestrutura em troca de rentabilidade igual ao valor da própria taxa Selic (taxa básica de juros da economia).  Em razão da pandemia e da consequente crise econômica temos registrado os mais baixos índices desse indicador (cerca de 3% ao ano em maio).   

2. CDB 

O CDB (Certificado  de Depósito Bancário) são títulos emitidos pelos bancos.  Para fins da reserva de emergência,a opção ideal seriam os CDBs com liquidez diária que podem ser resgatados a qualquer momento, no mesmo dia que precisar. 

Sua remuneração acompanha o CDI (benchmark da renda fixa). Este investimento traz a vantagem de ser protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para valores até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. 

3. LCI ou LCA 

Estamos tratando agora de títulos de renda fixa do setor privado: LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). A rentabilidade equipara-se ao CDB, porém, o seu grande atrativo é a isenção de tributos e taxas.   

4. Fundos de renda fixa 

Os Fundos de Renda Fixa são uma opção de renda variável conservadora onde as carteiras são formadas com 80% do patrimônio, no mínimo, em títulos de renda fixa como o Tesouro Direto.  

Aqui a remuneração também acompanha as variações do CDI. Assim como a Previdência Privada, possuem a vantagem de contar com a administração de um gestor profissional, que busca sempre melhores rendimentos. 

Ao decidir por um fundo de renda fixa não perca de vista a liquidez. É importante escolher opções com resgate em D+1. Esta opção não é garantida pelo FGC. Portanto, deve-se analisar bem a reputação da instituição emissora. 

5. Fundos DI 

Esta alternativa de fundo de investimento tem sua composição feita com ativos de renda fixa indexados à taxa CDI. Importante ressaltar que possui taxas (administração e performance) e também não contam com a proteção do FGC.  

É necessário fazer reserva de emergência para uma empresa? 

Fazer a reserva de emergência é bom para ter uma maior estabilidade financeira.

Sim, é necessário. O cálculo de uma reserva de emergência para uma pessoa jurídica (empresa) pode seguir a mesma lógica que usamos para pessoa física. 

Os objetivos desta reserva para empresas mudam um pouco. O recurso pode ser utilizado não só em tempos de falta de capital de giro, como também em mudanças repentinas na economia, que afetam o abastecimento de insumos e a produção. Além disso, a reserva de emergência, nesse caso, também pode ser usada para aproveitar oportunidades de bons negócios, como modernizar maquinários ou expandir o número de funcionários em determinada época do ano.  

Agora que você entendeu a importância de ter uma reserva de emergência, comece a montar a sua o mais rápido possível e garanta estabilidade financeira para você e sua família. 

Gostou de aprender como calcular uma reserva de emergência? Então, sugerimos que leia também o artigo: Como sair da crise com planejamento financeiro?

Publicado por Paula Lopes

Paula Lopes possui mais de 12 anos de experiência em curadoria e produção de conteúdo, gestão de canais, implantação de plataformas digitais, campanhas de engajamento e eventos motivacionais para o público interno de empresas de diferentes segmentos e portes.

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