Seguro de vida e plano de saúde: eles se complementam?

Por Diana Dantas

A precariedade dos serviços públicos de saúde, assim como a dos de educação, são velhas conhecidas do brasileiro. Por mais que tenha havido avanços nos últimos anos, o SUS ainda carece de um aumento efetivo de capacidade, rapidez e qualidade de atendimentos, que a população espera e merece. 

No Brasil, segundo um estudo realizado pelo Serviço de proteção ao Crédito (SPC) e pela Confederação Nacional de Dirigentes lojistas (CNDL), cerca de  70%  das pessoas não possuem um plano de saúde particular. 

Grande parte dessas pessoas, pensando em ter mais segurança, gostariam de ter um, de acordo com um levantamento do Ibope, realizado a pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o plano de saúde é o 3° maior desejo do brasileiro.

A crise econômica, no entanto, reduziu ainda mais as possibilidades dessa vontade se concretizar. Ao contrário, mais de 2,8 milhões de pessoas cancelaram os seus contratos, segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS). Visto  isso, quem ainda, com muito custo, consegue pagar a mensalidade não quer aumentar a despesa doméstica, adquirindo um seguro de vida, categorizado como um gasto supérfluo. Ambos, no entanto, são bem diferentes e devem ser vistos como complementares, não como excludentes.

Para saber mais sobre como o seguro de vida e o plano de saúde são complementares, continue lendo o artigo!

Antes de dar alguns exemplos, vamos definir o que é plano de saúde e seguro de vida e ainda, o quanto eles mantém a sua segurança e de seus familiares. Acompanhe:

O que é plano de saúde e seguro de vida?

Para ficar seguro, é fundamental estudar as coisas que temos à nossa disposição, como por exemplo o plano de saúde e seguro de vida.

Com o propósito de ter mais segurança, seja própria, da família, ou em muitos casos, de ambas, o plano de saúde é um serviço oferecido para prestar assistência médica e hospitalar.

Segundo disposto na Constituição Federal do Brasil, a assistência médica à saúde é um direito de todos e um dever do estado, mas, na prática, quando mais precisa-se de um atendimento, na maioria das vezes, o que encontramos são filas enormes e prazos longínquos. Por isso, quem consegue, acaba recorrendo aos planos de saúde.

Já o seguro de vida, mesmo que com o mesmo propósito, de manter uma pessoa segurada e amparada, tem uma função diferente. Mas, complementar.

A principal função do seguro de vida é oferecer uma proteção financeira aos dependentes do segurado, casa algo aconteça a ele. Além dessa cobertura, que é a mais conhecida, os planos contam com coberturas extremamente completas e que adaptam-se as diferentes necessidades.

Agora que você já sabe o que é plano de saúde e seguro de vida e ainda, que o principal objetivo deles é manter as pessoas seguras, acompanhe alguns exemplos de como eles podem, na prática, se tornar complementares.

Como o plano de saúde e seguro de vida podem ser complementares?

Como você já viu acima, grande parte dos brasileiros se preocupam em manter a segurança da saúde, por isso, vamos trazer algumas das situações em que o plano de saúde e o seguro de vida tornam-se complementares, confira abaixo:

Morte

A primeira situação, mais óbvia, é em caso de morte do contratante. O plano de saúde cobre exames, médicos, internação e alguns tratamentos hospitalares.

Quando ocorre uma fatalidade, no entanto, a cobertura para por aí. A família é quem arca com todos os gastos do funeral, e o custo pode pesar bastante, dependendo do orçamento da casa. Essa é uma das situações em que o seguro de vida tem a capacidade de ajudar. Atualmente, a maioria das empresas oferece Assistência Funeral em todos os contratos.    

O enterro/cremação é apenas um dos primeiros gastos que a família do segurado tem após a sua a morte. O inventário costuma ser caríssimo, pois inclui impostos de transmissão, taxas de cartório, além de honorários de advogados.

A indenização de um seguro de vida pode cobrir todas essas despesas e ainda, auxiliar no pagamento das contas, que eram de responsabilidade do falecido. Além disso, a indenização do seguro não entra em inventário, pois é pago conforme designação do beneficiário, e não incide imposto de renda.

Doenças Graves (DG)

Os planos de saúde não cobrem todos tratamentos, cirurgias e despesas causados por uma enfermidade severa. O seguro de vida, contudo, pode ajudar a pagar esses gastos necessários, que, na maioria das vezes, não cabem no orçamento doméstico. A cobertura de DG, oferecida por diversas operadoras, garante uma indenização de até o valor total do capital contratado.

Os planos de saúde não cobrem todos tratamentos, cirurgias e despesas causados por uma enfermidade severa. O seguro de vida, contudo, pode ajudar a pagar esses gastos necessários, que, na maioria das vezes, não cabem no orçamento doméstico. 

A cobertura de DG, garante uma indenização até o valor total contratado em caso de diagnóstico de uma das doenças graves previstas no contrato da apólice.Esse dinheiro é capaz de aliviar o bolso e até, quem sabe, salvar uma vida, em casos de câncer, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência renal terminal e em situações em que um transplante de órgãos se faz necessário.

Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente (IPA)

Uma pessoa, que ficou inválida, por conta de acidente, normalmente, necessita de inúmeros tratamentos médicos e de reabilitação. Nem todos são cobertos pelos planos de saúde. A aposentadoria do INSS também costuma ser pequena, para arcar com os gastos de alguém que não pode mais trabalhar.

Novamente, o seguro de vida vem para suprir essa necessidade. O contratante, cuja a apólice inclui a cobertura IPTA, recebe uma indenização, proporcional ao grau de invalidez, em caso de perda, redução ou impotência funcional definitiva de um membro ou órgão, decorrente de acidente pessoal.

Por todos esses motivos listados, é importante entender que é preciso possuir um seguro de vida complementar ao plano de saúde. Os dois podem ser vitais para a saúde, o conforto e a tranquilidade da família.

Gostou de aprender como manter a segurança da saúde combinando um seguro de vida com um plano de saúde? Confira também o que significa ser um beneficiário do seguro de vida!

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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