Transtornos mentais: quais são e como preveni-los

Por Paula Lopes

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) transtornos mentais são caracterizados por uma combinação de pensamentos, emoções, percepções e comportamentos anormais. Pequenas alterações são comuns na vida, mas quando causam angústia significativa ou interferem no cotidiano, soa um sinal de alerta.  

A linha divisória entre ter determinados traços de personalidade e ter um transtorno pode ser tênue. Alguns pontos que balizam os padrões entre a normalidade e a doença são a gravidade dos sintomas, sua duração e a maneira como afetam a capacidade de funcionamento na vida diária. 

Quer entender melhor o que são os transtornos psicológicos e como detectá-los? Continue lendo esse artigo! 

Quem pode desenvolver transtornos mentais? 

Qualquer pessoa de qualquer idade pode sofrer transtornos mentais. Uma interação complexa de fatores (biológico, psicológico, hereditário e ambiental) pode contribuir para o seu desenvolvimento.  

Os principais transtornos mentais 

Você sabe o que é transtorno mental e como interfere na vida das pessoas? O conhecimento é um passo muito importante nessas situações. 

O terceiro item da lista de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU para serem alcançados até 2030, se refere explicitamente ao compromisso de alcançar uma cobertura universal de saúde que inclua “saúde mental e bem-estar”. 

Assim, parceiros mundiais trabalham juntos para demonstrar a necessidade de maiinvestimentos e atenção do poder público e da sociedade. 

Em 2018, um relatório da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) alertou sobre as estatísticas alarmantes: os transtornos mentais foram apresentados como responsáveis por um terço das incapacidades nas Américas, estando a depressão e a ansiedade no topo da dessa lista. 

Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou informações igualmente preocupantes. Neste relatório, o Brasil aparece em primeiro no ranking de transtornos depressivos na América Latina, com 12 milhões de brasileiros sofrendo dessa condição. 

Nosso país também ganha outro primeiro lugar, agora no ranking mundial de ansiosos, contabilizando 19,4 milhões sofrendo desse transtorno (9,3% dos brasileiros). 

Vamos conhecer agora os principais transtornos mentais? 

Depressão 

OMS e a OPAS estimam que 300 milhões de pessoas são afetadas por essa condição no mundo, fazendo dela uma das mais comuns. 

A depressão é caracterizada por tristeza, perda de interesse ou prazer, sentimento de culpa, baixa autoestima, sono e apetite alterados, cansaço e falta de concentração.  

Mais comum em mulheres, costuma afetar a química do cérebro e se dá pela alteração no neurotransmissor serotonina. Suas causas podem ter fatores bem variados, como a genética, eventos traumáticos da vida, viver em um ambiente social nocivo, uso de remédios ou abuso de substâncias. 

Ansiedade 

Os transtornos de ansiedade são caracterizados por uma sensação de desconforto, tensão, medo ou mau pressentimento, que são muito desagradáveis e costumam ser provocados pela antecipação de um perigo ou algo desconhecido. 

As formas mais comuns de ansiedade são a síndrome do pânico e as fobias que prejudicam tanto por afetar a vida social e emocional da pessoa, como por provocar sintomas desconfortáveis, como palpitação, suor frio e tremores 

Além da psicoterapia, recomenda-se a realização de atividades físicas ou meditação. Cerca de 37% da população convivem com o transtorno sem procurar tratamento. 

Transtorno Afetivo Bipolar 

Este transtorno afeta cerca de 60 milhões em todo o mundo e consiste em episódios alternados e prolongados de mania/euforia e depressão. 

As pessoas que têm episódios de mania, mas não experimentam episódios depressivos, também são classificadas como tendo transtorno bipolar. Os episódios de mania envolvem humor elevado ou irritado, excesso de atividade, autoestima inflada e uma menor necessidade de sono.

Esquizofrenia 

É o principal transtorno psicótico caracterizado como uma síndrome que provoca distúrbios da linguagem, pensamento, percepção, atividade social, afeto e vontade. É mais comum em jovens, no final da adolescência, apesar de poder surgir ao longo de outras idades. 

Alguns dos sinais e sintomas mais comuns são alucinações, alterações do comportamento, delírios (falsas crenças ou suspeitas firmemente mantidas mesmo quando há provas que mostram o contrário), pensamento desorganizado, alterações do movimento ou afeto superficial, por exemplo.  

É necessário o acompanhamento psiquiátrico e fundamental a orientação à família e o seguimento com outros profissionais da área de saúde, como psicologia, terapia ocupacional e nutrição. 

Transtornos alimentares

Mais comum entre os jovens, os dois principais distúrbios alimentares são a anorexia nervosa (perda intencional de peso e recusa a se alimentar) e a bulimia (ingestão de grandes quantidades de comida e, em seguida, tentativa de eliminar as calorias de forma prejudicial como vômito, uso de laxante ou exercícios em excesso). 

Existem outros distúrbios alimentares e nenhum possui um tratamento simples para a cura. É necessário contar com psiquiatra, psicólogo e nutricionista. Grupos de apoio e aconselhamento podem ser boas formas de complementar o tratamento 

Como evitar transtornos mentais? 

Os transtornos mentais podem ser evitáveis, mas nem sempre isso acontece. Nesses casos, você deve fazer um tratamento da melhor forma. Consulte um psiquiatra! Para quem já sofreu com algum transtorno mental, o apoio social, a proximidade e contato com a família, amigos e grupos terapêuticos fazem toda a diferença na cura. 

Porém, mesmo com o distanciamento social, você pode atuar para cuidar de sua saúde mental. 

Confira nossas recomendações abaixo, todas pensadas para esse período da pandemia da COVID-19. Vamos lá! 

  1. Mantenha contato com familiares e amigos, mesmo que seja por videoconferência, aplicativos de mensagens, ou como for possível; 
  2. Durma bem e cuide do seu corpo; 
  3. Não use tabaco, álcool ou outras drogas para lidar com suas emoções;
  4. Se você se sentir sobrecarregado, converse com um profissional de saúde, assistente social, ou outro profissional ou pessoa confiável próxima de você; 
  5. Use livros, filmes, música e jogos para exercitar a mente e manter a distração; 
  6. Respire, concentre sua atenção no presente e viva um dia de cada vez; 
  7. Use fontes confiáveis para obter informações, como o site da Organização Mundial da Saúde. 

Vivemos uma drástica mudança na rotina individual, familiar e de toda a sociedade e o cuidado com a saúde física e mental é um investimento com retornos garantidos que nunca deve parar. 

Cuide-se sempre, faça uso das recomendações e fique calmo, vai passar! Aproveite para ler também sobre a importância do distanciamento social nesse período. 

Publicado por Paula Lopes

Paula Lopes possui mais de 12 anos de experiência em curadoria e produção de conteúdo, gestão de canais, implantação de plataformas digitais, campanhas de engajamento e eventos motivacionais para o público interno de empresas de diferentes segmentos e portes.

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