Fundo de investimento ou plano de previdência. Qual é o melhor?

Por Diana Dantas


Fundo de investimento financeiro ou plano de previdência privada? A dúvida é comum a quem decide investir seu dinheiro, mas a resposta varia conforme o objetivo de cada um. Se a intenção for aplicar as sobras do orçamento para uso no curto prazo, talvez a melhor opção seja um fundo de investimento (ou até mesmo a velha caderneta de poupança).

Mas se a ideia for planejar a aposentadoria, realizar um projeto a longo prazo ou constituir um patrimônio para o futuro, o plano de previdência apresenta inúmeras vantagens.

Confira algumas delas:

O plano de previdência não sofre a retenção do Imposto de Renda semestral, conhecido como “come-cotas”, que abocanha 15% dos ganhos dos fundos de investimento a cada mês de maio e novembro.

Também é o único a oferecer a possibilidade de dedução das contribuições realizadas na Declaração Anual de Imposto de Renda até o limite de 12% da renda bruta anual tributável (no caso de quem contrata um Plano Gerador de Benefício Livre – PGBL e declara pelo modelo completo).

Para quem mantém os recursos investidos por mais de 10 anos num plano de previdência com base na tabela regressiva, a alíquota de Imposto de Renda que incide sobre o resgate é de apenas 10%, contra a alíquota mínima de 15% cobrada num fundo de investimento.

A diversidade não é privilégio exclusivo dos fundos de investimento. Há planos de previdência privada voltados para os mais diversos perfis de investidor, do mais conservador ao mais arrojado. É possível escolher, por exemplo, entre um plano que invista 100% dos recursos em títulos de renda fixa, um que aplique até 49% dos ativos em renda variável (Bolsa de Valores) e vários outros com diferentes composições de carteira.

O cliente pode movimentar livremente seus recursos entre planos (sempre de mesma natureza, PGBL ou VGBL) sem que haja incidência ou retenção de Imposto de Renda. Esta “portabilidade interna” não zera a contagem de tempo da tabela regressiva de imposto de renda cobrada no caso de resgate dos recursos (que varia de 35% para períodos de acumulação de até dois anos a 10% para períodos a partir de 10 anos).

Ou seja, alguém que já contribuiu durante 10 anos para um plano VGBL, com base na tabela regressiva, permanece com o direito a fazer resgates pagando a alíquota mínima de 10% de IR, mesmo após solicitar a mudança de parte ou da totalidade dos recursos de um plano para outro. Esta mesma operação entre fundos de investimento leva, obrigatoriamente, ao reinício da contagem da tabela de IR.

Ao contratar um plano de previdência, o investidor pode optar pelo resgate da reserva acumulada ou pelo recebimento de uma renda mensal vitalícia. Neste caso, se o segurado viver mais do que a média prevista, a seguradora arca da mesma forma com os pagamentos fixos mensais até a sua morte, mesmo que a sua reserva acumulada tenha sido de valor inferior ao necessário. Um fundo de investimento não oferece a opção de recebimento de renda mensal vitalícia.

A possibilidade de a contribuição mensal ao fundo de previdência ter valor fixo e ser automática – normalmente via débito em conta ou no cartão de crédito – ajuda o investidor a ter disciplina para continuar a investir.

Como geralmente tem um objetivo financeiro a ser cumprido – que pode ser a aposentadoria ou qualquer outro projeto de longo prazo – o plano de previdência acaba inibindo a realização de resgates antecipados. Tal efeito “psicológico” não é percebido com a mesma intensidade no caso dos fundos de investimento.

Um plano de previdência privada pode ainda ser usado com a finalidade de planejamento sucessório, pois o valor investido não entra obrigatoriamente em inventário, sendo repassado diretamente aos herdeiros.

Ainda em dúvida? Então clique aqui para saber mais detalhes sobre os planos de previdência privada da Icatu Seguros. Aproveite e faça também uma simulação.

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.