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Tripé dos investimentos

Por blogicatu

O que você leva em conta na hora de escolher um fundo de previdência ou outro tipo de ativo: a rentabilidade, o risco ou a liquidez?

E se a gente contar para você que o ideal é não só avaliar um desses fatores, mas os três ao mesmo tempo?

O chamado tripé dos investimentos – também conhecido como tripé financeiro – é um conceito que pode ajudar você na hora de escolher onde aplicar seu dinheiro.

É óbvio que o sonho de todo mundo é achar uma opção com ótima rentabilidade, baixíssimo risco e alta liquidez. A má notícia é que esse investimento não existe. A boa notícia é que dá para criar uma carteira de investimentos de forma a balancear cada “perna” desse tripé.

Por exemplo: uma carteira com ações (mais risco, mas com chance de maior rentabilidade), renda fixa (liquidez e rentabilidade média, com baixo risco) e até a boa e velha poupança (alta liquidez e baixíssimo risco, mas com menor rentabilidade).

Mas o que está por trás de cada item do tripé dos investimentos? Vamos lá.

Liquidez

É a velocidade com que você consegue transformar seu ativo em dinheiro vivo. Explicando: dinheiro na mão é liquidez máxima. Uma casa na serra é menos líquida que um apartamento na capital.

Em quanto tempo você poderia sacar seus recursos se precisasse deles? A resposta vai mostrar a liquidez do investimento.

Rentabilidade

Essa é fácil, não é? Basta só olhar o histórico de rentabilidade da opção nos últimos 12 ou 36 meses e… Nem tanto.

Um famoso mantra do mundo dos investimentos diz que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

Outro fator importante para avaliar a rentabilidade é saber a diferença entre a rentabilidade nominal e a real. Considere sempre a real, que é aquela já descontada da inflação.

Risco

Risco é o grau de incerteza sobre a rentabilidade de um investimento. Quando você aplica seu dinheiro, pode ser que a quantia renda o suficiente para cobrir a inflação no período (o que é bom) ou para acompanhar a inflação e ainda ter ganho real (o que é ótimo, não é mesmo?).

Mas há ainda casos em que a rentabilidade fica abaixo do esperado. Aí, é possível perder parte do que foi investido (o que é ruim) e até mesmo ver as perdas ultrapassarem o valor do investimento original – o que esperamos que nunca aconteça.

Toda aplicação financeira tem algum grau de risco. E não adianta nem mesmo deixar o dinheiro embaixo do colchão. Há o risco de a inflação diminuir o seu poder de compra e até mesmo de que algum incidente doméstico acabe transformando o “investimento” em pó.

Por isso, na hora de investir, devemos sempre avaliar três fatores: o risco, a rentabilidade (que é o retorno esperado) e a liquidez (o prazo de retorno).

Quais são os tipos de risco?

Risco de crédito: Relativo ao pagamento dos seus rendimentos. Pode ser que o banco quebre, não honrando o pagamento de seus títulos. Ou que alguma empresa tenha problemas, afetando o pagamento de suas debêntures.

Risco de liquidez: Nem sempre é possível transformar seu ativo em dinheiro de forma rápida. Isso pode gerar um problema de liquidez. É necessário avaliar esse tipo de risco previamente.

Risco de mercado: Você já deve saber, mas vamos lá. O mercado financeiro vive de oscilações, o que pode trazer para você ótimos ganhos. Mas também perdas, se o preço dos seus ativos caírem.

Entender o que é risco é importante para você fazer escolhas mais acertadas, não importa se tem ou não um plano de previdência privada, um fundo de investimento em ações, CDB etc. Especialistas em mercado financeiro afirmam que investimentos com uma pitada maior de risco podem proporcionar também maior rentabilidade, sobretudo no longo prazo.

Perfil de Investidor

Uma boa carteira de investimentos é aquela que leva em conta esses três fatores além do seu perfil de investidor. Ou seja, além do risco, da liquidez e da rentabilidade, é importante avaliar também seus objetivos, seu momento de vida e sua capacidade financeira e patrimonial. Com essas informações claras será mais fácil fazer a calibragem ideal da sua carteira de investimentos.

Afinal, pode ser que você seja conservador: não esteja disposto (ou tenha estômago) para correr riscos em busca de maior rentabilidade. Nesse caso, seria necessário escolher investimentos de baixo risco.

É possível que você esteja no meio e seja moderado: aquele que busca o equilíbrio entre o risco do investimento e a rentabilidade. Nesse caso, a recomendação é buscar produtos financeiros de médio risco ou criar um mix de investimentos de maior e menor risco.

Quem sabe você tem apetite maior por rentabilidade… Nesse caso, estaria disposto a fazer apostas mais arriscadas e seria considerado um investidor agressivo.

De qualquer forma, é importante entender exatamente qual seria o seu perfil de investidor.

Gostou de aprender sobre o tripé dos investimentos? Que tal ler também sobre os diferentes tipos de investidores e descobrir qual é o seu perfil?

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