O que são ativos financeiros? Entenda isso e mais!

Por Alessandra de Paula

Se você deseja investir no mercado financeiro, antes de mais nada, é importante ter  conhecimento sobre os diferentes ativos financeiros que existem. Dessa forma, estará mais preparado para buscar informações que ajudem nas escolhas certas, lidando da melhor maneira com eventuais mudanças no cenário econômico.

Nesse artigo, vamos apresentar alguns dos diferentes tipos de ativos financeiros. Acompanhe, a seguir! 

O que são ativos financeiros? 

Na prática, os ativos financeiros são os produtos negociados no mercado financeiro, cuja principal referência é a Bolsa de Valores. Nesse contexto, os ativos são conhecidos como “ativos de papel”. Ou seja, diferente de uma propriedade, como um imóvel, por exemplo, os ativos financeiros são intangíveis.

Os papéis da documentação relacionados aos ativos financeiros são o único aspecto físico que eles possuem. Entre os principais ativos, estão ações, moedas e câmbios, títulos privados e públicos, entre outros que vamos abordar aqui. 

Como utilizar um ativo financeiro? 

Para adquirir e gerenciar um ativo financeiro, vários fatores devem ser levados em conta. Vamos a eles: 

  • Faça um planejamento e reflita se os aportes necessários para manter os ativos cabem no seu orçamento;

  • Reserve um tempo para identificar os investimentos mais promissores, de acordo com seu perfil (conservador, moderado, ou arrojado);

  • Será que o ativo que você quer tem boa rentabilidade? Sempre leve esse fator em consideração;

  • Investimentos de curto prazo tendem a oferecer menores rendimentos. Investimentos de longo prazo podem trazer rendimentos maiores, no entanto, podem apresentar baixa liquidez;

  • Diversifique seus investimentos, dessa forma, você diminui os riscos e pode aumentar as chances de ganhos;

  • É fundamental avaliar os custos dos ativos financeiros – verifique a taxa de administração, taxa de performance e imposto de renda, além de outros custos, se houverem; e

  • Alguns investimentos, como ativos em renda fixa, têm garantia do Fundo Garantidor de Crédito. A vantagem, nesse caso, é que há a possibilidade de devolução do valor investido em caso de falência, ou calote (no máximo R$ 250 mil por CPF). Já os títulos públicos federais não têm garantia do Fundo Garantidor de Crédito, porém, são seguros, pois são de responsabilidade do Governo Federal.  

Como classificá-los?

De forma simplificada, podemos classificar os ativos financeiros em ativos de renda fixa e ativos de renda variável, como veremos a seguir: 

Ativos de renda fixa

Entre os ativos financeiros de renda fixa mais conhecidos, estão: 

Fundos de renda fixa  

Título cujo rendimento é conhecido previamente (juro prefixado), ou ainda que depende de indexadores (inflação, taxa de juros, taxa de câmbios…).  

Certificado de Depósito Bancário (CDB)  

Depósito feito em banco, que oferece ao investidor juros como rentabilidade. 

Debêntures  

É aquele título que permite a você emprestar dinheiro para empresas, e ser remunerado por meio de juros prefixados, ou pós-fixados.  

Letras de Câmbio (LC) 

É um título de crédito feito por escrito, vinculando uma ordem de pagamento de uma pessoa para outra.  

Ativos de renda variável  

Entre os ativos de renda variável mais conhecidos, estão: 

Ações  

Partes que formam o capital de uma empresa aberta, com possibilidade de serem negociadas na Bolsa de Valores

Fundos multimercados  

É uma categoria de fundo de investimento que reúne aplicações de diferentes ativos, como renda fixa, ações e câmbio, por exemplo.  

Fundos imobiliários  

Caracterizados pela reunião de investidores que se unem para comprar, ou construir um imóvel. Dessa forma, ao investir em fundos imobiliários, você passa a ser proprietário de um ou de vários imóveis que constituem aquele fundo.  

Derivativos  

São os instrumentos financeiros cujo preço de mercado deriva do preço de mercado de determinado bem, ou de outro instrumento financeiro. Ou seja, na prática, é um ativo financeiro que oscila de acordo com outro ativo.  

Qual a diferença entre títulos públicos e privados?

Para investir da maneira certa é essencial esclarecer as principais dúvidas sobre ativos financeiros e investimentos.

Quer saber se existe diferença entre um título público e um privado? Então, acompanhe abaixo:

Títulos públicos  

São os ativos financeiros classificados no segmento de renda fixa, que têm como finalidade a captação de recursos para o financiamento da dívida pública e serviços públicos. O Tesouro Direto é o programa de investimentos oferecido pelo Governo Federal em parceria com a Bolsa de Valores. Por meio dele, o investidor pode adquirir títulos da dívida federal.  

Títulos privados 

São aqueles emitidos por empresas privadas com o objetivo de captar recursos com prazo e rendimentos pré-determinados, como, por exemplo, o Certificado de Depósito Bancário (CDB), letras de câmbio, letras hipotecárias e debêntures.  

Ativos e passivos financeiros: quais as diferenças entre eles? 

Ativos financeiros são os bens e posses que podem gerar renda, como, por exemplo, o investimento em ações. Já os passivos financeiros são os itens que geram algum custo, de manutenção, ou gasto. Contas da casa, incluindo gás e telefone, são exemplos de passivos.  

Vantagens e desvantagens dos ativos financeiros 

O objetivo primordial dos ativos financeiros é gerar renda. Vale destacar que os valores envolvidos no uso de ativos estão relacionados com a capacidade de liquidez. Na prática, isso significa que você pode transformá-los em dinheiro, pelo valor de mercado.  

Ter uma reserva de emergência pode contribuir para preservar o seu capital, caso precise de liquidez. Ou seja, a lição que podemos tirar disso é que o mais importante é diversificar os investimentos, já que cada ativo financeiro tem seus riscos e recompensas.  

Entendeu o que são ativos financeiros? Esperamos que esse artigo tenha te ajudado, contribuindo para que faça as escolhas certas.  

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Publicado por Alessandra de Paula

Alessandra de Paula tem mais de 15 anos de experiência em produção de conteúdo e pesquisa jornalística. Integrou a equipe de Comunicação do Ministério da Cultura, e trabalhou em grandes empresas do Rio de Janeiro, como O Globo, Extra, Jornal do Brasil, Jornal do Comercio, CDN, In Press e SRCOM, realizando diversas coberturas, incluindo Olimpíadas e Paralimpíadas Rio 2016, e Réveillon de Copacabana. Também produziu conteúdo para sites da Rede Globo.

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