O que são profissões de risco e como se manter seguro? | Blog Icatu

O que são profissões de risco e como se manter seguro?

Por Diana Dantas

Devido à natureza perigosa de certas atividades, alguns trabalhos são de difícil proteção, sendo conhecidos como profissões de risco. Essas atividades laborativas são mais perigosas que as demais e, por isso, requerem proteções específicas. Para dar um exemplo, o Brasil foi o 4° país com mais mortes registradas durante atividades laborais no ano de 2017, o que torna as proteções para profissões de risco ainda mais imprescindíveis. 

Pilotos de avião, mergulhadores e motoboys são apenas alguns dos profissionais que vivem diariamente sob risco. Para essas pessoas, o friozinho na barriga ao decolar um avião ou, entrar no fundo do mar é muito comum, principalmente, com anos de trabalho. Porém, uma proteção especial não deixa de ser importante mesmo com o costume da profissão.

Para os familiares desses trabalhadores a situação também é delicada. Além de lidarem com a tensão presente nessas profissões, sem saber se seus entes queridos chegarão bem em casa, eles ainda precisam lidar com a incerteza financeira que um acidente causaria, pois muitas vezes a saúde financeira da casa depende desses profissionais.

Isso ocorre porque as empresas podem rejeitar pedidos de seguro de vida de ocupações que envolvam alta periculosidade, como as de policial, montador de andaimes, garimpeiros e etc. Dessa forma, quem exerce essas atividades precisa ser ainda mais cuidadoso com seu planejamento financeiro e encontrar outros meios para prover a família em situação de morte ou acidentes.

Se você trabalha em uma das profissões de risco e deseja entender como se proteger melhor financeiramente, continue lendo!

Profissões de risco: como identificar? 

No geral, pode-se considerar profissões de risco:

  • Profissões no setor madeireiro;
  • Profissões no setor de extração mineral;
  • Profissões no setor de extração de petróleo;
  • Profissões relacionadas à componentes químicos.

No entanto, listar as profissões de risco pode ser um trabalho complicado devido a enorme variedade de fatores ligados ao risco, como ambiente, situações e produtos expostos ao profissional. 

Nem mesmo a Organização Mundial do Trabalho possui um estudo global que aponte exatamente quais são as profissões com maiores índices de óbitos, doenças ocupacionais ou acidentes de trabalho. Ou seja, não há dados concretos que comprovem quais são as maiores profissões de risco no mundo.

Porém, no Brasil, segundo dados do Ministério do Trabalho, o trabalho de risco com maior número de vítimas fatais está no setor madeireiro, com 37 óbitos para cada 100.000 empregados. Essa atividade também foi apontada como a mais perigosa em pesquisas americanas, onde um operador de serras tinha uma chance de morrer em serviço 20 vezes maior que a média dos trabalhadores de outros setores. 

Além disso, ocupações ligadas à extração mineral, categoria que reúne duas das profissões de maior risco: extração de petróleo e mineração subterrânea, possuem elevado nível de fatalidades, com o número de mortes chegando a 29 para cada 100.000 óbitos.

Porém, existem outras questões para avaliar profissões de risco que dificultam um possível levantamento, como problemas de saúde a longo prazo que podem ser causados por exposições.

Vale a pena trabalhar em profissões de risco? 


Segurança é necessária mesmo em profissões de risco. Busque se manter seguro!

Muitas vezes, as profissões de risco acabam sendo recompensadas com um salário bem acima da média, garantido através de regulamentações de lei, como o adicional de periculosidade. Com isso, é natural se questionar se vale ou não a pena trabalhar em profissões de risco, considerando seus riscos e seus benefícios.

Para pessoas que não se importam de se arriscar e buscam um salário acima da média, as profissões de risco podem ser uma boa alternativa para o mercado de trabalho, desde que todos os cuidados necessários sejam atendidos, como uso de equipamentos de proteção.

Alternativa para profissionais de risco

Como os planos de Seguro de Vida costumam recusar a cobertura para pessoas que trabalham com profissões de risco, uma boa opção para esses profissionais se sentirem seguros é fazer uma previdência privada, pois o contratante tem a possibilidade de indicar um beneficiário, protegendo o mesmo de possíveis problemas. 

Assim, em caso de ausência, a pessoa pode destinar o dinheiro aplicado a algum parente. O melhor é que o capital não fica preso no inventário, dando liquidez ao herdeiro para arcar com os custos da sucessão patrimonial, que costuma ser altíssimo.

Entre as despesas de um processo de inventário estão os honorários dos advogados; as taxas de cartório; e o pagamento do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), que varia de estado para estado, mas pode chegar até 8% do valor total dos bens. Todos esses gastos são capazes de afundar com o orçamento doméstico de uma família.

Outro destino da quantia poupada, por exemplo, pode ser a continuidade dos estudos dos filhos, já que esse é um dos legados mais importantes e mais caros a se deixar. Segundo os dados do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (INVENT), os gastos com os filhos das famílias brasileiras podem chegar em até R$ 2 milhões durante os primeiros 23 anos de vida. 

Desse total, a educação é um dos itens mais pesados, pois engloba escolas caras e atividades extracurriculares. Claro, nem todos têm esse poder econômico. Mesmo assim, os números impressionam e revelam como o ensino de qualidade é dispendioso no Brasil.

Mas, caso não aconteça nada de maior gravidade com as pessoas que atuam nas profissões de risco, o dinheiro da previdência privada pode ser utilizado para garantir uma aposentadoria complementar antecipada. Nessa hipótese, antes de contratar um plano, é importante apenas procurar se informar sobre as regras de vesting – um conjunto de cláusulas que o contratante é obrigado a cumprir para ter acesso aos recursos pagos à seguradora – de cada empresa.

Com essas dicas, até mesmo os profissionais de alto risco podem ficar tranquilos com o conforto e o bem-estar de sua família. Desse modo, a única preocupação em mente torna-se o trabalho meticuloso que se tem a fazer.

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

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