homem sorridente para representar como começar a investir

Como começar a investir? Guia completo

Índice

Nunca é cedo demais para pensar no futuro financeiro. Por isso, é interessante buscar quanto antes informações para saber como começar a investir. Afinal, um bom planejamento antecipado é a chave para uma velhice mais tranquila e confortável, sem deixar de aproveitar o presente.

É verdade que investir pode parecer algo distante para a maior parte das pessoas, principalmente por conta da ideia de que é necessário ter muito dinheiro para tanto.

Para desmistificar o assunto, montamos um guia completo com tudo o que você precisa saber para começar a investir, com etapas do processo, dicas para tomar as melhores decisões, principais tipos de investimento e muito mais! Continue lendo e confira!

Qual a importância de investir dinheiro?

Os principais motivos para investir dinheiro são ter mais segurança, fazer sua renda aumentar e alcançar seus sonhos, como conquistar a casa própria, trocar de carro, fazer uma viagem, pagar o intercâmbio dos filhos, entre outros.

Ter dinheiro guardado também é essencial para gastos imprevistos. É claro que ninguém quer pensar em problemas que aparecem sem aviso, mas eles existem. E ter uma reserva de emergência para esses momentos é fundamental para evitar ainda mais dores de cabeça.

Além disso, investir hoje é pensar e desenhar como será o seu futuro. Quem trabalha com carteira assinada, tem direito à aposentadoria do INSS, mas nem sempre o benefício é suficiente para manter o padrão de vida.

Portanto, investir em uma previdência privada, por exemplo, é bem interessante para ter uma aposentadoria mais tranquila e confortável.


É possível investir com pouco dinheiro?

Com toda certeza! Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é preciso ser rico para começar a investir

Além disso, existem opções de investimento que não exigem um valor mínimo, portanto, seu primeiro aporte pode ser qualquer quantia.

Nesse sentido, é importante ter em mente que é melhor investir pequenas quantias com constância do que querer fazer grandes aportes sem ter frequência.

A lógica de qualquer investimento é que quanto antes você começar, melhor. Afinal, o dinheiro rende a partir de juros compostos, por isso, o tempo em que ele fica aplicado também é decisivo para a quantia final.

Como fazer um investimento com pouco dinheiro?

Sabendo que é possível investir com pouco, chegou a hora de pensar nos primeiros passos para tornar essa ideia concreta.

Antes de nos aprofundarmos mais no assunto, temos algumas dicas para quem quer começar um investimento com pouco dinheiro

Monte um planejamento financeiro

O primeiro passo é montar um bom planejamento financeiro. É impossível investir sem saber quanto entra e quanto sai de dinheiro todo mês. A partir dessa análise você terá uma visão sobre a sua vida financeira e poderá traçar metas dentro da sua realidade.

O quanto você quer acumular, em quanto tempo, quais seus objetivos e qual o valor do seu aporte mensal são algumas das definições que também precisam entrar nesse estágio do projeto financeiro.

Estabeleça sua meta de investimento

Esse é um momento tão importante que merece um espaço só para ele. Definir quanto você quer acumular e qual o propósito desse dinheiro é fundamental.

É a partir dessas decisões que você vai escolher os tipos de investimento que estão dentro das suas possibilidades e quanto tempo vai levar para alcançar suas metas. É necessário lembrar que o acúmulo final é composto pelos aportes mensais e pela rentabilidade recebida no investimento escolhido.

Ou seja, é preciso ter uma visão mais ampla.

Estude sobre o mercado financeiro

É essencial saber tirar o melhor proveito do que você tem para investir com pouco dinheiro. Assim, estudar sobre o mercado financeiro e conhecer os conceitos, assim como as opções disponíveis, é uma etapa fundamental.

Para ajudar você, no próximo tópico apresentamos os principais conceitos que você deve conhecer!

O que preciso saber antes de investir?

Antes de partir para a ação propriamente dita, é preciso conhecer alguns conceitos, como risco, retorno, liquidez, diversificação e por aí vai.

E como nosso guia é totalmente completo, claro que preparamos uma explicação de cada um desses pontos para você se situar melhor!

Risco

Para os investimentos, risco diz respeito à exposição maior às oscilações do mercado que podem resultar em perdas caso a pessoa necessite utilizar o dinheiro investido em um período de retorno negativo.

Retorno

Como o próprio nome indica, o retorno diz respeito ao que o investidor ganha com uma aplicação financeira.

Segundo definição do portal InfoMoney, o termo “retorno” é utilizado quando se fala em termos absolutos, como R$ 1.000,00, enquanto o termo “rentabilidade” é mais usado quando se refere a um percentual.

Relação entre risco e retorno

Esse é um dos pontos que mais exige atenção dos investidores. No geral, quanto maior for o risco de um investimento, maior poderá ser o seu retorno. Por outro lado, menor risco costuma representar menos retorno.

Entender essa relação é fundamental no momento de comparar os tipos de investimentos para escolher a melhor opção para os seus objetivos e perfil de investidor.

Liquidez

A liquidez é o nível de facilidade ou dificuldade que existe para resgatar ou transferir o dinheiro de um investimento.

Geralmente, investimentos com baixa liquidez são negociados em prazos mais espaçados ou por menos investidores. Já os de alta liquidez contam com grande volume de operações e prazos de resgastes mais curtos.

Renda fixa

Os investimentos em que o retorno é, geralmente, conhecido ou previsível no momento do investimento são chamados de renda fixa.

De maneira prática e geral, o investidor “empresta” dinheiro ao emissor — que pode ser o governo ou empresas — e recebe o valor de volta com o acréscimo dos juros acertados antes do acordo.

A renda fixa costuma ser uma boa opção para investidores iniciantes por oferecer essa possibilidade de conhecer o retorno antes da aplicação.

Renda variável

Em contrapartida, a renda variável tem como premissa o retorno imprevisível no momento do investimento. Os juros e o montante final vão depender das condições do mercado, diferentemente do que acontece na renda fixa.

Nesse modelo, o mercado tenta prever a valorização do investimento, mas não existe garantia de retorno.

Isso significa que investimentos de renda variável, no geral, são de alto risco e, portanto, recomendados para quem já tem certa experiência no mercado financeiro

Diversificação

A diversificação é uma estratégia, em que os recursos são divididos entre diferentes tipos de investimentos. A ideia é ter seu dinheiro aplicado em diversas opções que se compensem, isto é, caso uma sofra desvalorização, outra pode valorizar, mantendo um equilíbrio entre ganhos e perdas.

Além disso, diversificar seus investimentos tende a melhorar a relação entre risco e retorno da carteira, o que diminui as chances de perdas significativas no longo prazo. 


Quero começar a investir, como faço?

Agora que você já sabe que não precisa de muito para começar e entendeu os principais conceitos, chegou a hora de saber o que fazer para, de fato, investir.

Descobrir o seu perfil de investidor, conhecer os diferentes tipos de investimentos disponíveis e definir os seus objetivos são algumas das etapas para esse processo. Então, vamos entender melhor cada uma delas?

Conheça seu perfil de investidor

O perfil de investidor é uma análise que busca identificar qual é a sua predisposição a se expor ao risco, ou seja, a abertura para encarar as oscilações do mercado que podem resultar em perdas ou ganhos.

Sabendo seu perfil, fica muito mais fácil fazer escolhas mais acertadas e, consequentemente, ter mais sucesso nos seus investimentos, dentro dos seus objetivos.

Existem três perfis de investidores: conservador, moderado e arrojado. Cada grupo é definido pela sua capacidade de lidar com riscos, liquidez e rentabilidade. Entenda, a seguir, cada um deles com mais detalhes. 

Investidor conservador

O investidor conservador é aquele que prioriza a segurança nas aplicações. Por conta disso, é importante que ele mantenha em sua carteira de investimentos ativos de baixo risco. Renda fixa, Tesouro Direto, CDB, LCI e LCA são algumas opções para esse grupo. 

A principal característica das pessoas desse perfil é preservar seu patrimônio, portanto, costumam optar por investimentos com baixa oscilação e risco, ao mesmo tempo em que abrem mão de uma rentabilidade maior.

Com essas decisões, os conservadores acabam tendo mais segurança e liquidez em seus investimentos.

Investidor moderado

O investidor moderado é intermediário, ele gosta de ter segurança, mas tolera alguns riscos de longo prazo e se fizerem sentido para ele. Ou seja, ele tolera um nível um pouco mais de risco em troca de um retorno melhor, em comparação com uma carteira conservadora.

Para o moderado, o equilíbrio entre rentabilidade e risco é bem importante. Além disso, as pessoas que compõem esse grupo costumam ter a maior parte do seu dinheiro em investimentos conservadores, mas admitem um pouco de risco em uma parcela menor da carteira, podendo resultar em alguns momentos de retorno negativo, mas que, no longo prazo, tende a entregar melhores retornos.

Investidor arrojado

O investidor arrojado, como o próprio nome já diz, costuma aceitar mais riscos na hora de investir seu dinheiro. Em sua concepção, as perdas em curto prazo fazem parte do processo para ter grandes lucros em longo prazo

Geralmente, os investidores arrojados são aqueles com mais conhecimento de mercado

Avalie a sua situação financeira

O segundo passo é entender qual a sua situação financeira, ou seja, colocar na ponta do lápis todo o dinheiro que entra e que sai. De forma lógica, é preciso sobrar dinheiro para ser investido.

Isso significa que as suas despesas devem ser menores do que a sua renda. Portanto, é preciso conhecer o seu estilo de vida.

Além disso, é importante quitar ou montar um plano para zerar suas dívidas, caso você as tenha. Essa é uma das maneiras de tornar seu saldo no fim do mês positivo.

Essa análise pode ser feita utilizando uma planilha de gastos, um modo fácil para visualizar os seus gastos e identificar o que pode ser otimizado.

Defina seus objetivos financeiros

Em seguida, é preciso definir quais são os seus objetivos, sejam eles de curto ou longo prazo. Pode ser que, no momento, a meta seja apenas ter um valor guardado e rendendo — isso também é um bom motivo!

A questão é que quando damos um “rosto” para esse dinheiro, fica mais fácil de continuar investindo e não fazer retiradas antes da hora. Se você não tem os seus objetivos claros, fica mais difícil ter a motivação necessária para ter disciplina.

Uma boa estratégia é tentar desenvolver mais educação financeira para entender como lidar com esses valores sem se deixar levar pela tentação das compras por impulso, por exemplo.

Conheça os diferentes tipos de investimento

Como mencionamos, existem diversos tipos de investimento. Tesouro Direto, CDB e Previdência Privada são alguns deles.

Assim, conhecer as principais opções disponíveis no mercado indicadas para quem está começando é essencial para definir quais ativos estão dentro do seu perfil e podem ajudar a alcançar os seus objetivos.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um Programa do Tesouro Nacional, em que pessoas físicas podem comprar títulos públicos federais. Em outras palavras, é como se você estivesse “emprestando” dinheiro ao Governo.

Esse investimento permite aplicações a partir de R$ 30,00 e oferece liquidez diária para todos os títulos, ou seja, é fácil e rápido resgatar o valor investido em uma emergência ou imprevisto.

Outra característica bem interessante dessa opção é que o investidor tem muitas alternativas de indexadores, prazos de vencimento e fluxos de remuneração, o que torna mais simples achar uma solução que se encaixe nas suas necessidades.

CDB

O CDB, ou Certificado de Depósito Bancário, é um investimento de renda fixa similar ao empréstimo que uma pessoa “concede” a um banco.

Na maioria dos casos, sua rentabilidade está atrelada ao CDI e as aplicações são asseguradas pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que lhes oferece maior segurança. Além disso, podem ser adquiridos em bancos, corretores e até mesmo fintechs.

Existem três tipos de CDBs:

  • pré-fixado: o rendimento é determinado na hora de assinatura do contrato e oferece mais vantagens nos momentos de quedas de juros;
  • pós-fixado: o rendimento acompanha a variação dos indicadores econômicos, como o CDI, e é mais vantajoso nos momentos de alta dos juros;
  • híbrido: combina características dos dois modelos e oferece proteção do patrimônio contra a inflação.

Previdência Privada

A previdência privada é um tipo de investimento voltado para o longo prazo. Assim, o investidor faz aportes esporádicos, na periodicidade que desejar, e, ao final, resgate o dinheiro acumulado, mais os juros.

Esse investimento é dividido em dois momentos: a acumulação e o benefício. A primeira etapa é aquela em que acontece a construção do patrimônio, enquanto a segunda é o momento em que o dono do plano recebe o dinheiro. O investidor ainda pode escolher se quer receber tudo de uma vez só ou como uma renda.

Além disso, a previdência privada conta com fundos distintos, sendo possível acessar diferentes mercados e estratégias, como renda variável, com ações, ou ativos de renda fixa. 

Apesar de muito relacionada com a aposentadoria, é possível usar a Previdência Privada para outros objetivos, como reformar a casa, trocar de carro ou pagar a faculdade dos filhos.

  • Saiba mais: Previdência Privada ou Tesouro Direto: Qual a melhor opção?

Poupança

A poupança é um investimento de renda fixa e muito fácil de ser acessado. Basta ir até um banco, apresentar alguns documentos e abrir uma conta. Uma das grandes vantagens é que não há taxas ou custos para a abertura, manutenção ou incidência de impostos.

A poupança também tem uma liquidez diária, o que, na prática, significa que o dono da conta tem acesso ao dinheiro guardado de maneira rápida. Geralmente, o valor cai na conta-corrente no mesmo dia, o que não acontece em outros modelos de investimento.

A maior desvantagem da poupança está relacionada ao seu rendimento. Para começar, ela tem a mesma rentabilidade em todos os bancos, ou seja, a escolha da instituição não faz diferença. Além disso, o gatilho da rentabilidade da poupança está atrelada à Taxa Selic e funciona da seguinte forma:

  • se a Selic está acima de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é de 0,5% ao mês, mais a variação da Taxa Referencial;
  • se a Selic está igual ou abaixo de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança é de 70% da Selic, mais a variação da Taxa Referencial.

Fundos de Investimentos

O último tipo de investimento que vamos apresentar são os Fundos de Investimentos. Eles têm diversas possibilidades e conseguem agradar investidores iniciantes e os investidores mais habituados ao mercado financeiro. 

Na prática, os Fundos juntam o dinheiro de vários investidores e aplicam esse montante em conjunto no mercado financeiro e de capitais. Os ganhos são divididos entre os participantes na proporção do aporte de cada um.

Esse valor é o patrimônio do fundo e deve ser gerenciado por uma instituição financeira ou um gestor.


Escolha uma corretora e defina em quais ativos investir

Agora chegou a hora de escolher em quais ativos financeiros você vai investir e encontrar uma empresa para fazer isso.

É importante considerar seus objetivos e seu perfil de investidor no momento de selecionar os tipos de investimentos. Além disso, estudar a reputação da empresa também faz a diferença.

Uma instituição consolidada há muitos anos no mercado e com alta taxa de sucesso demonstra confiança e segurança para que você possa investir sem medo de perder seu dinheiro.

Essas decisões são essenciais para o sucesso do seu investimento.

Diversifique seus investimentos

Como falamos, diversificar os investimentos é fundamental, seja no sentido de variar os tipos de ativos ou de investimentos, seja de ter conta em mais de uma corretora.

Além do equilíbrio, ou seja, caso um dos seus investimentos vá mal, o outro pode render mais, ainda há a questão dos diferentes objetivos. 

Previdência Privada: um bom investimento para o futuro

Se você está procurando por um investimento de médio ou longo prazo com boa diversificação, que tal considerar a Previdência Privada? Ela pode ser uma grande aliada para dar mais segurança financeira para o seu futuro, com mais liberdade e personalização para a aposentadoria e possibilidades para realizar seus sonhos.

Aplicando em um plano previdenciário, tanto PGBL quanto VGBL, você pode escolher um ou mais fundos compostos pelos ativos que fazem mais sentido para os seus objetivos e perfil de investidor. 

Além disso, a previdência privada tem outras vantagens como uma tributação flexível, benefícios fiscais, portabilidade gratuita e imediata, flexibilidade para decidir como quer resgatar os valores, além de ser uma ótima escolha para sucessão patrimonial.

Para ter ainda mais segurança na hora de fazer seu investimento, conte com a Icatu Seguros! Com mais de 30 anos no mercado, somos referência quando o assunto é Previdência Privada. Conheça melhor os planos que oferecemos em nosso Portal!

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