Na hora da aposentadoria, o que devo saber sobre a previdência privada?

Por Diana Dantas

A hora da aposentadoria é muito esperada pelos brasileiros. Mesmo que se não pare de trabalhar, como seria o ideal, a pessoa passa a viver mais relaxada por conta do dinheirinho extra no fim do mês.

A alegria do momento também pode ser ampliada com o benefício da previdência privada, pois com ele, talvez, seja possível usufruir ainda mais da terceira idade.

No momento do saque, no entanto, o contratante precisa estar atento a algumas questões burocráticas para não se estressar. Como o nosso objetivo é sempre esclarecer e facilitar, vamos dar algumas dicas sobre tudo o que é necessário saber a partir do momento da aposentadoria. Dessa forma, será possível aproveitar melhor essa fase da vida.

 

O que é preciso saber na hora de retirar o benefício

O contratante pode sacar o valor aplicado – parcial ou total, independente do número de parcelas pagas – a qualquer momento após o cumprimento de carência, que muda conforme plano e instituidora. Esse período costuma ser entre 60 dias e 24 meses depois da data de protocolo da proposta de inscrição na empresa, de acordo com o regulamento cabível. Consulte as normas do seu plano antes de pedir o benefício.

 

Tributação na hora do saque

O contratante vai pagar a alíquota de Imposto de Renda em conformidade com a tabela escolhida na hora em que fez o plano. Na progressiva, ele paga a taxa seguindo as regras da Receita Federal. Por isso, ela é mais adequada aos que querem investir a curto e a médio prazo.

Já se objetivo é mesmo a aposentadoria, a tabela escolhida deve ser a regressiva, pois, conforme o nome diz, a tarifa diminui de acordo com o tempo de aplicação. Dessa forma, ela se transforma na melhor opção para quem quer aplicar a longo prazo. Caso espere mais de dez anos para retirar o investimento, o contratante paga somente 10%.

O percentual de IR, por fim, também varia com tipo de plano escolhido na hora de fazer o contrato. No PGBL, a alíquota de Imposto de Renda incorre sobre o valor total do saque. No VGBL, sobre os rendimentos acumulados.

 

Como declarar no IR?

 Com o benefício em mãos, é importante não esquecer de declarar o valor no IR. Caso a retirada seja feita pelo titular de um PGBL, os valores recebidos devem ser informados integralmente no quadro Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoas Jurídicas (tributação progressiva) ou na ficha Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva (tabela regressiva), pois a taxa incide sobre o valor total do saque.

No VGBL, o contribuinte deverá dar baixa na declaração de bens no valor correspondente ao percentual do resgate realizado. A parcela referente ao ganho de capital, já líquida de IR, deve ser colocada na tabela de Rendimentos Tributáveis na Declaração de Ajuste Anual, se o regime for de tributação progressiva. Caso seja de regressiva, será na ficha Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva.

Se o contratante optar por receber renda, o procedimento é bem parecido. Basicamente, só muda para o contratante de um VGBL de tabela progressiva. Nessa hipótese, a mesma parcela do ganho de capital, também líquida de IR, é declarada na tabela de Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica.

Caso ainda esteja contribuindo com seu plano ou seja um beneficiário da previdência privada, as declarações de IR são ligeiramente diferentes. Por isso, consulte um especialista ou sua própria instituidora para lhe orientar. Agora, no entanto, se você quer mesmo se aposentar e já entendeu o que é importante, curta seu benefício sem se preocupar. É só relaxar e aproveitar!

 

Publicado por Diana Dantas

Formada pela PUC-Rio, Diana Dantas passou por diferentes redações, como O Estado de S. Paulo, Agora SP (Grupo Folha) e Brasil Econômico (Grupo Ejesa). Nesse período, trabalhou nas editorias de Educação, Cidades, Cultura e Economia. Desde de 2017, escreve para Icatu sobre seguros e planejamento financeiro.

Deixe seu comentário